<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751</id><updated>2012-02-08T10:53:06.417-02:00</updated><title type='text'>Arauto do Caos</title><subtitle type='html'>ARAUTO : 
Emissário, mensageiro, defensor, lutador, propugnador.

CAOS: 
Comportamento praticamente imprevisível exibido em sistemas regidos por leis deterministas, e que se deve ao fato de as equações não-lineares que regem a evolução desses sistemas serem extremamente sensíveis a variações, em suas condições iniciais; assim, uma pequena alteração no parâmetro pode modificar todo o sistema. Ou seja, somos a pequena partícula que muda a realidade a sua volta.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-1984379306564231399</id><published>2008-11-19T16:16:00.002-02:00</published><updated>2008-11-19T17:14:25.820-02:00</updated><title type='text'>The Clash, Clarisse, e a vida</title><content type='html'>Entrei  em casa e coloquei um velho som do The Clash pra rolar, afinal se era pra me sentir com um bocó era melhor me sentir um bocó ouvindo "train in vain".&lt;br /&gt;Estava pra baixo me sentindo como um calçado velho que a gente usa muito em casa mas que não saímos na rua por que temos vergonha, e eu me sentia assim por causa de uma mulher, é sempre assim, mulheres, têm o dom de fazer a gente se sentir derrotados.&lt;br /&gt;Tudo começou na primeira vez que a vi, ela tinha o sorriso mais bonito da cidade, era espontânea e tinha um senso de humor que me fazia bem. Mas como sempre, ela tinha um defeito Clarisse era casada com um fazendeiro  de outra cidade e pelo jeito o cara tinha muito mais dinheiro do que eu teria se pudesse juntá-lo em três encarnações seguidas. Com o passar dos dias Clarissa começou a rodear meus pensamentos, as vezes bolando aquele baseadinho noturno me perdia pensando no seu sorriso e imaginando meus lábios tocando os seus. &lt;br /&gt;E acho que ela notou isso porque como um vilão de historias em quadrinhos passou a usar seus encantos cada vez mais, ela havia se tornado a minha criptônita, eu não conseguia mais me concentrar em nada quando ela passava na minha frente.&lt;br /&gt;As vezes ela me dava mole, trocamos alguns carinhos mas sempre ficando naquele limbo entre um beijo e um cumprimento. Eu não estava me incomodando com isso, bem, até esta manhã quando mais uma vez, meu imã interno pra confusão entrou em modo evolution.&lt;br /&gt;Eram antes das 8 da manhã  e eu aproveitando as facilidades de estar vivendo em uma cidade do interior, caminhava para o trabalho, ouvindo um bob marley no mp3 e mais uma vez perdido em meus pensamentos sonhando com lábios carnudos, sorrisos de pérola, seios avantajados e o resto.&lt;br /&gt;Mas, como eu disse, a confusão veio ao meu encontro &lt;br /&gt;"O piá, ocê é que é o Clóvis???"&lt;br /&gt;"Hã, depende" - Eu disse olhando  os  quatro brucutus que desceram da caminhonete (mais cara que meu apartamento ) empunhando pedaços de madeira , enquanto minha única arma no momento eram meu cérebro e meu mp3. Como acho que meu tocador de musicas não ia causar muito estrago aos quatro cavalheiros postados na minha frente resolvi usar o cérebro e engatar um dialogo non sense meio Monty Python, meio Guy Richie pra ver se me livrava de uma possível confusão.&lt;br /&gt;“Como assim depende??”&lt;br /&gt;“Ué, existem uns dois milhões de Clóvis no mundo, pode ser que eu não seja quem você está procurando”&lt;br /&gt;“Ocê que ta saindo com a Clarissa?”&lt;br /&gt;“Não, to indo trabalhar, trabalho em cartório”.&lt;br /&gt;“Não perguntei onde você trabalha, to perguntando da Clarisse”.&lt;br /&gt;“Que Clarisse? A Lispector...acho que ela escreve bem mas não a conheço pessoalmente?”&lt;br /&gt;Nisso o motorista da caminhonete me bateu com o chaveiro em forma de cavalo onde ficava a chave caminhonete gigante.&lt;br /&gt;“Você é engraçadinho hein?”&lt;br /&gt;“Obrigado, vou fazer um show de comédia pra sua mãe pra Clarisse assim que descobrir quem é ela”.&lt;br /&gt;Os caras não tinham o meu senso de humor e eu levei uma chuva de socos e pontapés antes de poder pensar em correr. Mas, em compensação, um deles disse. &lt;br /&gt;“Deixa esse pau no cú aí, deve ser o cara errado”&lt;br /&gt;Depois de conferir que não tinha nenhum osso quebrado, me levantei dolorido como se tivesse passado por um moedor de carne resolvi ir pra casa fumar um baseado e ligar pro cartório alegando uma diarréia e passar o dia em casa remoendo meus sentimentos e amaldiçoando a Clarisse.&lt;br /&gt;Só que logo após o banho recebo uma mensagem de texto no celular, é ela.&lt;br /&gt;“Quero te ver, o Roberto viajou para o Paraguay e só vem a noite, em vinte minutos eu tô no seu apê”&lt;br /&gt;E em menos de quinze ela estava em pé na minha frente com aquele sorriso lindo, vestida pra matar, rindo do sufoco que eu havia passado e dizendo uma única frase&lt;br /&gt;“Vamos trepar, agora! “&lt;br /&gt;Por acaso, algum do leitores achou que eu diria não?&lt;br /&gt;  Só que agora depois de levá-la até a portaria do prédio e voltar pra casa me sinto um cara derrotado e imaginando quando o Roberto vai saber que eu sou o Clóvis certo.&lt;br /&gt;Bom, vou esquecer tudo isso servir uma vodca e continuar ouvindo meu velho rock inglês enquanto me perco entre os lábios e as curvas de Clarisse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-1984379306564231399?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/1984379306564231399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=1984379306564231399&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/1984379306564231399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/1984379306564231399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2008/11/clash-clarisse-e-vida.html' title='The Clash, Clarisse, e a vida'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-9071555617768099937</id><published>2008-03-24T09:48:00.002-03:00</published><updated>2008-03-24T10:43:08.640-03:00</updated><title type='text'>Cadê as suas meias??</title><content type='html'>Deve estar fazendo uns quarenta graus à sombra, estou suando feito um porco velho. Se fosse em outra situação poderiam pensar que eu estou com medo e talvez ja esteja até borrado.&lt;br /&gt;Acontece que não tenho medo, não por coragem ou algum outro motivo nobre, mas simplesmente por que nos 10 últimos anos já fiz essa operação centenas, talvez milhares de vezes. Mesmo sabendo que estou vivnendo em uma cidade fronteiriça e que se me pegarem com qualquer  quantidade da "mercadoria" no bolso, ainda mais aqui num bar quase dentro da rodoviária, pego no mínimo 15 anos por tráfico de drogas internacional.&lt;br /&gt;Foda-se, tô vivendo num degredo auto-imposto pra me livrar de drogas mais pesadas, mulheres que querem meu saco e figado fritos, de cobradores que me ligavam de hora em hora, de propostas de emprego indecentes, da minha mãe, do meu pai, enfim to tentando dar um jeito na minha vida, que nos últimos tempos tem andado tão pra trás que as vezes me sinto o Michel jackson fazendo seu famoso moonwalker.&lt;br /&gt;Mas voltando a operação de compra, meu fornecedor parece mais apavorado que eu, ou ele é novo no serviço ou nunca encontrou um usuário tão  contumaz e relaxado de erva quanto eu. Afinal um traficante que fica toda hora olhando pros lados como se estivesse muito afetado de pervitin e esbugalha os olhos quando um distinto cliente lhe pede apenas 50 g de erva da boa pra passar o fim de semana??? Não importa  depois de me dar uma canseira de de vinte minutos  o cara me chama na porta do banheiro  e me pede pra entrar com ele, olho pra trás e toda aquela escoria humana, que deve ter uma vida um pouco melhor que a minha, mas ainda assim está num bar de rodoviária numa segunda feira às três da tarde, me olha faz com que eu quase possa ouvir seus pensamentos " porra, viadagem a essa hora". Mas, como eu sempre digo, foda-se. Entro naquele banheiro que cheira e aparenta ter sido usado por ogros vindos do inferno, de tão sujo e fedorento, pego meu tabletinho e ponho no bolso da frente da minha velha bermuda jeans e vou saindo faceiro quando o  traficante travado de pervitin me pergunta:&lt;br /&gt;-Você vai levar isso aí assim ? tá fazendo volume no bolso&lt;br /&gt;Finjo que não ligo e vou saindo, mas a porra da anfetamina do cara deve tá começando a bater agora e ele quer papo, me oferece um conhaque.  Naquele bar, em circunstancias normais, eu nao beberia nem uma coca em lata mas, como as  mães sempre te ensinam: " Meu filho nunca deixe um trafica travado de anfetamina e com um 38 no bolso falando",  eu decido tomar um conhaque com coca cola, afinal  puro, nesse calor não rola.&lt;br /&gt;Vinte minutos depois, eu pensando "porra quarenta minutos pra pegar 50 g é de fuder", chega um outro cliente e interrompe a história de meu interlocutor sobre um voyage 86 que ele tinha. É minha deixa , antes dele se levantar eu ja estou na rua, mas a coca cola me deixou com a bexiga estourando, resolvo que o banheiro da rodoviaria, que é pago, deve ser limpo o suficiente para que eu possa dar uma mijadinha.&lt;br /&gt;Surpresa das surpresas, assim que entro no banheiro com 50  gramas de erva do Paraguai no bolso cerca de oito policiais que estão lá dentro fazendo não sei o que, param o papo e olham pra mim e durante uns trinta segundos fica aquele silêncio incomodo, eu olhando pra eles, eles olhando pra mim até que meu intestino resolve intervir, dou um dos meus melhore peidos até hoje, é um daqueles sonoros e que chegam a arder o nariz de quem está por perto.&lt;br /&gt;Olho nos olhos do policial mais mal-encarado do banheiro  e digo:&lt;br /&gt;-Desculpe, mas tô apertado.- e vou entrando num dos boxes de privada que graças a deus estão limpos.&lt;br /&gt;passo mais uns 20 minutos despejando uma merda fedorenta como uma carniça do capeta naquele banheiro branco e bege e torcendo pra que seja tão fedida que os policiais saiam dali. Quando termino de cagar noto que não há papel higiênico no banheiro sem pensar duas vezes tiro as meias novas que uma paquera me deu e limpo o rabo. abro a porta de solsaio e vejo a banheiro vazio. Penso beleza,  saio novamente faceiro e quando estou pra sair da rodoviaria um policial, daqueles que estavam no banheiro quando entrei me pergunta se estou bem ao que eu respondo com um sorriso amarelo:&lt;br /&gt;- Tô legal, foi só uma coxinha que eu comi&lt;br /&gt;-Coxinha de urubu né? - Ele responde.&lt;br /&gt;- Deve ser - eu falo sorrindo&lt;br /&gt;- Cadê suas meias? Você estava de meias quando entrou no banheiro.&lt;br /&gt;- Não tinha papel .....&lt;br /&gt;E continuo meu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-9071555617768099937?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/9071555617768099937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=9071555617768099937&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/9071555617768099937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/9071555617768099937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2008/03/cad-as-suas-meias.html' title='Cadê as suas meias??'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-1795158229168288017</id><published>2007-08-17T15:26:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T16:09:11.517-03:00</updated><title type='text'>Me deixa tomar cerveja em paz.</title><content type='html'>He heh heh, enfim, seis meses passaram rápido nem me lembro mais de como cheguei aqui. Só sei que com alegria escuto o guarda fechar a tranca das gradese deixo para trás o cheiro de mofo e carceragem que adquiri neste lugar.&lt;br /&gt;Ao atravessar o portão principal tenho a visão que me fez aguentar quieto estes seis meses, não tem mulheres ,nao tem parentes, ninguém que venha me encher o saco dizendo que sabe como é passar um tempo vivendo como um sabiá enjaulado. Mas está lá, tudo que pedi ao Clóvis, meu advogado.  A minha moto, a minha velha jaqueta preta e a mala com a grana que pedi pra ele deixar na porta do presidio.&lt;br /&gt;Atravesso a rua sentindo o sol de outono recarregar minhas baterias e pensando que direção tomar. Resolvo conferir se a grana realmente está na mochila, confio no Clóvis, mas ele é advogado né, e pra essa raça nao é bom dar 100% de crédito. Dessa vez ele foi além do combinado deixou a grana e um maço de malboro. Noto que ele está a uns dois quarteiroes na frente só observando, olho pra ele e aceno ligeiramente com a cabeça. Ele acelera com força o velho Camaro  69 que restauramos juntos.&lt;br /&gt;Esses sinais, para outras pessoas nao significam nada, mas para nós é algo como uma grande reunião e e demonstração maior de afeto e agradecimento que podemos ter.&lt;br /&gt;Monto na minha Shadow 750 dou duas aceleradas grandes olhando o camaro e resolvo seguir  para o sul.&lt;br /&gt;Com o dinheiro que tenho da pra chegar com calma e bem  até  Mendonza e acertar algumas contas com os caras que me fizeram passar seis meses vendo o sol nascer quadrado.&lt;br /&gt;Oito horas e mil quilometros mais tarde estou num bar sujo numa quase cidade no interior do paraná tentando tirar a poeira vermelha da minha garganta com uma cerveja gelada qunado entra ela.&lt;br /&gt;Linda, como se fosse uma personagem de um filme do Tim Burton, branca como a lua cheia, de cabelos negros como a noite e um corpo de quebrar maldições. Ela passa os olhos pelo bar, como se estivesse procurando alguém, e para justamente em mim. Joga um mochila na mesa me dá um beijo cinematográfico e diz:&lt;br /&gt;-Guarde pra mim.&lt;br /&gt;Depois sai correndo pelos fundos como se estivesse figindo da morte, não entendo nada e continuo com minha cerveja.&lt;br /&gt;Um minuto depois entram no bar  quatro manés mal-encarados  segurando   facas e pedaços de pau , me olham como se eu fosse um ET me parguntam sobre a garota. Digo que nao sei de nada, mas um idiota (sempre tem um idiota) derruba minha cerveja e me dá um soco no  peito.&lt;br /&gt;Olho para o lado e alcanço um taco de bilhar com o qual num movimento unico derrubo dois dos brucutos e olho no fundo dos olhos do cara que parece ser o chefe da gangue.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                       Continua.......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-1795158229168288017?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/1795158229168288017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=1795158229168288017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/1795158229168288017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/1795158229168288017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/08/me-deixa-tomar-cerveja-em-paz.html' title='Me deixa tomar cerveja em paz.'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-2619810427528184526</id><published>2007-07-10T15:31:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T15:58:05.787-03:00</updated><title type='text'>Como é legal encontrar velhos amigos.</title><content type='html'>hã?!?!?&lt;br /&gt;Ele se surpreende ao ouvir uma voz conhecida chamar pelo seu apelido, afinal faz alguns meses que não encontra ninguém do seu convivio, talvez pelo fato de estar na Bolivia, ou talvez pelo fato de nao estar usando mais cocaína. Tanto faz, o importante é que ao olhar para trás lá está ela, envergando a velha camiseta do The doors ( me pergunto se ela sabe o nome de algum integrante alem do Jim...) com o cabelo solto e uma garrafa de budweiser na mão.&lt;br /&gt;-Puta que o pariu, o que vc tá fazendo aqui cara ??&lt;br /&gt;- Fugindo de  pessoas iguai a você! - eu penso- estou viajando de férias - respondo.&lt;br /&gt;Porra quanto mais eu fujo, mais as vida da qual eu estou tentando me livrar mais surgem restos dela escapando pelas frestas.&lt;br /&gt;Andamos até o bar mais sujo à nossa vista e ela me diz algo sobre viagem espiritual, peyote, e transcendencia mistica. Tomo um gole de cerveja, e balbucio algumas palavras sobre como ela esta bonita (mentira, mas acho que um tarde de sexo com uma louquinha na primavera boliviana vai cair bem nas minhas memorias).&lt;br /&gt;Menos de trinta minutos depois estamos a caminho de um hotel barato em Puerto Quijarro, eu com minha velha mochila preta apenas com coisas de uso pessoal e ela com uma mochila estilo hippie abarrotada de grande parte das drogas ilicitas conhecidas.&lt;br /&gt;Bom, só me lembro de quatro dias depois to numa ressaca desgraçada num quarto de hotel imundo com pilhras de garrafas long neck de budweiser num canto, pontas espalhadas&lt;br /&gt;e uma calcinha com um bilhete agradecendo por eu ter ajudado a descobrir o animal interior dela!?!&lt;br /&gt;Bom pelo menos acho que nao acho mais nenhum conhecido aqui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-2619810427528184526?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/2619810427528184526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=2619810427528184526&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/2619810427528184526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/2619810427528184526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/07/como-legal-encontrar-velhos-amigos.html' title='Como é legal encontrar velhos amigos.'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-440865024045513237</id><published>2007-06-23T01:07:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T01:10:44.794-03:00</updated><title type='text'>Dinovo</title><content type='html'>Como um mestre ninja velho, calçando sandálias sujas e sorrindo sem dentes para a morte. Aquecendo minhas mãos geladas nos bolsos da velha roupa doada palo imperador, que após várias doses de rum, distribuía ouro negro. O rum, essa merda, trazidas pelos estrangeiros é o demoônio engarrafado e faz com que cavalheiros cordiais se portem como bandidos brutais. Mata um homem e come. Também estou. baby.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-440865024045513237?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/440865024045513237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=440865024045513237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/440865024045513237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/440865024045513237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/06/dinovo.html' title='Dinovo'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-6943739384307825149</id><published>2007-06-23T01:04:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T01:06:30.014-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a Velha poeira vermelha do noroeste de sp me deixa como um velho carro norte-americano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-6943739384307825149?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/6943739384307825149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=6943739384307825149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/6943739384307825149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/6943739384307825149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/06/velha-poeira-vermelha-do-noroeste-de-sp.html' title=''/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-2589684681567988388</id><published>2007-06-23T00:53:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T00:54:57.620-03:00</updated><title type='text'>10 mãos</title><content type='html'>Enquanto tudo parece certo, quem perde ganha. Após verificar a garrafa de vodka vazia, saiu a passos tortos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-2589684681567988388?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/2589684681567988388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=2589684681567988388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/2589684681567988388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/2589684681567988388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/06/10-mos.html' title='10 mãos'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-7789298875587728124</id><published>2007-06-23T00:01:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T00:46:00.190-03:00</updated><title type='text'>Frases</title><content type='html'>Parabéns, cara!&lt;br /&gt;Pode beber agora. Limpou a cinza do cigarro que havia caído na calça jeans e deu mais um trago.Com movimentos lentos, levou a mão ao copo e o copo a boca, e fechou os olhos. Agora lembrava-se.&lt;br /&gt;Ouvindo os novos jazz bombando no velho continente com minha garota e meus bons brothes, sinto meu corpo flutuar, como se fosse um balao de hidrogenio, e penso:&lt;br /&gt;- Garças não são animais tão sem-graça&lt;br /&gt;, mas a vida é mesmo engraçada, pois sempre que pensando que estamos indo, na verdade estamos vindo...&lt;br /&gt;Bem, na verdade estávamnos "muto loucos!&lt;br /&gt;A idéia foi minha:&lt;br /&gt;- Então vamos?&lt;br /&gt;- Eu não sei... Mas acho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mudando muito, acreditando mais, passando por mudanças que sempre achei impossiveis de acontecer em minha vida...agora,estou cercada de pessoas que fazem parte, e que jamais poderei esquecer...afinal...apredendo cada dia mais com cada um!&lt;br /&gt;São pessoas que me ensinaram a cobrar menos de mim, a sorrir dos meus erros...e a acreditar que tudo é possivel!&lt;br /&gt;várias geladas depois..... to vendo tudo em sistema dual video ( td duplo!).... porra ! Eles estão desrespeitando o velhoNat Wilder&lt;br /&gt;Hoje todo eles estão rindo de cada coisa que faço, chego até me sentir ridicula por isso, mais acredito que eles estão se divertindo como eu!!&lt;br /&gt;Mais eu me divirto muito mais com eles...fazem com que eu esqueça o quão dificil é estar nessa vida insossa que levamos..sendo oq não somos e o q não queremos ser para sermos um pouco dignos dessa sociedade que impõe que a gente faça sempre o ridiculo de não sermor oq somos!!!&lt;br /&gt;Depois de horas, desperta. Crê que tudo é correto e faz sentido. Bobagem.....acende um cigarro, vai cambaleando até a geladeira, onde uma garrafa de água gelada o aguarda. Abre e logo desiste, não resisitindo a tentação de uma cerveja que lhe sorri da prateleira de cima. Fecha a geladeira e num movimento brusco vira-se, pisando no rabo do cachorro. Merda, nunca percebia a judiação que causava em quem mais gostava.&lt;br /&gt;Brisa?&lt;br /&gt;Vai saber.&lt;br /&gt;Nessas horas ninguém tem certeza.&lt;br /&gt;Disse um literato: "...a Viver é uma coisa perigosa...".&lt;br /&gt;Sempre preferi Clarisse: Ambos em museus... Já imaginou, alguém que você não conhece, um texto qualquer - igual esse -, algo tipo uma: ... Uma brisa? Será que nesse universo:&lt;br /&gt;- Seus sentimentos são só seus?&lt;br /&gt;Poderá um dia viver junto dos ditos "normais".&lt;br /&gt;Sente que após fechar os olhos tudo fica estranho. Acorda sobressaltado e respira fundo, fugindo de mapas não riscados, que levam a todo e qualquer lugar.&lt;br /&gt;Finge-se de sério e veste-se à risca. Toma uma pinga, sorri e acena para o padre, que na porta da igreja procura as criancinhas mais belas para arrebanhar. Então esquece-se de comprar o jornal, caminha mais alguns passos e encara a metrópole. Covarde, não percebe o quanto tem de ter atitude. Não sabe ao certo se a melhor solução é aquela que lhe parece honesta. Repara então aquela garota de olhos claros e sombra negra nas pálpebras, calça de couro colada ao corpo e decote provocante. Por um momento, vai para outra brisa;&lt;br /&gt;Sendo assim, prefiro o paraíso pelo clima e o inferno pela companhia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-7789298875587728124?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/7789298875587728124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=7789298875587728124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/7789298875587728124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/7789298875587728124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/06/frases.html' title='Frases'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-117086724247366221</id><published>2007-02-07T14:53:00.000-02:00</published><updated>2007-02-07T14:54:02.750-02:00</updated><title type='text'>A caixa - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Almet caminhava pelo deserto, suando e com um cajado na mão direita, apoiando-se nos cactos e pedras no caminho. Era meio-dia e o sol castigava seus olhos e a boca seca. Parou e procurou o cantil amarrado na cintura. Levou-o a boca e tomou alguns poucos goles, economizando o precioso líquido. Faltavam seis quilômetros para a vila, uma boa caminhada para um homem que já havia percorrido mais de 15, desde o nascer do sol. Tinha ido com uma missão até a casa de Rafath, no vilarejo vizinho, buscar especiarias e mantimentos. Por isso, vinha com uma grande mochila nas costas, e também a responsabilidade de alimentar os quatro filhos que o aguardavam com sua esposa, Ramef. Depois de tantas horas de caminhada, Almet já não pensava com clareza. Vinha com a vista turva, as mãos calejadas, e as pernas doendo. Foi quando tropeçou em alguma coisa, e foi ao chão. Preguejou com raiva e foi ver o que o havia derrubado. Observou com atenção e seus olhos brilharam ao perceber uma caixa de madeira, toda entalhada com símbolos que ele nunca havia visto. A caixa era pequena, então Almet apanhou-a e guardou num canto da mochila. Continuou sua caminhada mais tranquilo, e a mochila lhe pareceu mais leve. Não tinha mais dores nem sede, então rapidamente chegou a sua casa. Ficou muito contente em rever a família, e foi para seu quarto descansar. Observou sua mochila encostada num canto, e lembrou-se da estranha caixa. Pegou-a e examinou minunciosamente, cada símbolo, cada detalhe da caixa. Então resolveu abri-la. Decepcionou-se. Havia apenas um pedaço de pergaminho enrolado. Contrariado, desenrolou-o e leu : " Esta é a caixa de Menfarej. Deposite aqui sua dor, e nunca mais a verá. Entretanto, cuidado. O que lhe parece doloroso, pode ser seu maior tesouro." Com essa nota enigmática, Almet fechou-a novamente e foi dormir.&lt;br /&gt;No dia seguinte, Almet é surpreendido com a notícia da morte de seu velho pai. Al-Elmet estava doente havia muitos meses, e já era sabido que cedo ou tarde, ele padeceria. Mas mesmo assim, Almet sofre demais. Chorava o tempo todo, e durante o funeral, não conseguia se controlar. Chegando em casa, lemrou-se da caixinha e foi até onde ela estava guardada. Abriu-a e não encontrou o pergaminho. A caixa parecia esperar que ele depositasse algo ali. Então ele concentrou-se firmemente, pediu paz e que aceitasse a morte de seu pai. No instante seguinte, Almet sorria. A caixa mostrou-lhe seu pai entre anjos, saudável e sorridente, no paraíso. Almet olhava para o fundo da caixa e assistia aquilo como um filme. Estava feliz. Quando fechou-a, sentiu uma sensação de paz invadi-lo. Conforto. Então Almet soube que tinha encontrado uma caixa mágica, com certeza. Assim, Almet foi vivendo sua vida, sem preocupar-se com o que viesse de ruim. Confiava na caixinha. Quando seu filho mais novo adoeceu, Almet não quis saber de médicos ou hospitais. Almet correu à caixa. Abriu-a e mentalizou seu filho doente. O quanto ele estava sofrendo por ver seu filho moribundo.&lt;br /&gt;A história termina com Almet procurando desesperadamente seu filho que havia desaparecido misteriosamente do berço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-117086724247366221?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/117086724247366221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=117086724247366221&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/117086724247366221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/117086724247366221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/02/caixa-por-rodrigo-pinto.html' title='A caixa - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-117070588118271353</id><published>2007-02-05T18:02:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T18:04:41.256-02:00</updated><title type='text'>O que é importante pra mim - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Atenção : este texto não foi revisado, não é baseado em fatos reias e não tem patrocínio de nenhuma das empresas citadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristides acordou cedo na quinta-feira. Levantou-se com dificuldade, culpa das doses de vodka que ingeriu na noite anterior. Meio trôpego, caminhou lentamente até o banheiro, e o contato do azulejo frio na sola dos pés fez com que despertasse um pouco mais. Vagarosamente abriu o chuveiro, e tomou um rápido banho. Alguns minutos depois, já barbeado e vestido, saiu de casa atento. A cabeça doía, então passou numa farmácia pra tomar alguma droga pós-ressaca. Martigando um trident de menta, correu até o ponto de ônibus, e ainda ajeitando a gravata, sentou-se na janela. Era um dia importante, não podia chegar amarrotado. O trânsito estava péssimo, e Aristides cochilou. Capotou, melhor dizendo. Aristides babava na camisa limpa e sonhava. Via prateleiras de doces e garotas de biquíni. Via um céu estrelado e também uma estrada de areia que levava a uma cachoeira.... Sonhava e sorria. Quando despertou, sentiu a camisa encharcada de baba e fedendo álcool. Praguejou contra a própria vacilada, e num rápido olhar pela janela, percebeu que havia passado do ponto. E muito. Com raiva, levantou-se desesperado, e nem percebeu sua carteira caindo do bolso. Deu sinal e desceu do coletivo lotado, sendo xingado por velhotas e office-boys de calça larga. Desceu numa rua comercial, e entrou numa loja afim de comprar uma camisa. Era um compromisso importante, droga! O dia mais importante de sua vida, talvez. Não podia chegar com baba de bêbado na camisa. A camisa tinha uma rodela amarelada de baba, ele tinha que jogar no lixo aquela porcaria, então começou a experimentar uma parecida que estava pendurada perto da vitrine. Valeska, a vendedora, aproximou-se com um sorriso, oferecendo-lhe seus serviços. Aristides mal respondeu, disse que já havia escolhido, e ia pagar. Valeska, solícita como deve se esperar de uma vendedora, foi tirar a tal da nota fiscal, para que ele pudesse pagar no caixa. Nesse meio tempo, Aristides percebeu que estava sem a carteira. Puto da vida, utilizou de sua esperteza, e rapidamente, pendurou sua camisa nojenta, babada e suada, no lugar da outra que estava vestido. Quando Valeska voltou, ele já tinha ido embora, mas ela nem notou a troca, acreditando que o homem desistira da compra. A passos largos, Aristides olhava o relógio de pulso e ia perdendo o controle. Não podia chegar atrasado, era um compromisso importante demais. Começava a ficar descontrolado. Na onda de pânico, avistou uma mulher carregando pacotes teve uma idéia. Se ofereceu para ajudar. Esta aceitou, e jogou os pacotes nos braços de Aristides, que ajudou a levar até o carro. Isso, um carro. Era o que ele precisava. Quando a mulher abriu o porta malas do automóvel, Aristides arremessou os pacotes no rosto dela, e apoderando-se da chave, saltou para dentro do veículo, ligando e acelerando com violência. A arrancada foi perfeita, e logo ele dirigia-se a toda velocidade pela avenida Rebouças para seu compromisso. Um sorriso perpassou seu rosto, ele não acreditava, ia dar tempo! Gênio! Roubar um carro para ir até o compromisso. Não era ladrão, oras. Mas tinha que tomar alguma atitude. Roubou uma camisa também. Não era ladrão, oras. Mas tinha que tomar alguma atitude. Enquanto pensava nas justificativas para seu comportamento, avistou a sua frente um comando policial. Merda! Com habilidade, virou a primeira a direita, mas não percebeu que era contra-mão. A batida foi inevitável. Chocou-se de frente com um caminhão da Coca-Cola, que derrubou caixas de lata e garrafas pela pista. Aristides sacudiu a cabeça, espalhando caco de vidro. Levantou-se e se afastou do carro, deixando pedestres e motoristas atônitos. Correu pelo meio-fio, olhando no relógio de pulso. Dobrou outra esquina e pulou um muro, fugindo como podia. Raios! Que azar! Mas ia dar tempo, ia. Ele estava a apenas dois quarteirões do local combinado. Corria como podia, mancando, pois havia machucado o joelho no acidente. Quase chegando, foi abordado por uma horda de hare-krishnas que cantavam e dançavam ao seu redor. Deu uns sopapos em uns dois deles e continuou com ânsia. Estava chegando, ia dar tempo. De repente parou. Avistou um espelho na fachada de um grande hotel. Seu estado era lamentável. Sujo e com cacos de vidro no bolso que ficava no peito da camisa. A calça estava rasgada no joelho, que sangrava. As mãos, vermelhas e quentes, também sujas de lama do rio Ganges. Sem grana, sem documentos. Procurado por roubo de carro. Lamentou-se por ser um perdedor. Sentou e chorou. Lembrou-se da vendedora Valeska, que lindo sorriso. Lembrou-se da dona do carro, tomando um saco de compras do Carrefour na fuça, e caindo desajeitada. Lembrou-se dos funcionários da Coca-Cola, desmaiados e machucados na boléia do caminhão. Lembrou-se dos pobres Krishnas, cheios de fé e amor. Então sentiu-se um egoísta. Pensou em quanta gente ele havia passado por cima pensando em si mesmo. Era tão importante pra ele. Passou uma madame e jogou-lhe umas moedas. Ele comprou um cigarro solto, e fumou calmamente. Foi caminhando lentamente de volta pra casa. Olhou no relógio e sorriu : pelo menos, teria dado tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-117070588118271353?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/117070588118271353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=117070588118271353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/117070588118271353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/117070588118271353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2007/02/o-que-importante-pra-mim-por-rodrigo.html' title='O que é importante pra mim - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-116534471328776586</id><published>2006-12-05T16:50:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T16:51:53.306-02:00</updated><title type='text'>Horários impossíveis</title><content type='html'>Os passos são rápidos, mas não tanto para que as pessoas não percebam sua pressa , vai subindo a rua sem olhar para os lados, de vez em quando da uma trombada nos ombros de alguém. O suor começa a correr na sua face.&lt;br /&gt;Ele sabe que não vai dar tempo, sabe que  devia ter marcado alguns minutos mais tarde. Enfim chegou a estação do metrô, mas que merda! A fila para comprar o bilhete está imensa, putz, não vai dar tempo! Caralho! Vai contar as moedas fora do guichê seu viado!&lt;br /&gt;Até que enfim minha vez, cadê a merda das moedas, ahh aqui estão. Até que enfim, consegui chegar a plataforma agora são só mais dez minutos.&lt;br /&gt;Porra de metrô que só anda e para, já estou 25 min atrasado, não vai dar tempo!&lt;br /&gt;Ufa!cheguei  à São Bento! Agora é só atravessar a estação!&lt;br /&gt;Começo a correr, sabendo que não vai rolar, enfim cheguei à boa vista.&lt;br /&gt;Lá estão eles com os copos cheios,  e já estão me xingando, Putos!&lt;br /&gt;Enchem meu copo, mas continuam e me encher a paciência, acho que eu gosto desse bando de bêbados me enchendo, por isso prefiro chegar atrasado e beber a cerveja junto com eles!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-116534471328776586?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/116534471328776586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=116534471328776586&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116534471328776586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116534471328776586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/12/horrios-impossveis.html' title='Horários impossíveis'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-116497376839157942</id><published>2006-12-01T09:36:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T09:59:47.066-02:00</updated><title type='text'>Uma canção para Alaor - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Eram 16 horas e Alaor estava sentado em frente ao computador, na redação do tablóide sensacionalista em que trabalha, tentando terminar sua coluna para entregar até o final da tarde, mas não conseguia se concentrar.&lt;br /&gt;Calor desgracento, que deixava a testa gordurenta, e fazia o suor brotar detrás da orelha. Ele aforuxava a gravata manchada de café e enxugava a o rosto com a palma da mão, enquanto a outra segurava um cigarro. O clima modorrento do local contribuía para a falta de inspiração. Alaor bufava, e agitado, mexia-se na cadeira. Dava mais um trago no cigarro e tamborilava os dedos na mesa. Foi quando ele ouviu. Levantou a cabeça e prestou atenção, como um cão que levanta as orelhas. Eram vozes. Distantes, mas com certeza milhares de vozes. Uma multidão. Pareciam cantar alguma coisa. Alaor espichou o pescoço pro alto, e olhou para o nada. Queria ouvir melhor. O que diziam as vozes? Bem lá no fundo, conseguiu entender. Realmente era uma canção. Uma marchinha de caranaval, que ele particularmente odiava, afinal faziam trocadilho com seu nome toda vez que ela tocava: " Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or", de novo : Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" .&lt;br /&gt;Alaor teve ódio. Desde criança, detestava aquela musiquinnha, aquele trocadilho ridículo era motivo de sarro dos colegas. Lembrou-se de sua infância na periferia paulistana, o calor de fevereiro, e ao chegar na escola, seus amiguinhos gritavam : Olha o Alaor!!! Ele tentava correr, mas as crianças o cercavam, davam as mãos e cantavam : "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" , e riam, riam muito do pobre do Alaor. Batiam na sua cabeça e chutavam seu traseiro, cantando : "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or". Malditas crianças!&lt;br /&gt;Ele levantou-se de um pulo da sua cadeira, derrubando o cigarro no tapete. As vozes continuavam a cantar. Ele foi até a janela, abriu-a e procurou de onde vinha a cantoria. Não viu nada, além de prédios cinzas e carros acelerando. Pessoas caminhando e ambulantes vendendo merda. Fechou o vidro com uma batida, e foi conferir os colegas de redação, só podia ser sacanagem de algum deles. Viu o Moacir, lendo o jornal. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" , olhou para o Fred, que estava tomando café junto com o Eusébio. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or". Foi até o banheiro, vazio. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" . Desesperado, corria pra lá e pra cá, procurando de onde vinha a maldita melodia. Correu entre as mesas, derrubando canetas e papéis. Os amigos olhavam espantados. Alaor abira gavetas, batia as portas dos armários, revirava cestos de lixo. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" . Alaor suava e abria as cortinas, levantava o tapete, fuçava na terra dos vasos de flores. Onde estavam os malditos? Aos poucos as vozes foram ficando mais altas, e Alaor descontrolado, tapava os ouvidos, lembrando os traumas de infância. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" . Correu para as escadas e desceu os degraus de dois em dois. Passou pela portaria do prédio, tapando os ouvidos e sacudindo a cabeça, as vozes agora praticamente gritavam nos seus ouvidos. "Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" O sol do final de tarde ofuscou seus olhos quando alcançou a rua, e ele não percebeu que ia para o meio da avenida. Um ônibus em alta velocidade acertou Alaor em cheio, jogando-o a metros de distância. Silêncio. Os curiosos se aglomeravam, e viam o homem ali caído, com as duas mãos no ouvido, e um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;Alaor acordou no hospital, meses depois.&lt;br /&gt;Não ouvia mais canção alguma, então sorriu mais uma vez. Silêncio do hospital. Cheiro de flores. Finalmente paz. Tentou se mexer e não podia. Nem braços, nem pernas, nada além do pescoço. Ouviu os passarinhos cantando do lado de fora, e acompanhou o ritmo dos assovios com a cabeça pra lá e pra cá ."Alalao-o-o-or o-o-or , mas que calo-o-o-or" ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-116497376839157942?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/116497376839157942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=116497376839157942&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116497376839157942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116497376839157942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/12/uma-cano-para-alaor-por-rodrigo-pinto.html' title='Uma canção para Alaor - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-116482290956414715</id><published>2006-11-29T15:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-29T15:55:34.663-02:00</updated><title type='text'>Dentes grandes - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Sombria e traiçoeira, ela movia-se rapidamente, quase invisível pela escuridão. Como um bicho peçonhento, rastejava agilmente em direção de sua presa. Seus ouvidos captavam o menor ruído e o faro aguçado permitia sentir cheiros a quilômetros de distância. Ouvia o som de música alta e conversa. Altas horas da noite, a hora preferida. Galgava o topo das árvores levemente, quase sem peso. Deparou-se com um muro alto, e num pulo já estava do outro lado. Vestida de negro, cabelos loiros, ela era um perigo ambulante. Invadiu o clube e já conseguia enxergar sem dificuldade o salão de baile lotado. Jovens bebendo e rindo, rock'n roll rolando. Era dia de show do Korzus e ela sabia que no meio da galera nem seria notada. Nenhum daqueles adolescentes perceberia aquela loira pálida e fria movendo-se entre eles. Ela ajeitou os cabelos, arrumou o generoso decote e adentrou. Alguns caras admiravam sua beleza, sem perceber o quanto era amaldiçoada. Andou alguns passos acompanhando a música e encostou no balcão do bar. Não demorou para ser notada por Alfredinho, moleque com fama de conquistador que andava sempre pelo salão atrás de gatas pra paquerar. Ao ver aquele loira sozinha no bar, não pensou duas vezes. Caminhou até ela e puxou conversa :&lt;br /&gt;- Oi gata, nunca te vi por aqui.&lt;br /&gt;-Essa é velha, guri - disse ela, sorrindo maliciosamente.&lt;br /&gt;-Mas parece que você gostou ! Sou o Alfredinho.&lt;br /&gt;-Muito prazer, meu nome é Aléxia.&lt;br /&gt;-Uau que nome diferente gata. Vamos dançar?&lt;br /&gt;-Não sei dançar. Mas sei fazer muitas outras coisas se vier comigo...&lt;br /&gt;Alfredinho arregalou os olhos e acompanhou Aléxia levantando-se e saindo jogando os cabelos, exalando sensualidade. Ela, por sua vez, reparou na veia pulsante no pescoço do rapaz, e com facilidade estava seduzindo-o.&lt;br /&gt;Sem demora ele foi atrás dela que saía do salão e ia para o jardim. No meio do caminho, bêbados, maconheiros e casais se misturavam na escuridão. Alfredinho não estava acreditando na sua sorte, e agarrando Aléxia pelo braço, pediu :&lt;br /&gt;-Espere por mim!!&lt;br /&gt;Ao sentir o pulso gelado da garota, soltou-o. Ela virou -se e encarou-o com olhos vermelhos como brasa. Assustado, o garoto recuou, mas no momento seguinte ela já o segurava pelo pescoço e com força vampírica, esmagava sua traquéia. Deixou as presas a mostra e cravou com força no pescoço de Alfredinho que sem ar, não conseguia gritar. Sorveu grandes goles e soltou o corpo inerte no chão. Limpou o sangue com as costas da mão, e com o bico da bota, empurrou o cadáver sem sangue para atrás de um arbusto.&lt;br /&gt;-Não disse que sabia fazer outras coisas , Alfredinho ? - e riu maldosamente.&lt;br /&gt;Agora ela estava alimentada, pronta para realizar sua vingança. Com o sangue tomado, seu corpo parecia muito mais belo, os cabelos brilhavam com a luz da lua. Ela era linda, sensual e mortal. Um perigo delicioso. Ela tem dentes grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......homenagem a André Vianco.......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-116482290956414715?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/116482290956414715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=116482290956414715&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116482290956414715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116482290956414715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/11/dentes-grandes-por-rodrigo-pinto.html' title='Dentes grandes - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-116472951460669343</id><published>2006-11-28T13:57:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T13:58:34.626-02:00</updated><title type='text'>Um dia de cão</title><content type='html'>7:00 da manhã, 27º graus, uma ressaca do caralho acompanhada de uma diarréia filha da puta, me levanto, sabendo que estou atrasado e não acho uma camiseta limpa.&lt;br /&gt;Pego uma camiseta preta e desbotada do  Metallica e me dirijo para o ponto de ônibus, que pra minha “sorte” acabou de passar. Por isso tenho que correr dois quarteirões e inteceptá-lo  antes da avenida principal do bairro. Quando consigo pegar a porcaria do coletivo, que já está lotado, lembro que esqueci minha maconha, essas pequenas coisinhas do dia-a-dia acabam com minha paciência na quarta-feira logo cedo. Mas ainda não acabou sentam duas Marinetes  uma perto do cobrador, outra no último banco e ficam conversando, com aquelas vozes de gralha , acho que nuns 137 decibéis, e meu nível de estresse aumenta. Rapidamente, uns 40 minutos depois, eu chego ao metrô que por coincidência também está lotado e não é que as duas desgraçadas com voz de gralha pegam o mesmo vagão que eu!&lt;br /&gt;Mas não perco a esportiva, vou espremido até a desgraça da estação da Sé, lá entra a já famigerada manada de gnus-de-rodeio e me imprensam ainda mais, pra piorar uma velha me olha feio achando que eu to encoxando aquela bunda gorda, que mais parece uma casca de mixirica, mas mesmo assim eu continuo impassível.&lt;br /&gt;Enfim chego a estação do meu destino (sim aquela merda de empresa exploradora que banca a merda do meu aluguel) ainda corro mais dois quarteirões pra não chegar depois do horário, mas mesmo assim perdi 5 preciosos minutos da empresa.&lt;br /&gt;Nessa hora seu José, um nordestino legal que cuida da portaria vem me zuar e diz que estou 5 minutos atrasado, ele não devia ter dito isso.&lt;br /&gt;Respondo com toda a classe que os presidiários do extinto Carandiru tinham&lt;br /&gt;- Vai tomar no cú velho filho da puta!&lt;br /&gt;E entro calmamente, na sala onde irei passar mais 9 relaxantes horas do meu dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-116472951460669343?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/116472951460669343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=116472951460669343&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116472951460669343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116472951460669343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/11/um-dia-de-co.html' title='Um dia de cão'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-116344049330336902</id><published>2006-11-13T15:38:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T15:54:53.330-02:00</updated><title type='text'>100 título - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Atestando a qualidade dos produtos.&lt;br /&gt;Ao princípio da nobre 2° feira, domingo descontrolado, a ponto de danos materiais causados pelo excesso de confiança adquirido pelo cio feminino. E que saudades. Aquele segredo tão macio e quente, aquela noite louca, ouvindo Kleiton e Kledir cantar paixão. Proximidade e querer que linhas loucas possam trazer a realidade infinita, num maluco loop de emoção, em cada gesto, em cada sorriso, em cada toque ao bel querer. A vida prometida, levando a sério cada momento, te mantendo firme as suas convicções.&lt;br /&gt;Pagando caro, talvez nada. Nunca é sempre e cada segundo é um aprendizado. É até engraçado os caminhos do pecado.&lt;br /&gt;Confiar em si mesmo e torcer pelo bem. Eternamente bem. Começa assim, as vezes mal. Onde será que isto vai parar? Pagar pra ver. 27 anos de felicidade, olhando coisas mesquinhas e mantendo-se atento. Admira-se com o novo mundo. O nosso, velho e bom, esquecido e trocado por momentos com alguém. Continua ali, esperando como a noiva que até o último instante, permanece no altar. Deixa aflorar o que é belo, o resto jogue aos ratos. Confia e percebe o quanto tem ainda para "mostrar". A quem?&lt;br /&gt;Orgulha-te a ti mesmo e o som que te agrada é a vontade não forçada que te guia ao certo caminho. Não para ninguém, sim pra todo alguém que queira participar. Confunde as idéias e afasta o pensamento, essa presença terna de um velho boêmio, cercado de secos e molhados, de aventuras e esperança, fica claro o risco a correr. Nada é por acaso, e será resolvido de acordo com a fé que traz. Posso parar agora? Olhar do lado e ter certeza de que vai valer a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-116344049330336902?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/116344049330336902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=116344049330336902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116344049330336902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/116344049330336902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/11/100-ttulo-por-rodrigo-pinto.html' title='100 título - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115686052260994549</id><published>2006-08-29T11:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T11:08:42.623-03:00</updated><title type='text'>Hora do mergulho - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Por mais que pense, não consegue sorrir. Levanta-se, tira o pó do casaco e caminha a passos curtos, em direção a lareira. Enfia a mão no bolso e tateando procura um pequeno bilhete em papel pardo. Retira do bolso, em meio a cédulas de baixo valor amassadas, o tal papel. Abre e relê, uma , duas vezes. Atira-o ao fogo. Acabou-se. De súbito, leva as mãos à cabeça, e num gesto louco, sacode-a para os lados, como um enorme hipopótamo incomodado com moscas varejeiras nojentas.&lt;br /&gt;Gira o corpo, e no momento seguinte sai em direção a porta. Abre-a num rangido e um vento cortante invade o aposento. Sai pela rua, procurando o bar mais próximo. Não demora a encontrar, e puxando as míseras notas sujas, estende ao dono do bar, que lhe serve uma vodka com gelo. Demora-se tomando, lembrando daquelas estranhas palavras que mudariam sua vida. Acende um cigarro e apóia a cabeça nos braços, fumando olhando para o bico das próprias botas, desgastadas pelo tempo. Traga com vontade, e sopra a fumaça em direção da lata de lixo imunda, com vermes enrolados num pedaço de carne podre.&lt;br /&gt;Levanta os olhos num ânimo renovado, e de um gole só, termina seu drink. Sai do bar às pressas, com uma urgência incomum, e a passos largos, quase correndo, vai para as docas. Cheiro de peixe, marinheiros e estivadores jogando baralho e bebendo rum, como velhos piratas parados no tempo. Nem notam a presença daquele homem de sobretudo, barba por fazer e hálito de álcool, que caminha serpenteando a margem. Respira fundo aquele ar salgado. Pára e pensa. Ouve o pio de uma gaivota, e a sinfonia das ondas. Sente vontade de chorar e sabe o que deve fazer. Tira as botas e sobe na amurada mais próxima, sentindo o frio nos pés. Um mendigo lhe rouba os sapatos, e ele mergulha. Silêncio e escuridão. Frio, molhado. Afunda vagarosamente, sorve vários goles de água salgada e entrega-se. Num último instante, ainda vê o rosto dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115686052260994549?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115686052260994549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115686052260994549&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115686052260994549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115686052260994549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/08/hora-do-mergulho-por-rodrigo-pinto.html' title='Hora do mergulho - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115633663326170070</id><published>2006-08-23T09:36:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T09:37:13.276-03:00</updated><title type='text'>Continuação.....por Rene Donato</title><content type='html'>ANTES DE LER ESTE, LEIA O POST ANTERIOR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi gritos de socorro ecoando pelos ares, como uma sirene de ambulância insuportavelmente teimosa queresolve espantar os pombos do fio.-Tive que voltar para acudir aquela "xarope" novamente.Entrei na casa dela correndo sem saber o que poderia estar acontecendo, me deparei...com uma mulher...toda ensanguentada..._ Novamente ela se assustou ao me ver...mexeu oslábios como se quisesse dizer algo, mas o ar não saiu.Eu disse...tá bom..já sei...já sei! Coisas de mulher.Então disse a ela:- Meu dia está um porre hoje...estou tentando sair paratrabalhar, mas não consegui nem sair da rua de casa. Salvei umavelhinha, e quando fui ver se havia quebrado as pernas, elaachou que eu pudesse estar abusando dela e saiu correndo. Ajudeium gato a descer da árvore tomei unhada na cara...e vc nemviu...e pra finalizar abri o resgistro da sua casa que vc mesmohavia fechado ontem porque os garotos da rua vem beber agua na sua torneira. E vc ainda achou que eu era um fantasma só porqueseu chuveiro começou a sair água sozinho!- E agora vc ainda vai querer o que ?   Que eu vá comprar absorvente na farmácia?!Ela agora parecia totalmente descrente e desnorteada.Resolvi que não iria mais trabalhar no PS naquele dia..que se dane...se alguma vida teria que ser salva..que fosse a minha...fui me isolar na minha casa,e no caminho pensei: "UMA MULHER COM TPM!? DO QUE NÃO É CAPAZ?!" (bem, pelo menos ela deveria estar melhor, afinal já havia menstruado!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115633663326170070?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115633663326170070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115633663326170070&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115633663326170070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115633663326170070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/08/continuaopor-rene-donato.html' title='Continuação.....por Rene Donato'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115616612626683980</id><published>2006-08-21T10:14:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T10:15:26.280-03:00</updated><title type='text'>História.....continue..... - por Carina Martins, leitora do Arauto</title><content type='html'>Estava eu sentada no banquinho em frente a pracinha da Mariposa que fica ao lado do quartel policial aqui mesmo em Nossa senhora dos perdões, um bairro pobre, porém com muitas pessoas honestas e trabalhadoras. De repente veio um carro desgovernado e atropelou uma senhora idosa, ela devia ter uns 60 e poucos anos. A rua em poucos minutos ficou cheia, com muitos curiosos querendo saber se tinha sido algo grave, mas graças a Deus, a velhinha só teve alguns arranhões. Foi a sorte! Continuei ali mesmo sentada no meu banquinho vendo aquele vai e vem de gente quando avistei um homem todo de branco, com um semblante muito honesto como a maioria por aqui, ele se aproximou da senhora  que sentada no meio fio com algumas escoriações e falou:&lt;br /&gt;- Olá senhora eu fui mandado aqui para salvar a senhora que por um fio não perde a sua vida . Mas quem é você?&lt;br /&gt;- Eu sou um estagiário do P.S aqui do Centro desta cidade, mas eu posso lhe ajudar! A velhinha calou-se por alguns estantes e soltou um longo:&lt;br /&gt;- Obrigadoooooooooooooooooooooo querido, mas eu já estou bem e posso me levantar e caminhar!&lt;br /&gt;- Mas senhora, vamos fazer um curativo?&lt;br /&gt;A senhora levantou-se e disse em alto e longo som:&lt;br /&gt;- EU JA DISSE QUE NÃO PRECISO DE SUA AJUDA! OBRIGADA!&lt;br /&gt;Neste momento a velhinha saiu caminhando numa velocidade muito rápida, todos que estavam por perto, acharam estranha aquela reação, mas não havia nada que pudesse ser feito, já que ela era maior de idade.&lt;br /&gt;Resolvi entrar e tomar um banho já que o sol estava muito quente e eu já estava muito suada, pois já estava ali há mais de uma hora sentada no meu velho banquinho.&lt;br /&gt;Entrei no banheiro, abri o chuveiro, mas foi nesse momento que percebi que não tinha água, foi quando de toalha sai no quintal para verificar o registro dei de cara com aquele homem novamente que dizia ser o estagiário do PS, que me disse:&lt;br /&gt;A sra precisa de ajuda?&lt;br /&gt;- Mas você de novo?  O que esta fazendo aqui no quintal da minha casa?&lt;br /&gt;Ele respondeu :&lt;br /&gt;- Eu fui enviado para ajudar a senhora.&lt;br /&gt;- Mas eu não preciso da sua ajuda!!!!&lt;br /&gt;Foi quando ao olhar para o chuveiro entre o vão da janela percebi que naquele momento a água voltava a cair e quando me virei aquele homem desapareceu como um passe de mágica foi ai que percebi que este homem era realmente muito estranho.&lt;br /&gt;Como ele desapareceu assim do nada!? Neste momento entendi o pq do desespero daquela idosa que estava caída e se levantou tão bruscamente e saiu em tão alta velocidade. Será que aquele homem, estagiário, de branco, era algo irreal? Será que ele era algo do mal? Meu Deus o que fazer?&lt;br /&gt;Comecei a rezar. Só que quanto mais eu rezava, mais a minha mente se dispersava pensando no dito cujo, e comei a ver vultos e a tremer e a ter calafrios, e tentando de todas as formas me concentrar, quando de repente sinto uma mão no meu ombro...&lt;br /&gt;O medo foi tamanho, mas eu não podia me desesperar, teria que reagir, e se esse cara pretendesse me matar?! E se esse homem fosse um morto vivo!? Quando olhei para trás, não havia mais ninguém e notei q escorria sangue do meu corpo, foi ai q soltei um grito estridente: SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115616612626683980?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115616612626683980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115616612626683980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115616612626683980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115616612626683980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/08/histriacontinue-por-carina-martins.html' title='História.....continue..... - por Carina Martins, leitora do Arauto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115409682232849916</id><published>2006-07-28T11:24:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T11:27:02.350-03:00</updated><title type='text'>Capuz</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Texto de Carla Betez  ( amiga do Rodrigo e do Minduin)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vim parar aqui?&lt;br /&gt;Foi a primeira pergunta que me passou pela cabeça quando abri os olhos.&lt;br /&gt;Pra falar a verdade, nem sabia se realmente abri os olhos, já que tudo aqui é escuridão.&lt;br /&gt;Só depois de alguns minutos percebi um tecido cobrindo minha cabeça. Um capuz que deve ser de tecido grosso e escuro, já que não enxergo luz alguma pela trama. Ou será o ambiente que não tem luz alguma?&lt;br /&gt;Ambiente. Que lugar é esse?&lt;br /&gt;Sinto um cheiro de umidade, não ouço som algum. Tenho medo até de me mexer e... E o que? Esbarrar em alguma coisa, me machucar? De repente cair num abismo que está logo à minha frente? Caraca.&lt;br /&gt;Tento gritar, pedir por ajuda, mas só agora percebo que, pra prender o capuz, há uma corda amarrada, e bem amarrada, em volta do meu pescoço. Tão presa que quase esmaga a minha traquéia. Qualquer tentativa de gritar quase me sufoca.&lt;br /&gt;Fico por alguns minutos imóvel, sem saber o que fazer e o que pensar.&lt;br /&gt;Depois de algumas horas de total imobilidade, escuto um som metálico. Algo como uma tranca se abrindo, e em seguida som de dobradiças... Ufa, até que enfim alguém pra me tirar daqui!&lt;br /&gt;Esboço uma tentativa de me levantar, mas logo em seguida o mesmo barulho: som de dobradiças e a tranca se fechando. Como assim, o que aconteceu? Será que só queriam se certificar que eu ainda estava aqui e me abandonaram de novo?&lt;br /&gt;Preciso descobrir o que está acontecendo: onde estou? Porque estou?&lt;br /&gt;Decido que vou vasculhar o lugar. Com muito cuidado, já que o abismo pode estar à minha frente...&lt;br /&gt;Deito-me no chão e estico meu corpo. Com os pés toco o que creio ser uma parede. Com as minhas mãos toco a outra extremidade, e vejo que se trata de uma ambiente com paredes rústicas, só com o reboco.&lt;br /&gt;Giro 90° e consigo, da mesma forma, tocar as paredes com minhas extremidades. Levando em conta que tenho 1,70 de altura, chega à conclusão que estou num cômodo com menos de 2 metros quadrados.&lt;br /&gt;E de altura? Qual a metragem do pé direito deste quarto? Estico os braços pra cima. Não toco nada. Dou um pulo o mais alto que consigo. Não toco nada. Menos mal. A idéia de um pé direito baixo, mesmo que eu não possa ver, faz aflorar os meus instintos claustrofóbicos.&lt;br /&gt;Mas então... Que barulho foi aquele? Decido vasculhar com mais calma o meu cárcere e, em uma das paredes, sinto uma superfície fria. Gelada como aço. Aço...Dobradiças...Descubro de que lado fica a porta. Por extinto procuro uma maçaneta. Nada. Mas percebo que na parte de baixo da porta existe uma portinhola. Será a portinhola que fora aberta quando escutei o barulho? Dou alguns passos pra trás e tropeço em algo que, pelo som, acaba de tombar...Com as mãos vasculho e percebo que, ali, atrás de mim, há um prato cheio de um líquido quente e um copo (agora emborcado) que parecia conter água. Só então percebo o que estou morrendo de sede. E de fome. Tomo o líquido que está dentro do prato, e descubro que é uma água morna, meio salgada, meio amarga, com alguma coisa sólida que parece ser alguma folhagem, talvez uma verdura. Projeto de sopa, mas que cai como uma benção no meu estômago judiado. Deve fazer um bom tempo que não como, que não bebo.&lt;br /&gt;Quanto tempo será que estou aqui? Não consigo me lembrar. Não consigo me lembrar como vim parar aqui, e porquê. Puxando bem pela memória, a última coisa que lembro é eu indo dormir numa noite de quarta-feira (lembro que era quarta porque passava jogo de futebol na televisão). E, de repente, acordo num quarto pequeno, escuro, úmido, com um capuz na cabeça e um prato de sopa amarga na minha frente.&lt;br /&gt;Os dias passam (decido que vou contar os dias de acordo com a refeição que me entregam, que imagino ser uma vez por dia) e nenhuma resposta.&lt;br /&gt;Tento me comunicar com a pessoa que abre a portinhola pra me passar a água e a sopa, mas minhas tentativas são em vão. Ignorado totalmente.&lt;br /&gt;Faz dias que não falo com ninguém, faz dias que não vejo a luz, faz dias que só escuto o barulho da tranca e da portinhola, faz dias que só como um prato de sopa amarga e bebo um copo d’água, faz dias que tento arrancar esse maldito capuz da minha cabeça, faz dias que estou perdendo minha sanidade.&lt;br /&gt;Será que cometi um crime atróz e fui preso? Será que isso é um seqüestro? Será que é um pesadelo? Ou será que morri e esse é meu inferno?&lt;br /&gt;E se eu me matar? Se eu não me engano nas minhas contas precárias, faz mais de um semestre que estou aqui, na minha empolgante rotina. Dorme, acorda com o prato de sopa morna, come, faz algum exercício pra não atrofiar os músculos, enlouquece um pouco, dorme de novo.&lt;br /&gt;Enlouquecer. Sim, estou enlouquecendo. Será que temos consciência que estamos enlouquecendo? Ou quando achamos que a loucura passou é que estamos realmente loucos?&lt;br /&gt;Decidi: vou me matar. Mas como?&lt;br /&gt;Talvez de inanição. Já estou fraco mesmo, poucos dias que ficar sem comer o caldo morno já são o suficiente para eu morrer de fome. Mas deve ser tão sofrido, passei muita fome na minha infância, e não era uma sensação muito agradável.&lt;br /&gt;Vou me enforcar com a corda que prende o capuz. Mas ela está tão apertada, tão rente ao meu pescoço, que fica impossível manipulá-la.&lt;br /&gt;E se eu der com a cabeça na parede até conseguir um traumatismo craniano? Não, pode ser que eu só desmaie, e depois acorde com o crânio fraturado, um puta machucado na testa, um coágulo cerebral que pode talvez me causar um AVC... E tudo isso sem assistência médica. Sofrimento, é justamente disso que quero me livrar...&lt;br /&gt;Acho que vou simplesmente deitar de barriga pra cima e esperar:&lt;br /&gt;Esperar um raio divino que me fulmine, esperar alguém que me tire daqui, esperar eu terminar de enlouquecer de vez, esperar que esse maldito capuz seja tirado.&lt;br /&gt;E no meio desse redemoinho de idéias, abro os olhos.&lt;br /&gt;E não vejo mais escuridão. Não vejo mais a trama escura do capuz.&lt;br /&gt;Enxergo simplesmente uma lâmpada no teto. De poucos watts, do jeito que eu gosto, baixa iluminação no meu quarto. Meu quarto? Este teto que vejo à minha frente está descascado igual ao teto do meu quarto, isso quer dizer que... Dou um salto e constato que estava deitado na minha cama!&lt;br /&gt;Minha casa, minhas coisas. Minhas roupas sujas jogadas displicentemente no chão, caixas de pizza vazias embaixo da cama, poeira nos poucos móveis que tenho, o pratinho do meu cachorro cheio de ração e a televisão ligada passando... Jogo de futebol! Piririca da Serra futebol clube versus Quinta de Jaúma, o jogo daquela quarta –feira que eu acreditava ser minha última lembrança da minha vida normal!!!!!!!&lt;br /&gt;Apalpo meu corpo e ele não é mais aquele esquelético de só comer sopa de folhas e beber água. Ele está do jeitinho que era antes do longo período encarcerado.&lt;br /&gt;Foi tudo um sonho! Um maldito pesadelo! Que coisa mais horrível!&lt;br /&gt;Acho que vou jogar uma água no rosto, só pra me certificar que estou mesmo acordado...&lt;br /&gt;Entro no banheiro, abro a torneira da pia e, com a mão em concha, jogo uma boa quantidade de água no rosto. Ah, que sensação maravilhosa! Com as pontas dos dedos sinto meus lábios, meu nariz, meus olhos, minha barba por fazer... Tudo bem diferente do tecido grosseiro do capuz.&lt;br /&gt;Mas ao olhar meu rosto no espelho, logo abaixo do meu queixo, assim, na base do pescoço, vejo sulcos profundos e bem arroxeados, como se fosse a marca de uma corda bem apertada que esteve lá durante meses...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115409682232849916?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115409682232849916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115409682232849916&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115409682232849916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115409682232849916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/07/capuz.html' title='Capuz'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115402341714178056</id><published>2006-07-27T15:02:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T15:03:37.160-03:00</updated><title type='text'>Sangue Azul - texto de Rene Donato</title><content type='html'>Então...estava eu no meu novo emprego,  cheguei logo cedim..pra não começar dando  brecha, essas coisas que a gente só faz  no primeiro mês, estilo qdo compra caderno  novo e quer fazer letras bunitas.....redondas....  Tudo quieto...acendi as luzes..com o copim de  chá fervendo na mão.....coisa de gordim querendo  emagrecer.  Liguei todos os aparelhos eletronicos...tantos  que parecia que ia acabar as luzes da cidade.....  pelo consumo exagerado de energia.  As impressoras parecendo que vão ter ataques  epiléticos sendo que nem imprimir nada ainda iam,  pareciam me xingar.....  filho da mae ...me acordou...e tendo crepes....  Sentei no micro...senha...e net..óbvio....blog  preferido orkut, mail...e login no msn.  Putz...lembrei...coisa pra imprimir...  Vou mandar na HP A3 gigantona....boa qualidade....  a fdp..passa até sensor pra ver se o tamanho da  folha tá certa.  Corel aberto e control P foi....  Que barulho estranho .....  Mas ok...a folha saiu normal...  Meio suja mas saiu...que porra...quem sera que  meteu folhas sujas aqui?  Outra cópia...cápista!  Control P e foi.  Ué deve ta suja essa merda ...dentro...outra folha  que manchou...ô loko puta pelota de´pó....na saida  de folha da impressora.  Peguei na mão.....e olhei bem de perto...um bolo de  pó cian....pó cian?  Será?...porra tem olho..num acredito...que agonia...  foi tanta agonia....e nojo, com raiva....que nem  consegui me mexer....só fiquei encarando emputecido...  a metade ...apenas metade....da largatixa pintada  de cian..  coisa linda....depois da raiva...fiquei com dó e  pensei....essa deve ter doido....ela ainda deu  uma fisgada nas patas dianteiras..pq as traseiras  ja não existiam...essa no ataque faminto da impressora  ao invés de deixar só o rabo, deixou foi tudo...acho  que pela dor deixou a parte traseira toda...hauhauhau...  Taquei no lixo..e filosofei:  Largatixa é Rainha? acho que não?  mas que sangue azul da porra!  e fim.;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115402341714178056?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115402341714178056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115402341714178056&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115402341714178056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115402341714178056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/07/sangue-azul-texto-de-rene-donato.html' title='Sangue Azul - texto de Rene Donato'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115401965567827221</id><published>2006-07-27T13:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T14:00:55.696-03:00</updated><title type='text'>Quase surreal</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Texto de Nayara Screpani ( namorada do Minduin e amiga do Rodrigo)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era um dia ensolarado, eu estava sentado em meu tronquinho, observando a&lt;br /&gt;dança das muriçocas e borrachudos q se preparavam para uma grande refeição.&lt;br /&gt;Pensava em qual peraltice eu faria naquele dia.&lt;br /&gt;Pensava e pensava, mais nada vinha em minha mente. Foi quando avistei de longe&lt;br /&gt;um casal, Jubileu e Jurema, que acampavam próximo ao meu grande pé de&lt;br /&gt;bananeira. Passei a observá-los, usavam roupas estranhas, cabelos bizarros&lt;br /&gt;e tinham vários desenhos pelo corpo, mais o que realmente me chamava a atenção&lt;br /&gt;era aquele cigarro, q os deixava de olhos vermelhos, sorridentes,&lt;br /&gt;despreocupados e tinha um odor maravilhoso, cigarro esse q sempre encontrava&lt;br /&gt;os restos quando retornava para minha casa.&lt;br /&gt;Decidi q acompanharia aquele casal durante todo dia, claro, sem q eles me&lt;br /&gt;notassem, pois eles seriam minhas vitimas.&lt;br /&gt;Eles percorreram trilhas, pararam em alguns bares da cidade, exploraram tudo que&lt;br /&gt;havia de mais misterioso e resolveram voltar. Foram para uma casinha&lt;br /&gt;estranha da qual chamavam de barraca, e eu decidi q aquele era meu momento&lt;br /&gt;de pregar uma peraltice, afinal eles estavam descontraídos, e nada&lt;br /&gt;perceberiam.&lt;br /&gt;Jurema se despiu junto ao companheiro para um descanso merecido depois&lt;br /&gt;daquele dia tão cheio. Foi quando entrei em ação. Vi uma blusa de cor gritante,&lt;br /&gt;q me chamou muita atenção e decidi q aquele seria o objeto usado pra pregar&lt;br /&gt;uma peça naqueles dois seres estranhos.&lt;br /&gt;Peguei a blusa, e corri alguns metros e fiquei a observar... Jurema levantou&lt;br /&gt;de repente, procurou a blusa e não achou, Jubileu por sua vez saiu da&lt;br /&gt;"barraca", tiravam tudo q havia lá dentro, apavorados, indignados com o que tinha&lt;br /&gt;acabado de acontecer, afinal não encontravam explicação pra tal perda.&lt;br /&gt;Eu ria muito, ao ver aquela situação q tinha provocado.&lt;br /&gt;Esperei eles adormecerem pra q eu efetuasse a devolução, afinal, já tinha&lt;br /&gt;conseguido o q queria, q era vê-los assustados. Deixe a blusa na porta&lt;br /&gt;daquela casinha estranha e fui me juntar aos meus amigos... Os duendes... Sou&lt;br /&gt;um deles.&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordei com muita curiosidade em saber qual seria a reação&lt;br /&gt;daqueles seres quando vissem a blusa, dobrada, na porta da casinha deles..fui&lt;br /&gt;até eles e observei a cara de satisfação por achar e o medo de não terem&lt;br /&gt;entendido o que aconteceu.&lt;br /&gt;Eles foram embora quando a noite chegou e eu fiquei com a saudade e com a&lt;br /&gt;esperança que eles voltem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115401965567827221?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115401965567827221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115401965567827221&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115401965567827221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115401965567827221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/07/quase-surreal.html' title='Quase surreal'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115400822112579135</id><published>2006-07-27T10:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T10:50:21.156-03:00</updated><title type='text'>Coito interrompido</title><content type='html'>O frio está cortante, o vento parece assobiar em meus ouvidos  quando passo pelos desfiladeiros criados pelos arranha-céus da  24 de maio, eu devia ir pra casa mas ainda são apenas 2:40 da manhã, eu ainda estou careta e sem inspiração pra escrever minha coluna semanal  naquele jornal direitista de merda, mas que em compensação, está pagando o estacionamento na praça ramos onde deixei minha moto ( sim! agora ando de moto, perigoso, radical, e não viro mais abóbora).&lt;br /&gt;Espero que o bom e velho Sol Nascente esteja aberto, afinal com as merdas que o pcc anda fazendo pela cidade é bem capaz daquele bunda-mole do Cidão ter fechado o boteco, com estes pensamentos me assaltando a mente noto que as ruas estão mais vazias e que os policiais parecem andar fugindo em seus carros luminosos como arvores de natal, noto também que é seguro acender meu baseado enquanto não chego ao bar.&lt;br /&gt;Acendo meu beckzinho e continuo a caminhar  de repente sem mais nem menos um grupo de adolescentes sai da rua Marconi  fazendo algazarra e conversando em voz alta, algo que faz com que eu me interesse por suas palavras. O que parece ser o líder da matilha  diz algo que me faz sorrir:&lt;br /&gt;- Eu sou mais malandro que o D2  e Chorão juntos!&lt;br /&gt;Como eu estava dizendo, sorrio, pois o que estes adolescentes que devem ser alguns poucos mais jovens que eu  tem uma visão completamente equivocada do que é malandragem, sinto um vontade imensa se sentar com eles no Sol Nascente  e explicar que malandros de verdade eram, Hunter Thompson, Bukowski, Nelson Gonçalves, Nelson Rodrigues, Adoniran Barbosa. Esses sim eram malandros de verdade, mas não to com saco de bancar o professor hoje, então sigo meu caminho com destino ao bar onde pretendo encontrar cerveja gelada e inspiração pra maldita coluna.&lt;br /&gt;Quando  entro  avenida Ipiranga tenho um sensação de satisfação afinal meu boteco preferido está aberto, porém minha satisfação é interrompida em questão de segundos pois um carro da policia civil para em frente ao bar e noto que descem do carro quatro caras sendo que um deles é o Bellini, um cara que já me salvou de algumas enrascadas.&lt;br /&gt; Penso que ele vai me contar algum segredo de uma investigação em que está metido e eu vou rir de suas situações com as putas da augusta. Mas não é nada disso que acontece em questão de segundos dois caras numa moto passam e dão uma rajada de metralhadora  em direção a meu boteco preferido, vejo o Bellini se esconder atrás da viatura, dois policiais caírem e os vidros do bar se estilhaçarem, penso : - Que merda!&lt;br /&gt;Viro nos calcanhares  e decido que esta semana é melhor eu beber na merda do boteco em frente a minha casa na periferia da zona norte mesmo, e sem as histórias do Bellini, afinal daqui a cinco minutos o centro estará uma merda com policia pra todo lado e sem sossego pra uma gelada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115400822112579135?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115400822112579135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115400822112579135&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115400822112579135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115400822112579135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/07/coito-interrompido.html' title='Coito interrompido'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-115255707108978086</id><published>2006-07-10T15:42:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T15:44:31.106-03:00</updated><title type='text'>A proposta</title><content type='html'>Ele olhou a sua volta, eram 4:30 da manhã  e no bar restavam apenas os bêbados que não tinham para onde ir ou não tinham vontade de ir. Olhou para a a mesa na diagonal oposta a sua e se perguntou porque aquele garoto tatuado e de olhos vermelhos acabara de levar um baita soco. Sorriu e entendeu que o garoto lembrava sua juventude a muito passada.&lt;br /&gt;Passou a mão pela hirsuta barba ruiva e resmungou:&lt;br /&gt;- Estou cansado...- lembrando e amaldiçoando o dia em que encontrou aquela jovem na taverna do velho Antonio.&lt;br /&gt;Afinal quanto tempo havia se passado desde o maldito acordo?? Mil?? Não, na verdade haviam se passado exatos mil e cinco anos  desde que a  “patroa do barqueiro”  havia lhe proposto o acordo.&lt;br /&gt;O velho, como o chamavam, decidiu que era a hora de contar sua história e propor o acordo ao rapaz, e tinha que convencê-lo antes que a senhora do Estige aparecesse para o encontro.&lt;br /&gt;Viu o rapaz levantando-se para sair  e acenou e chamou o jovem para que lhe acompanhasse numa cerveja e disse que tinha uma proposta a fazer, o jovem olhou para ele desconfiado, mas ele esclareceu logo que não era nenhum pederasta nem nada , queria apenas fazer negócio com o jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei garoto sente-se e escute a minha história, sem interromper, se você seinteressar pela permuta, fica a conversamos com a minha acompanhante que chegará daqui a alguns minutos, adianto-lhe que  será vantajoso para você de qual quer forma. Antes porèm devo me apresentar....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua.....&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-115255707108978086?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/115255707108978086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=115255707108978086&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115255707108978086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/115255707108978086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/07/proposta.html' title='A proposta'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114795525140568591</id><published>2006-05-18T09:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-18T09:27:31.433-03:00</updated><title type='text'>Se vc acha que o Chuck Norris é foda....</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sílvio Santos Facts&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Silvio Santos inventou o Natal pois não sabia que nome dar para a Tele-Sena de Dezembro.&lt;br /&gt;-Silvio Santos joga banco imobiliário com dinheiro de verdade.&lt;br /&gt;-Jesus transforma água em vinho. Silvio Santos transforma qualquer porcaria em dinheiro.&lt;br /&gt;-Na sua ultima tentativa de dar uma esmola, Silvio Santos soterrou um sem teto com 3 toneladas de moedas de 5 e 10 centavos.&lt;br /&gt;-Silvio Santos é o ser humano vivo que mais possui empresas no planeta. As iniciais SA que figuram depois dos nomes das maiores empresas do mundo significam, na verdade, Senor Abravanel.&lt;br /&gt;-Certa vez o coração de Silvio Santos ficou parado por 5 minutos, ele retornou dono de 80% do além.&lt;br /&gt;-Silvio Santos pessoalmente descobriu a cura da Aids. Em 2015 ele pretende revelar esse segredo como prêmio do Raspe Aqui da Telesena de Ano Novo.&lt;br /&gt;-Em 1929, Silvio Santos jogava Banco Imobiliário e exclamou "estou falido!". O mal-entendido causou a quebra da bolsa de Nova York, o infarte de 67 mil economistas e o mercado financeiro levou anos para se recuperar.&lt;br /&gt;-Antes da invenção da moeda o sal era usado como item para troca de valores. Silvio Santos na verdade inventou a moeda porque o tamanho de sua montanha de sal estava se tornando excessivo. A montanha está de pé até hoje e atualmente é conhecida como Everest.&lt;br /&gt;-Murphy joga poquer com Silvio Santos 2 vezes por mês e por mais que tente, ele nunca consegue fazer sua lei funcionar com Silvio Santos.&lt;br /&gt;-70% do peso de uma pessoa comum é água. 70% do peso de Silvio Santos são notas de R$50,00 e R$100,00.&lt;br /&gt;-Esses fatos na verdade não sao aleatórios, Silvio Santos determina pessoalmente em que ordem serão exibidos. Quando eles se repetem após o refresh é porque ele está de sacanagem.&lt;br /&gt;-Silvio Santos pode contar até o infinito - Sua fortuna, porem, continua incauculável.&lt;br /&gt;-O sistema anti-furto da fortuna de Silvio Santos é baseada totalmente na equação "Infinito - Qualquer Valor = Infinito".&lt;br /&gt;-Dizem que, se você repetir "Silvio Santos" três vezes diante do espelho, um aviãozinho feito com uma nota de R$100 voará pra dentro de sua casa.&lt;br /&gt;-No dia em que nasceu, imediatamente após sair do útero de sua mãe, Silvio Santos entregou uma nota de 100 reais a ela e agradeceu. Em seguida disse: "- Sai pra lá! Sai pra lá!" - gentilmente empurrando-a em direção à saída.&lt;br /&gt;-Silvio Santos compra cada vez menos coisas. De fato, existem cada vez menos coisas que não pertencem a ele.&lt;br /&gt;-Israel só não dominou os territórios palestinos pois Silvio Santos se recusa a financiar guerras. Ele prefere fazer uma versão Israel x Palestina do programa Family Feud.&lt;br /&gt;-O número telefônico da casa de Silvio Santos é 2. O nº 1 pertenceu à Graham-Bell, inventor do objeto em questão.&lt;br /&gt;-Silvio Santos teve que abandonar sua carreira de jogador de futebol porque no início dos jogos a moeda que o juíz jogava para o alto sempre caía em seu bolso.&lt;br /&gt;-Seu Barriga deve 11 meses de aluguel para Silvio Santos.&lt;br /&gt;-O penteado de Silvio Santos foi projetado por Oscar Niemeyer.&lt;br /&gt;-O extrato bancario de silvio santos daria 5 vezes a volta ao redor do globo terrestre, sobrando ainda uma ponta pra fazer a rabiola.&lt;br /&gt;-Para rebater os boatos de que ele é careca, Sílvio Santos arrancou um pedaço de seu couro cabeludo para testes. Esse pedaço ganhou vida e se chama Tony Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post na verdade é um spam que recebi de alguém pela net, e como estava a mais de um mês sem postar resolvi colocá-lo aqui, não sei quem criou portanto no vou dar o crédito.&lt;br /&gt;e aguardem pois na proxima semana tem textos do senhor minduin para nossos fieis leitores se deliciarem .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114795525140568591?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114795525140568591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114795525140568591&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114795525140568591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114795525140568591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/05/se-vc-acha-que-o-chuck-norris-foda.html' title='Se vc acha que o Chuck Norris é foda....'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114719559863821890</id><published>2006-05-09T14:25:00.000-03:00</published><updated>2006-05-09T14:27:21.810-03:00</updated><title type='text'>texto de David, namorado da Ana Paula, amiga da Lu.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Não preciso ser ninguém!&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;dd&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;dd&gt;Podemos ser quem quisermos. &lt;dd&gt;Posso ser amigo... &lt;dd&gt;mas também inimigo &lt;dd&gt;Posso ser namorado... &lt;dd&gt;mas também amante &lt;dd&gt;Posso ser amado... &lt;dd&gt;mas também odiado &lt;dd&gt;Posso ser feliz... &lt;dd&gt;mas também infeliz &lt;dd&gt;Posso ser tudo... &lt;dd&gt;posso ser um nada &lt;dd&gt;Posso ser podre... &lt;dd&gt;ou um baita ricaço&lt;/dd&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;dd&gt;Posso ser feliz com tudo &lt;dd&gt;ou com nada que faço &lt;dd&gt;Posso ser qualquer coisa, o que eu quiser &lt;dd&gt;Mas no final serei apenas eu... eu mesmo &lt;dd&gt;E isso... nunca poderei mudar!&lt;/dd&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114719559863821890?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114719559863821890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114719559863821890&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114719559863821890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114719559863821890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/05/texto-de-david-namorado-da-ana-paula.html' title='texto de David, namorado da Ana Paula, amiga da Lu.'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114668581846299959</id><published>2006-05-03T16:47:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T16:50:18.480-03:00</updated><title type='text'>Relatos de uma garota loka! - por Carina Martins - fiel leitora do Arauto</title><content type='html'>Me levanto da cama, meio tonta.. sem ver muito bem o que está ao meu redor, procurando aquele havaiana verde que só mesmo eu pra usar uma porra daquelas, sério é ridículo demais, mas até ai beleza, onde paramos mesmo?&lt;br /&gt;Ah ta, ok, já me lembrei: na havaianas! Vou colocando a mão ao redor da cama e nada, até que meio entre um tombo acho a "maledita" embaixo da cama.&lt;br /&gt;É hora de trabalhar... mas só em pensar na ressaca que esta vindo por ai, já me dá náuseas. Vou no banheiro, apanho a escova, o creme dental de Eucalipto que é para tirar bem o bafo, eis que entre um dente e outro, vou sentindo a minha boca salivar, mas ela saliva além do normal... algo ruim vem de dentro do estomago. Eu penso: "eu vou vomitar, fodeu!", mas a vontade passa, graças a Deus.&lt;br /&gt;Sento no sofá, para tentar tirar de dentro do meu eu uma gota de ânimo sequer para mais um dia de trabalho... bom, vou cochilar 05 minutos. Passa-se 10, 20, 30 minutos, acordo num pulo e grito: Caralhoooooooooooooooooooo, eu preciso ir trampar!!! Quer saber foda-se eu vou ligar naquele escritório de bosta e vou dizer que eu to zuada, que eu to passando mal, que eu to vomitando até as tripas. Putz, pra q eu fui pensar em vomitar, nossa a ânsia veio na guela agora e voltou, que nojo!&lt;br /&gt;Pim, pim.... Meguro Bom Dia!&lt;br /&gt;Caraca é o chefe, não posso falar com ele. PIM PIM PIM... mais tarde eu tento.&lt;br /&gt;Nossa cara eu prometo nunca mais eu vou beber, estou me sentindo muito mal, tb pudera na noite anterior tomamos 05 garrafas de Vodkas Balalaica (Vodka só no nome, pq no gosto), 01 cx de cerveja, e outras doses servidas pelas cachorras que adoram embebedar a galera.........Ecaaaaaa... nossa nem posso pensar nisso...&lt;br /&gt;Acho que vou me deitar mais um pouco, quando estou quase pegando no sono, a porra do telefone toca, eu quase morrendo, mal conseguindo falar, com uma voz de quem só durmiu por 1 hora e meia, solto um: Aloooooooooooooo bem estérico.&lt;br /&gt;Alo, Marina ! Eu quero saber pq a Sra. esta em casa até essa hora ?&lt;br /&gt;Eu: é que...&lt;br /&gt;Chefe: Não quero nem ouvir, só lhe aviso uma coisa se não estiver aqui dentro de uma hora esta despedida..&lt;br /&gt;Eu: Mas Dr. Roney?&lt;br /&gt;Chefe: Sem mais, fui bem claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIM PIM PIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca agora ferrou, tomei um banho para tirar o cheiro do álcool misturado com cigarro, com baseado, nossa que mistura louca fizemos ontem a noite. Estou meia tonta, mas preciso ir! Afinal, quem é que vai pagar meu salário para a próxima bebedeira ? Ops eu esqueci da promessa, é isso mesmo eu não vou mais beber! Eu juro !!&lt;br /&gt;Me apresso, troco de roupa muito rápido, pego a primera peça q esta na frente, calço um sapato meio apertado e vou que vou. Cheguei no ponto de ônibus, milagre... o ônibus nunca veio tão rápido desta forma... quando chega na praça da Constantina a merda da lata velha me quebra... e aquele enjôo subindo novamente, ai meu Deus me ajude... Desço do ônibus, ascendo um cigarro, entre um trago e outro sinto uma tontura animal. O que fazer ? Sentar, pedir ajudar, continuar em pé?&lt;br /&gt;Abaixei e nesse instante veio aquele jato incessante... Porra mas justo agora? Fudeu, sujou minha roupa, como vou trampar assim?&lt;br /&gt;Foda-se vou pra casa e ligar pro chefe dinovo!&lt;br /&gt;Alo, dr. Rodney!&lt;br /&gt;Ele: Não quero saber de nada sua bêbada, agora vc vai inventar o que me diz?&lt;br /&gt;Eu: Eu to passando mal, compreenda!&lt;br /&gt;Ele: Vá se foder, vem buscar suas contas, ou prefere em pinga ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho da puta desligou na minha cara !!! Eu insana de raiva, o que vou fazer agora? Fudeu !!! Passei na padaria mais próxima pedi uma garrafa de Skol e tomei, pelo menos era a única coisa capaz de curar a minha raiva e minha ressaca, além de tirar aquele gosto podre de vomito da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é assim: Como sou uma brasileira fiel, na alegria e na tristeza estou com pensamento elevado... dane-se vou encher a cara mais um dia, pelo menos não me estresso com essa porra de vida profissional. O que é isso ? ã? Mais uma por favor ! Putz a promessa! Que promessa? kakakakakakaka&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114668581846299959?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114668581846299959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114668581846299959&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114668581846299959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114668581846299959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/05/relatos-de-uma-garota-loka-por-carina.html' title='Relatos de uma garota loka! - por Carina Martins - fiel leitora do Arauto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114607157816005061</id><published>2006-04-26T14:12:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T14:12:58.173-03:00</updated><title type='text'>Isso é futebol - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Ao subir lentamente a escada do vestiário, de mãos dadas com os companheiros depois de uma oração coletiva, aquele camisa 10 sentia mais uma vez as maravilhosas sensações que antecediam uma partida de futebol. O coração batia mais forte, ritmado, ouvindo os gritos vindo das arquibancadas lotadas. O cheiro da grama recém-aparada chegava às suas narinas, o vento morno de uma noite de verão batendo em seu rosto despenteava seus cabelos e revigorava o pulmão. Holofotes acesos, mas mesmo assim, os flashes vindos das câmeras fotográficas dos repórteres esportivos chamavam sua atenção. Voltou o olhar para o campo, ajoelhou e benzeu-se, antes de colocar o pé direito dentro das quatro linhas onde se travaria a batalha. No meio do campo, a dona do espetáculo, a bola lustrosa que seria disputada como um troféu por aqueles 22 homens, guerreiros atletas que emocionavam multidões com suas habilidades e demonstrações de raça pra vencer. Olhava a equipe adversária, inimigos os quais ele teria de enfrentar, barreira a ser ultrapassada pra honrar a camisa do time que defendia. Ao fundo, as traves. O alvo único, o objetivo máximo a ser alcançado, que traria a emoção e o grito de gol explodiria da garganta daqueles torcedores, que só queriam a vitória. Tinha de marcar, tinha de vencer. Naqueles próximos 90 minutos, deixaria de ser um só homem, e junto com o restante da equipe, se tornaria uma força única, impulsionada por uma multidão e uma paixão inexplicável, que só o futebol possui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114607157816005061?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114607157816005061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114607157816005061&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114607157816005061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114607157816005061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/isso-futebol-por-rodrigo-pinto.html' title='Isso é futebol - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114590865151805531</id><published>2006-04-24T16:56:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T17:01:40.983-03:00</updated><title type='text'>Gatas e cães - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Não foi nada fácil. Cheguei perto do guichê e comprei passagem para o ônibus das 23h30. Prefiro viajar à noite, tomar uns tragos e dormir, então só de manhã, quando o sol bater no meu rosto, levantar, enxugar a baba que escorreu pra bochecha, ir até o banheirinho apertado, escovar os dentes e abrir um livro, ou ouvir um som. Rodoviária lotada, famílias inteiras chegando do nordeste, com bebês chorando. Jovens mochileiros, saindo por aí, em outra cidade, em outro país. Vendedores de bugigangas, e cafajestes aplicando o conto do vigário. Gente ignorante, e gente interessante, misturando-se naquele porto de embarque e desembarque de sonhos. Meti a passagem no bolso da calça jeans, e fui comprar uma cerveja. No meio do caminho, um casal de hippies me oferece artesanatos, mínimas esculturas de durepox, arame e miçangas. Tinham talento de sobra aqueles dois. Vi uma réplica miniaturizada do Bob Marley, idêntica ao original, com os dreads caindo nos olhos, a mão na testa, violão pendurado no pescoço e expressão de fé. Mesmo assim, passei batido e fui tomar minha gelada. Ainda faltavam 2 horas pra sair o ônibus, e eu não estava afim de gastar meu (pouco) dinheiro comprando bonequinhos de maconheiro. Saí da rodoviária e fui até o Sol Nascente Bar. Logo na entrada, um mendigo bêbado deitado no chão, com a cabeça apoiada num saco de gelo, e um pequeno fio de sangue escorrendo pela calçada. O tombo deve ter sido feio. Chutei-o para o lado e entrei, procurando uma mesa nos cantos. Sentei, e logo veio a cerveja gelada, com uma barata morta esmagada, grudada no fundo da garrafa. Enchi o copo americano, e tomei vários goles de uma vez. Reparei numa garota loira, olheiras fundas e cabelo despenteado, vestida com uma saia preta e meia calça, uma camisetinha do Ramones e jaqueta cor de nada. Ela comia com vontade um misto frio, e me observava a cada mordida. Ao lado dela, uma pequena mochila ocre, costurada à mão. Levanto e vou até ela, ofereço um cigarro e pergunto seu nome. Mal humorada, cospe um naco de presunto na minha cara, levanta e me chuta a canela. Maldita vadia, sem pensar agarro-lhe pelos cabelos e beijo sua boca com vontade. Uma mordida violenta me sangra o lábio e escurece a visão. A loirinha era nervosa. Sacudo a cabeça, e com uns guardanapos enxugo o sangue que corria quente e me manchava a camiseta. Com a outra mão, dou um tapa violento no rosto dela, que dessa vez cuspiu um dente no chão. Me olhou e sorriu, com a boca igualmente sangrenta. Aceitou o cigarro, pagou seu lanche e saiu. E eu continuei a tomar minha cerveja, agora com gosto de sangue. Fiquei pensando naquela garota, que começa uma briga e sai fora com um sorriso. Coisa estranha, que só acontece naquele boteco sujo. Me lembrava alguma coisa de um filme espanhol que eu havia assistido semanas antes. No roteiro, a garota personagem principal era uma junkie de classe média, que saía toda noite pelas ruas pra arrumar confusão e causar por aí. Um dia ela encontrou um vira-lata sujo, e dividiu uma cocada com ele. O cachorro lambeu sua mão, e juntos dormiram na sarjeta. Ela acordou sem uma orelha, e amaldiçoou o canino. Quando levantou e viu o corpo atropelado do sabujo, chorou. E nunca mais se drogou. Filme legal. Pensando nessas besteiras, quase perco o ônibus. Levantei-me e corri, nem paguei as cervejas. Cheguei na rodoviária em cima da hora, o motorista me xingando, pois só faltava eu. Todos já estavam em seus lugares. Caminhei até a poltrona 65, e para minha surpresa, no assento 66, lá estava ela. A loirinha banguela. Quando me viu, tremeu. Sentei ao lado dela e fingi não reconhecê-la. Ela tirou uma garrafa de vinho da bolsa e abriu, me oferecendo um gole. Não trocamos uma só palavra. Nos embebedamos e dormimos juntos, profundamente. Acordei cedo e ela não estava mais lá. Nunca mais a vi. Nem sei se um dia ela existiu. Olhei pela janela e um cachorro vira-lata, sentado na beira da estrada, olhava nos meus olhos. Tinha na boca uma orelha humana. Me acompanhou com os olhos até o ônibus sumir na estrada, levantando poeira e soltando uma fumaça suja e fedida pelo escapamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114590865151805531?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114590865151805531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114590865151805531&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114590865151805531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114590865151805531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/gatas-e-ces-por-rodrigo-pinto.html' title='Gatas e cães - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114536788369563796</id><published>2006-04-18T10:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-18T10:44:43.723-03:00</updated><title type='text'>O moleque - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>E aquele moleque andava tenso, com as duas mãos no bolso da jaqueta, olhando para os lados, desconfiado. Caminhava a passos rápidos, segurando o cano do revólver com força, e tremendo. Tremia, mas estava decidido. O irmãozinho menor estava passando fome, porra. A mãe, bêbada e velha, não prestava mais pra nada, e passava o dia inteiro no colchão jogado no chão do barraco, dormindo e tomando aquela cachaça vagabunda, que a fazia vomitar a bílis constantemente. Droga, tinha apenas 15 anos e fazia o papel de homem da casa. O pai, à muito tempo não dava as caras, devia estar morto o filho da puta. Põe filho no mundo e depois vai embora. Merda, o choro do bebê lhe dava calafrios. Tinha apenas 15 anos, mas alguém tinha que fazer alguma coisa. Não ia mais a escola, não arranjava emprego. Tinha que fazer algo. Lembrou-se da pistola 9 milímetros, que seu primo Neco tinha escondido dentro do bule de café, momentos antes da polícia invadir o barraco e levá-lo em cana. Era gente boa o Neco, apesar de roubar grandes agências bancárias e também a caixinha de esmolas da igreja. Pelo menos não faltava nada. Era leite na geladeira, torradas e biscoitos no armário. Arroz e feijão e uma dúzia de ovos. E gás. Bujão de gás valia ouro na favela. E o Neco não deixava faltar. Andava sempre com roupas novas, e relógio de pulso. Merda. Agora o Neco estava vendo o sol nascer quadrado, e alguém tinha que fazer alguma coisa naquele barraco. Porra, só tinha 15 anos. Meio sem jeito, foi até o bule e pegou a arma do Neco. Já tinha visto ele mexer com a arma, então verificou o pente e meteu o cano no bolso da jaqueta. E agora estava ali, naquele puta frio, andando nervoso, sabe-se lá pra onde, mas sabia que tinha que fazer alguma coisa. Não era ladrão, mas a situação o levava a ser. Magro, negro e sujo. Altamente suspeito. Touca preta na cabeça, e mãos no bolso. Olhar sorrateiro. Mas só tinha 15 anos. Avistou um casal de nmamorados, passeando sorrindo, com sacolas nas mãos. As sacolas tinham o logotipo de uma grande marca de calçados, coisa de bacana. O moleque os seguiu. Apaixnoados, andavam se beijando, se abraçando e não perceberam a aproximação de um negro magro, de touca e jaqueta velha. Ele tremia. Suava frio, e o vento gelado congelava seus sentimentos. Estava seguindo o casal de perto, e ao chegarem perto de um beco, engatilhou a arma e preparou-se para a abordagem. Porra, só tinha 15 anos, ia meter a arma na cara de pessoas inocentes e felizes, pra levar um par de tênis. Aquele tênis valeria uma boa grana, era coisa de bacana. Poderia vender na feirinha do rolo e comprar comida pro bebê. Ia começar sua vida no crime. Logo, estaria de roupas novas, e relógio no pulso, como o Neco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114536788369563796?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114536788369563796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114536788369563796&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114536788369563796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114536788369563796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/o-moleque-por-rodrigo-pinto.html' title='O moleque - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114493992491865671</id><published>2006-04-13T11:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T11:52:04.936-03:00</updated><title type='text'>Um outro olhar - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Olho para a folha em branco, dou uma lambida na ponta do lápis, e detenho-me antes de soltar qualquer palavra. Acendo um cigarro, olho para os lados. Como se fosse um crime, expressar as idéias num manuscrito para a posteridade. Acredito que alguém quer me impedir. Levanto-me, vou até a geladeira e apanho uma cerveja bem gelada. Ouço uma buzina lá fora. Abandono o lápis e o papel e vou atender o chamado. Era o Perseu, vendedor de bilhetes de loteria e manipulador de resultados do jogo do bicho no bairro. Me chama para ir até uma casa noturna do outro lado da cidade, que seria uma festa boa, muitas mulheres e bebidas, e o que mais eu pudesse querer. Gentilmente recuso, e volto para a mesa da cozinha onde um infinito branco espera por minhas citações sem sentido. Volto a pensar, e logo desisto. Não conseguia escrever nada naquela noite de 5feira, véspera de feriado. Apanho minha velha jaqueta jeans, e saio pelo sereno chutando pedrinhas pela madrugada. Tomo o primeiro coletivo que passa, sem olhar pra onde. Me esgueiro por baixo da catraca e sento-me no último banco, do lado da janela. Vejo a cidade passar em luzes. Desanimado, vejo o centro se aproximar. Jovens doentios, mendigos fedorentos, putas pagas e loucos de toda espécie. Dou o sinal e desço do ônibus, juntando-me aquela multidão de perdidos. Passo no Sol Nascente Bar, e lá encontro com o Moura, traficante de mulheres refugiado no Brasil depois do golpe político que destituiu o governo de seu país, que acobertava o esquema da maldade.&lt;br /&gt;Ao me ver, surpreende-se e no seu sotaque único, avisa que a noite não está nada bem. Clima tenso, acerto de contas. Sento-me e tomo um conhaque. Ao meu lado, uma senhora de pantufas fala com o guardanapo. Nas mesas vejo casais, e solitários boêmios que dividem seus pensamentos com as estrelas. Reparo numa morena alta, tipo índia, com um pano cobrindo os seios e outro cobrindo seu sexo. Acompanhada de um brutamontes, ambos entram no Sol Nascente e realizam uma estranha movimentação. O homem, sem pensar, passa para a mão da garota um pacotinho suspeito. Ela vai ao banheiro, enquanto ele pede um conhaque. Moura fica de olho em tudo, inclusive num homem tipo detetive, sentado no balcão sozinho. Entra no bar um outro rapaz, tatuado, com olhos vermelhos e andar cambaleante. Senta-se numa mesa de costas para a parede, e de frente para a rua, e pede uma cerveja. Aproveito e peço mais uma, acendendo um cigarro. De repente, foi tudo muito rápido. Acelerada, a mulher sai do banheiro, e passa direto pelo seu companheiro, dirigindo-se a rua. Ele a segue. Num movimento estranho, o rapaz tatuado ergue o braço direito e dá uma bolinada nos seios da moça. "Vai dar merda" - pensei. O fortão não demora a defender sua fêmea e agride o rapaz atrevido com um soco. Todos no bar levantam-se para ver a briga. Antes de qualquer reação, atordoado pela pancada, o rapaz leva um chute nas costelas que o faz desabar. Seria um massacre, mas do outro lado do balcão, o homem tipo-detetive saca um 38 cano longo, disparando para o alto e ameaçando o grandalhão. Correria, muitos saem sem pagar, e o Moura se mija nas calças, ao lado da máquina de caça-níqueis. O casal vai embora xingando, e o homem ajuda o tatuado, que mesmo sendo salvo, o manda se foder. Apago meu cigarro e vou sentar numa mesa lá fora, pois o cheiro da urina do Moura estava me dando enjôo. Acho que vou pra casa escrever. Tudo isso daria uma boa história, e a folha em branco continua a me esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114493992491865671?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114493992491865671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114493992491865671&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114493992491865671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114493992491865671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/um-outro-olhar-por-rodrigo-pinto.html' title='Um outro olhar - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114469047819880675</id><published>2006-04-10T14:29:00.000-03:00</published><updated>2006-04-10T14:34:38.256-03:00</updated><title type='text'>Não tô entendendo mais nada</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Minduin&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já era. Virei abóbora, 3:45 da matina, é, tenho que parar de tentar beber até o último minuto do último ônibus da noite. Agora ando pelo centro da cidade ouvindo os pingos da chuva em meu guarda-chuva velho e desgastado, o som produzido me lembra a marcação de baixo de um som do Chico Science.  A grana que eu tenho no bolso daria pra pagar facilmente um pernoite num destes pulgueiros do centro, mas prefiro andar a esmo e achar um boteco onde eu possa beber até as cinco horas, quando passa o primeiro ônibus para aquele bairro suburbano onde me escondo todos os dias.&lt;br /&gt;Sinto o mundo passar em câmera lenta, deve ter sido a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;paçoca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que eu comi agora a pouco atravessando o largo do Payssandu, algumas pessoas diriam que sou corajoso por apertar uma paçoca bem no meio do centro, na madrugada, outros diriam que sou louco, eu prefiro acreditar que sou apenas inconseqüente. Minha boca está seca e a maioria dos bares da cidade está fechado, vou andando até a Ipiranga, pois sei que quase em frente a Praça da República tem uns botes que ficam abertos até de manhã. No caminho encontro os seres mais bizarros da cidade, aqueles que como eu preferem andar pela noite a ir pra casa mofar em frente à tv, Existem garotos góticos com cara de andróginos, bêbados caindo pelos cantos, viciados correndo e gritando... Bem é isso que eu gosto aqui no centro a multiplicidade de figuras.&lt;br /&gt;Enfim encontro um bar aberto, é o Sol nascente bar (um nome sugestivo) ao entrar na espelunca vejo do outro lado do balcão o Bellini, este cara é um figura, é meio detetive, meio ganso, cumprimento-o com o olhar, afinal ele já me livrou a cara com uns chineses que queriam me assaltar aqui no centro e eu já fiz uns trampos como hacker pra chefe dele, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;Sento em uma mesa de costas pra parede e de frente para a  rua, peço uma cerveja  e como a paçoca e o álcool que já estão em meu sangue começam, a fazer efeito juntos, não entendo mais nada . Olho pro lado e vejo uma morena alta vestida como se fosse uma índia saída do meio da mata agora, ou seja, apenas duas tiras de pano uma cobrindo os seios e outra cobrindo os países baixos. A garota fala alguma coisa que pra mim soa como “ranca a minha roupa e me chupa inteira” lógico que eu já meto a mão em seus seios, porém acho que não era isso que ela queria dizer,  pois imediatamente sinto uma martelada  na fronte esquerda e demoro pra entender que aquilo foi um soco desferido por um cara que mais parece um orangotango que um homem , caio no chão  e antes de entender o que está acontecendo  levo um chute tão forte na lateral do corpo que me falta o ar completamente.  Tento colocar os pensamentos em ordem  pra levantar e quebrar a porra da garrafa na cabeça do filho da puta que está me batendo. Mas antes de transformar o pensamento em realidade ouço um tiro, levanto a cabeça e vejo o Bellini apontando a arma pro cara e mandando-o ir embora, coisa que o brutamonte faz sem questionar.&lt;br /&gt;O detetive meio ganso me ajuda a levantar me põe na cadeira e diz que, ou eu paro de mexer com a mulher alheia, ou eu paro de beber. Eu o mando se foder, ele sorri e pergunta se tô afim de um teco e me mostra a pequena almofada de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;fermento&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; na palma da sua mão, digo a ele que essa hora eu não faço mais bolos. Então ele se levanta paga a minha conta e sai andando.&lt;br /&gt;Enquanto eu peço outra cerveja e me pergunto “Por que cargas d’água  eu fico zanzando pelas ruas ao invés de ir dormir?”.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto é mais um da série "SEM DROGAS"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114469047819880675?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114469047819880675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114469047819880675&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114469047819880675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114469047819880675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/no-t-entendendo-mais-nada.html' title='Não tô entendendo mais nada'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114443951498455810</id><published>2006-04-07T16:50:00.000-03:00</published><updated>2006-04-07T16:51:54.986-03:00</updated><title type='text'>texto de Rene Donato</title><content type='html'>12:15 sai para almoçar com uma fome "faminta" que comia meu próprio&lt;br /&gt;estômago, aquela fome tão aguda que a gente perde a vontade de colocar&lt;br /&gt;algo na boca, até causa enjoo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho para a lanchonete curto, mas com tempo suficiente pra criar&lt;br /&gt;a expectativa de querer saber se estava lotada como de costume.&lt;br /&gt;Será que eu arranjaria um lugar? Nessa altura nem importava mais pq já estava&lt;br /&gt;saindo de lá com um pacote de salgadinho e um refrigerante que tinham&lt;br /&gt;gosto de nostalgia. Aquele que é um bastão com sal grosso, já ia&lt;br /&gt;corroendo meu estomago pelo caminho enquanto engolia com a boca seca&lt;br /&gt;o triturado de sal e farinha, uma golada no refri que mistura o&lt;br /&gt;sabor doce da uva com sal amarrento. COm a mente mil por hora pensando&lt;br /&gt;que se houve um cardeno anotaria as coisas mais maulcas da terra.&lt;br /&gt;Aquelas que nunca vem quando a gente resolve escrever. Por falar, ou&lt;br /&gt;melhor, pensar em escrever, imaginei que um dia poderia escrever algo&lt;br /&gt;simples, alguns textos, mas pensei que não tenho muita prática nisso&lt;br /&gt;e quase larguei de mão e acabei no final concordando que hj em dia&lt;br /&gt;o que importa é comunicar. Mais uma vez correu a ansiedade...mas voltei&lt;br /&gt;a realidade com um senhor que passava olhando pra mim e pro meu pacote&lt;br /&gt;de "sal grosso" que essa altura estava todo debulhado, mais um gole&lt;br /&gt;raivoso no refri, e com raiva querendo matar o velho (que agora não&lt;br /&gt;era mais senhor), pq odeio qdo ficam olhando eu comer. Pensei de quem&lt;br /&gt;será a falta de etiqueta? Minha que como andando e vacilando nas ruas,&lt;br /&gt;ou do lazarento que idolatrava meu salgadinho? Tanto faz. Cheguei no&lt;br /&gt;Fliperama cumprimentei os "compadi", dei um tempo, fabricamos besteiras&lt;br /&gt;e voltei pra escrever isso que agora vai com o ponto final se acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114443951498455810?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114443951498455810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114443951498455810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114443951498455810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114443951498455810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/texto-de-rene-donato.html' title='texto de Rene Donato'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114443926893857106</id><published>2006-04-07T16:45:00.000-03:00</published><updated>2006-04-07T16:47:48.973-03:00</updated><title type='text'>ÚLTIMO CAPÍTULO - É TÃO DIFÍCIL ASSIM? - de Rosa Pellegrino</title><content type='html'>Capítulo 7- FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite chegou e todos ansiavam pelo início do baile. Era notável o capricho na decoração. Todos conversavam alegremente, dançavam e se divertiam muito.&lt;br /&gt;Nas masmorras, Snape estava muito mal-humorado. Olhava-se no espelho e ouviu o reflexo zombar "Tá bonitão hein Severus... quer se entrelaçar com uma bruxinha..." e deu uma piscadela. Snape quis esmurrar o espelho, mas sabia que era em vão.&lt;br /&gt;Ele não se esforçou muito para compor um visual diferente. Preferiu vestir uma calça social preta, de corte reto; uma camisa branca de seda, sapatos caprichosamente polidos, pretos e de bico quadrado. Amarrou os cabelos negros com uma fita igualmente preta. Então lembrou-se da máscara. Buscou-a na gaveta da escrivaninha. Era simples, mas expressava muito de seu estado de espírito: parte era branca e parte era preta. Colocou-a e partiu para o salão comunal.&lt;br /&gt;"Ah, que alegria que me dá Severus!!", alegrou-se Dumbledore ao ver o amigo chegar. Abraçou-o paternalmente.&lt;br /&gt;"Interessante", prossegue Alvo.&lt;br /&gt;"O que Alvo?"&lt;br /&gt;"Sua máscara, expressa exatamente o seu interior, não é mesmo meu filho?" E lá se ia Alvo, sem chances de retrucar... Isso deixava Snape desconcertado.&lt;br /&gt;Ela não estava lá, logo notou. Ele percorreu com os olhos e não a encontrou. Foi quando a viu, entrando no salão. A visão o entorpeceu. Edrea escolhera um vestido muito lindo: um longo vinho, de seda, modelado perfeitamente em seu corpo. Um decote princesa deixa parte do colo a mostra. As mangas cobrem os braços e findam em pontas. A máscara era igualmente vinho, em forma de olhos de gato, sem detalhes. Ao chegar no salão, sentiu o que há tempos não lhe ocorria: olhos que a invadiam. Buscou-os e deparou-se com um par de olhos negros.&lt;br /&gt;Em seus devaneios não notara que um homem alto e esguio se aproximara furtivamente. A poucos metros, Snape a olhava intensamente.&lt;br /&gt;"Que beleza temos aqui!"&lt;br /&gt;Em um salto Edrea se dirigiu ao interlocutor: era Sirius. "Black, já lhe disse que gatos não gostam de cachorros!", foi a única coisa que lhe ocorreu.&lt;br /&gt;Sirius prosseguiu: "É... tenho a impressão que gostas de morcegos, não é mesmo minha cara?" , e sorriu maliciosamente.&lt;br /&gt;"Não sei do que falas homem!", e já ia se esquivar, mas Sirius foi rápido, a puxou pelo braço e forçou um contato olho no olho, corpo no corpo.&lt;br /&gt;"Qual é o seu problema gatinha? Gostas de quem te desdenhas, enquanto tem quem daria de tudo para ter a sua atenção?"&lt;br /&gt;Aquilo a espantou, sabia que Sirius era mulherengo, pelo menos era o que diziam, mas não imaginava que ele realmente estivesse atraído por ela. Edrea emudeceu, o que diria?&lt;br /&gt;Foi então que, sem eles notarem, o homem alto e esguio pôs-se ao lado de Edrea. Os olhos negros cintilavam de ódio, mas seu corpo permaneceu estático. Foi quando a voz mais letal de Snape se pronunciou.&lt;br /&gt;"Sabia que eras um vira-latas degenerado Black, mas não a ponto de importunar a moça, só porque ela não o queres."&lt;br /&gt;"É agora", pensou Edrea. Concluiu que ia ter uma briga e tanto. Mas, não. Sirius a largou e a empurrou em direção ao Snape. Ela se desequilibrou e foi aparada pelo mestre das poções.&lt;br /&gt;"É... tempos loucos" - começou Sirius - "gatos e morcegos juntos... é, não é todo dia que se vê isso...", e saiu sem olhar para o casal.&lt;br /&gt;Snape estava estarrecido com a ousadia do colega e Edrea ainda estava esperando que algo ruim acontecesse, como se Sirius fosse tornar-se um cão e atacar Snape. Viram o bruxo se afastar dali.&lt;br /&gt;Ambos estavam tão entretidos em seus próprios pensamentos que não notaram como estavam juntos. Snape havia cercado Edrea com os braços e ela estava com as mãos no peito do professor. Seus olhos se cruzaram, estavam muito próximos, sentiam a respiração um do outro. Edrea se inebriou com o perfume amadeirado de Severus e ele sentia embevecido a doce fragrância da jovem.&lt;br /&gt;"A srta. aceitarias conceder uma dança a este rabugento colega?", pediu Snape com um sorriso incrivelmente sedutor e nada frio.&lt;br /&gt;Edrea apenas sorriu e se aninhou nos braços de Snape. "Se isso for um sonho espero que nunca acabe", pensou o bruxo.&lt;br /&gt;A música era lenta e romântica. Um imprimia o corpo no do outro. Estavam grudados. Num determinado ponto da sala, Alvo acompanhava o casal com um sorriso iluminado. "É... não é tão difícil assim...", disse baixinho o sábio bruxo e retornou as suas atenções para Minerva.&lt;br /&gt;Severus sorvia o perfume de Edrea e acariciava-lhe as costas. Tirou uma mão da cintura e buscou o queixo da moça, gentilmente trazendo-a para lhe fitar. "Ah, a quanto tempo não durmo direito por sua causa...", disse numa voz aveludada e sensual. "E esses olhos que me evitaram todo esse tempo... era como se o sol nunca mais nascesse para mim...".&lt;br /&gt;Edrea não conteve uma lágrima que correu-lhe a bochecha corada. Severus a secou com os lábios. "Me perdoe", ronronou ao ouvido da bruxa e notou que ela se arrepiara. Voltou a fitá-la nos olhos e seu coração quase parou quando ouviu o doce "sim" emitido pelos lábios de sua amada.&lt;br /&gt;No segundo seguinte eles já não estavam mais no salão. Severus aparatou. Da penumbra surgiram velas iluminando o ambiente. Ela não reconheceu. Ainda com a jovem em seus braços, Snape explica: "São meus aposentos Edrea". Ela estremeceu, não se sabe se por ter ouvido seu primeiro nome sair daqueles lábios ou se pela revelação.&lt;br /&gt;Carinhosamente, sem soltá-la, Severus tira a máscara da amada e passa os dedos esguios pelo rosto da bruxa. Ambos se olham apaixonadamente. Ela retira a máscara e acaricia o rosto dele. O silêncio já não era perturbador. Silêncio? Não mesmo. A respiração do casal estava sôfrega e descompassada. Os corações ricocheteavam dentro de seus peitos.&lt;br /&gt;Severus não agüentou mais aquela espera. Tomou avidamente os lábios vermelhos de Edrea em um beijo apaixonado e faminto. Com o encontro dos lábios, Edrea gemeu e respondeu ao beijo com total entrega. Um beijo longo e avassalador. Severus desceu, beijando-a no pescoço e no colo enquanto a levava para sua cama. Antes de se aprofundar nas carícias, Severus respirou profundamente e disse-lhe, sempre olhando-a nos olhos: "Eu te amo com todo o meu coração, minha alma e minha mente." "Eu também te amo Severus, meu único amor, meu único homem."&lt;br /&gt;Naquela noite, a fria masmorra se aqueceu com o amor que tomava os aposentos do Mestre das Poções. Se entregaram de corpo e alma, amando noite adentro...&lt;br /&gt;No baile ninguém notara a ausência daquele peculiar casal. Ninguém?&lt;br /&gt;"Alvo, é minha impressão ou o seu plano deu certo?", dirigiu-se Sirius com ar descontraído.&lt;br /&gt;"É meu prezado amigo, eu te disse, não é tão difícil assim... com uma ajudinha sua", e riu junto à Sirius.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Edrea acordou, mas não ousou abrir os olhos. Sentiu-se aconchegada nos braços do amado e o perfume dele ainda a entorpecia. "Será que foi tudo um sonho?", pensou.&lt;br /&gt;"Não meu anjo", respondeu Snape, que já estava acordado e, travessamente, leu a mente da amada.&lt;br /&gt;Os olhos castanhos se abriram e viram Severus olhando-a com carinho, olhos negros não mais frios e cruéis, mas incrivelmente doces e apaixonados. Ele a trouxe para próximo do seu rosto e a beijou carinhosamente, acariciando-lhe as costas. O beijo foi interrompido com um ruído. Ambos olham para a porta dos aposentos e notam Firenze entrar todo pomposo, acompanhado de Dobby.&lt;br /&gt;O elfo não olhou para o casal entrelaçado, apenas disse-lhes: "Alvo Dumbledore está muito feliz e encube Dobby de trazer o café da manhã ao casal. Dobby feliz também" e saiu com um sorriso tímido dos aposentos de Snape. Firenze postou-se ao lado da cama, com um incrível sorriso maroto, foi pelo menos o que concluiu o casal.&lt;br /&gt;Edrea olhou para Severus "É, Firenze nunca se engana...". O bruxo sorriu. "Onde estávamos mesmo?", ronronou Snape, gesticulando para que Firenze se retire. O bichão saiu rapidamente e muito feliz. O Mestre das Poções lançou um feitiço e trancou a porta...&lt;br /&gt;O casal ficou a manhã toda nas masmorras, conversando e fazendo planos. No almoço, apareceram de mãos dadas. Hogwarts ficou estarrecida.&lt;br /&gt;"Não acredito, olha lá o professor Snape, tá... sorrindo?", uma aluna da Lufa-Lufa comentou. E esse realmente foi o assunto do momento.&lt;br /&gt;Snape puxou a cadeira para Edrea e sentou-se ao lado da amada e do velho amigo Alvo, que estava irradiante. Antes de começarem o almoço, Dumbledore se levantou e anunciou: "É com imensa alegria que comunico a Hogwarts que fomos presenteados com o amor! Sim meus caros, os professores Severus Snape e Edrea Gray selaram o namoro!!"&lt;br /&gt;Palmas e interjeições tomaram o salão. Edrea corou e Snape ficou sério, mas ainda com a feição leve. O casal soube do plano de Alvo e Edrea ficou aliviada ao tomar conhecimento de que Sirius fazia parte.&lt;br /&gt;"Seu morcegão sortudo!! Isso não quer dizer que não continue achando-a linda...".&lt;br /&gt;"Sirius", cutucou Minerva.&lt;br /&gt;"Mas não é?", questionou marotamente. Sirius empalideceu ao ver a expressão de fúria em Snape e não abriu mais a boca.&lt;br /&gt;Em alguns meses foi anunciado o noivado. Mas isso é uma outra história, quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;*FIM*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;N.A.: Olá leitores!! Essa é minha primeira fic. Após ler dezenas de histórias, resolvi passar para a tela a minha própria criação. Perdoem-me eventuais falhas e escrevam-me para comunicar o que acharam. Vocês leitores são primordiais para a nossa criação! Muito obrigada por terem lido até aqui e um forte abraço!!&lt;br /&gt;Ah, sim, amamos o nosso querido Mestre das Poções!! ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114443926893857106?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114443926893857106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114443926893857106&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114443926893857106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114443926893857106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/ltimo-captulo-to-difcil-assim-de-rosa.html' title='ÚLTIMO CAPÍTULO - É TÃO DIFÍCIL ASSIM? - de Rosa Pellegrino'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114433454106479268</id><published>2006-04-06T11:41:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T11:42:21.066-03:00</updated><title type='text'>Tadinha - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Vaneça tinha dificuldade pra iscreve.&lt;br /&gt;Até gostava, mais num consiguia direito.&lt;br /&gt;Intão ela tevi uma idéia.&lt;br /&gt;Matriculousse num curso de língua potugueza, redassão i estilo.&lt;br /&gt;Finalmenti Vaneça ia consiguir fazer o que ela mais gostava, do geito certo.&lt;br /&gt;Intão nu primero dia, ela acordou cedinho e foi tomar café cum leite.&lt;br /&gt;Cumeu pão di forma e passo mantega.&lt;br /&gt;Tomou um banho e foi pro ponto de onibus.&lt;br /&gt;Derrepente, encontrou um visinho de carro, que tava indo pro mesmo lado qui ela.&lt;br /&gt;Resolveu pegar uma carona, mas o rapas istava mauintenssionado.&lt;br /&gt;Paço a mão no cabelo da Vaneça, abrassou a Vaneça, e ela tentava fugir, mais ele não dechava.&lt;br /&gt;Intão ela avizo ele : Si vosse num pará, eu vo iscreve tudo e manda pru jornal.&lt;br /&gt;Ele rriu, parou o carro duma veis, e mandô ela decê do carro.&lt;br /&gt;Ela xorou e sentou no xão, pegou a lapizera e o caderninho ispirau, e iscreveu o que vosseis tão lendo agora.&lt;br /&gt;Tadinha da Vaneça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114433454106479268?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114433454106479268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114433454106479268&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114433454106479268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114433454106479268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/tadinha-por-rodrigo-pinto_06.html' title='Tadinha - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114433071156071725</id><published>2006-04-06T10:36:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T10:38:31.576-03:00</updated><title type='text'>Morre o palhaço Carequinha - por Lucas Domiciano (colaborador do Arauto)</title><content type='html'>Mais um palhaço querido dos brasileiros morreu. Foi o palhaço Carequinha. Mas ele não morreu por problemas de saúde, ele já estava morto bem antes.&lt;br /&gt;Ele morreu por abstinência de humor. A única peça humorística, que de engraçada não tem nada, é a dança da Pizza que está mais famosa do que nunca em nosso plenário nacional.&lt;br /&gt;Na mais abala o brasileiro, o humor está acabando, a falta de ética, o descaso com a população, a falta de respeito com quem colocou os políticos nos seus devidos lugares. Nós.&lt;br /&gt;Nossos palhaços estão morrendo, está cada vez mais difícil colocar o sorriso no rosto do brasileiro que não aguenta mais tanta injustiça.&lt;br /&gt;Injustiça conosco que ganhamos 2, 3, ou as vezes, quando muito, 4 salários mínimos vendo um deputado sacar R$ 100.000,00 do Valérioduto e ainda ser inocentado! E além disso continuará ganhando seu salário, medíocre, de no mínimo R$ 20.000,00 incluindo todas as mordomias de seu cargo.&lt;br /&gt;Mas chegará a hora do brasileiro voltar a sorrir, se quiser, em Outubro. Este mês deve ser especial. Deve ser o mês em que voltaremos nosso senso de humor e vamos rir muito, nas urnas, quando todos estes políticos corruptos ficarão a beira do caminho e nossos palhaços vão dar show. Um espetáculo de alegria e disposição para comemorar um novo Brasil, no mínimo sem uma boa parte dessa grande família mafiosa que é nossa política hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114433071156071725?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114433071156071725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114433071156071725&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114433071156071725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114433071156071725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/morre-o-palhao-carequinha-por-lucas.html' title='Morre o palhaço Carequinha - por Lucas Domiciano (colaborador do Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114426771804331106</id><published>2006-04-05T17:07:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T17:08:38.060-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 6 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;p align="center"&gt;Capítulo 6&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Os dias transcorreram rapidamente. Os alunos estavam alvoroçados com a proximidade da festa e não falavam em outra coisa. Edrea confessara a si própria que não estava no espírito comemorativo e até pensou em não ir, inventando alguma desculpa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Snape sempre foi avesso a festas. Essa não poderia ser diferente. Snape não estava no espírito comemorativo e até pensou em não ir, inventando alguma desculpa...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas ambos foram intimados por Alvo, em ocasiões diferentes, a comparecerem na festa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Ah, srta. Gray, seu primeiro ano em Hogwarts e não vai ao dia das bruxas? Não pode não minha filha! Faço questão de que participe, considere isso um convite meu!!" Aquilo soou familiar à bruxa... e aceitou o convite de Alvo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Deixe de ser rabugento Severus!! Como meu amigo e brilhante mestre das poções de Hogwarts não vai ao baile? Nada disso meu filho!! Faço questão de que participe, considere isso um convite meu!!" Snape aceitou a meio contragosto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A semana que antecede o baile passou muito rápida.. Um tanto desgostoso, Snape notou que Edrea o evitou durantes todas essas semanas. Desde o ocorrido perto do estaleiro, a bruxa nunca mais o olhara nos olhos e evitara encará-lo o máximo possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para ambos as noites eram longas e mal-dormidas. Freqüentemente acordavam em febre após sonhos e, a muito custo, concluíam serem sem propósito... "Imagina, aquela zinha... Ponha-se no seu lugar Severus...". "Maldito bruxo, intragável, isso sim é o que ele é... ignore tudo isso Edrea..."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E então finalmente o Dia das Bruxas chegou. Com as aulas dispensadas, alunos e professores foram finalizar os preparativos para a noite. Edrea se espantou ao ser acordada por Dobby lhe trazendo o café da manhã. Eram 10 horas. "Por Salazar, dormi demais!!"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Minha senhorita, hoje está dispensada das aulas não é mesmo?", perguntou-lhe docemente o elfo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Dobby, já lhe pedi que me chamasse de Edrea."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Sim senhorita, quer dizer Edrea!" e riu-se com os grandes olhos brilhantes sentando-se numa cadeira e se agitando como uma criança levada, balançando as orelhonas. Edrea sorriu como não fazia a tempos ao ver o elfo brincando na cadeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Já comeu Dobby?"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Sim Edrea", continuando a se balançar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então o rosto de Edrea se iluminou com uma idéia que lhe ocorreu. "Gosta de cristais Dobby?"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dobby parou a brincadeira, com os olhões úmidos e iluminados a lhe observar. "Sim."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um gesto rápido da mão, Edrea conjurou uma bola de cristal, tal qual aquela do primeiro dia de aula. Jogou-a a Dobby, que pegou desingonçadamente. O elfo sorria de orelha a orelha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Não é muita coisa, mas é para você brincar Dobby. Não se preocupe, é inquebrável."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O elfo saltou da mesa se jogou na cama, quase derrubando o café, enlaçou Edrea e agradeceu. "A-srta.-Gray-presenteou-Dobby.-Dobby-está-muito-feliz!!", e saiu como um foguete com o presente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, Snape acordava resmungando. "Por Salazar! Já são altas horas da manhã!!" E, em um salto, saiu da cama. Notou uma bandeja com o café da manhã postada sobre uma mesinha. "Esses elfos estão cada vez mais abusados", disse entre os dentes um Snape sonolento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dia estava incrivelmente lindo. Nem parecia que o inverno estava batendo às portas. Hogwarts estava magnificamente decorada. Hagrid acabava de espalhar abóboras gigantes pelo castelo e no jardim. Os alunos estavam radiantes com o baile. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Bom dia Edrea!"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Olá Remo. Pelo que noto está ansioso por hoje a noite."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Você vai adorar Edrea, é tudo muito legal, magnífico me atrevo a dizer e..."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Snape passou por eles com uma carranca e a capa esvoaçando nervosamente. Remo ainda conseguiu dar um alto 'bom dia', totalmente ignorado pelo homem alto de vestes negras que prosseguiu no seu caminho. Edrea fez que não o viu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Olá, olá!!" era Sirius que chegava acompanhado de Hagrid.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Bom dia", respondeu Edrea direcionando a dupla um aceno com a cabeça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Então, bela jovem, já está com a roupa pronta, suponho?", disse Sirius marotamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Roupa?" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Céus Edrea, por onde tem andado", questionou Hagrid.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Gata, você tem que escolher um lindo vestido e uma bela máscara... esqueceu que é um baile de máscaras?", perguntou Black.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um suspiro, Edrea compreendeu o quão absorta esteve em seus pensamentos e tarefas na última semana, esquecera totalmente da roupa para o baile.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Curiosa pelo círculo formado no corredor, Minerva se aproxima. "Bom dia a todos! Vejo que estão animados para a noite!"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Animados? Edrea nem tem roupa!", confessa Lupin.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"O que está havendo minha querida?"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Nada Minerva, é só que... estive muito ocupada e me esqueci completamente desse detalhe."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Vamos à Hogsmeade agora! Não é possível que uma jovem como você ignorou a oportunidade de comprar um lindo vestido e bla bla bla...", puxando Edrea, Minerva se foi e o trio de bruxos acharam graça na cena.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114426771804331106?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114426771804331106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114426771804331106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114426771804331106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114426771804331106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/to-difcil-assim-captulo-6-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 6 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114418431651478819</id><published>2006-04-04T17:56:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T18:07:24.746-03:00</updated><title type='text'>4ª feira de manhã  - por Minduin</title><content type='html'>7:40 da manhã, porra, devia ter chegado aqui a meia hora atrás. Tudo bem, ninguém mais nota que eu chego todo dia meia hora atrasado.&lt;br /&gt;Minha cabeça parece que vai explodir, minha boca parece que tem um sapo morto dentro e, pra piorar meu humor, essa merda de estação tá lotada, eu fiquei de cara com o sol nascente e provavelmente a tiazinha ao meu lado tomou um banho de um perfume de merda da Avon.&lt;br /&gt;Tudo isso é culpa minha, afinal se ontem à noite eu tivesse saído do serviço e ido direto pra casa tomar banho, jantar e mofar em frente a tv eu estaria bem, mas preferi encontrar uns amigos num buteco sujo no centro da cidade, discutir os mais variados assuntos desde a geopolítica no oriente médio até a metafísica das formigas saúvas.Regando a conversa com cerveja e conhaque. Beleza, eu arco com as conseqüências dos meus atos, passo a mão sobre o bolso da calça e sinto a porção de “paçoca” que me deixará legal às seis da tarde.&lt;br /&gt;A tiazinha com perfume da Avon agora está bem perto de mim, sinto uma ânsia de vômito, tento me distrair, olho para o outro lado da estação e vejo uma dessas garotas que só anda de metrô porque quer, afinal poderia ser uma estrela pornô rica se quisesse.&lt;br /&gt;Sinto o deslocamento de ar, seria uma brisa refrescante se o dia não estivesse tão quente, imagino qual o estrago que esse gigantesco leviatã prateado causaria ao se chocar contra uma das colunas de sustentação da estação. Porém as portas se abrem e uma manada de gnus-de-rodeio me soca dentro do vagão, com um movimento ágil consigo me sentar num banco e me preparo para o rotineiro cochilo matinal, só que nem tudo são flores em minha vida de operário, a puta velha com perfume-cheiro-de-bosta-doce-da-avon senta-se bem ao meu lado, e eu penso “ vou vomitar em cima dessa velha se ela não sair do meu lado” mas me mantenho calado.&lt;br /&gt;Duas estações se passaram mesmo de olhos fechados e com muita concentração, o cheiro do perfume doce misturado a minha ressaca infernal e o movimento do metrô fazem meu estomago revirar mais que uma minhoca assustada.... Subitamente abro os olhos o metrô está tão cheio que se alguém levanta o pé ele tem que ficar no ar, olho pra velha perfumada, dou um suspiro profundo e sinto que uma revolução armada acontece repentinamente em meu estomago, decido não debelá-la e solto um gigantesco jorro de bílis, comida azeda, bebida fermentada, e acho que uns pedaços de berinjela sobre a velha perfumada ao meu lado. Todas as pessoas me olham com ojeriza, a velha começa a ter engulhos e um cara ao meu lado também, que sorte estarmos na estação Santana as portas se abrem e eu saio, quase que expulso, do vagão e me dirijo a mureta lateral da plataforma, passo as costas da mão sobre a boca para limpar um pouco da baba que ficou após o vômito e finalmente dou o primeiro sorriso do dia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo a pedidos neste texto não tem maconha....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114418431651478819?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114418431651478819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114418431651478819&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114418431651478819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114418431651478819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/4-feira-de-manh-por-minduin.html' title='4ª feira de manhã  - por Minduin'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114417838294183702</id><published>2006-04-04T16:18:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T16:19:42.963-03:00</updated><title type='text'>6º FEIRA A NOITE -por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Heheheheh a festinha árabe foi uma comédia hehehe&lt;br /&gt;assim que eu cheguei já vi aquela porção de esfihas nas caixas do habibs e kibes do habibs heheheheh e tudo do habibs hehehehehhehe&lt;br /&gt;Aí eu falei se o Habibs entra de greve, não tem festa hoje!!&lt;br /&gt;Depois que eu vi húmus, ricota, uns patêzinhos pra passar no pão sírio.&lt;br /&gt;E depois teve doces árabes, com mel pra colocar em cima e tal....delícia, nunca tinha comido, nem sei o nome, mas deve ter no Habibs também.&lt;br /&gt;Aí começou a dança do ventre, espadas, um cara com cara de bobo alegre, com umas botas engraçadas...parecia que eu tava na novela O CLONE....o cara batia palmas e ria, e chutava o ar, dançava rindo , todo alegre, cercado de 2 dançarinas, uma magrinha a outra nem tanto, mas tinha uma técnica fenomenal. Parecia o Ali babar, eu tomando umas cervejas e rindo sozinho , joguei uma sinuca e perdi, joguei outra, perdi e mandei os vencedores à merda.&lt;br /&gt;Fui embora cedo e nem parei no meio do caminho pra ouvir um rock'n roll, entrei direto pro trem metropolitano e voltei pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114417838294183702?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114417838294183702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114417838294183702&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114417838294183702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114417838294183702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/6-feira-noite-por-rodrigo-pinto.html' title='6º FEIRA A NOITE -por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114407359536383589</id><published>2006-04-03T11:11:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T11:13:15.383-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 5 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)</title><content type='html'>Capítulo 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CA-LA-DA!!"&lt;br /&gt;Aquilo a fez saltar e tremer. Snape se aproximou a passos rápidos e firmes. A cabeça de Edrea estava a mil. "Sai daí, vai. Ah, qual é, você é um animago, ataca ele..." Não concluiu os pensamentos, Snape estava a menos de um palmo dela.&lt;br /&gt;Ela sentia a respiração ofegante dele ricochetear a sua própria pele. Os olhos faiscando de ódio e de... hein?? Não terminou o raciocínio. Snape a tomara nos braços e a beijava apaixonadamente, com todo o desejo e amor possíveis. Edrea se desmanchou em seus braços e retribuiu o beijo fervorosamente.&lt;br /&gt;A jovem pula e senta na cama, ofegante. Nota que suava muito, como se tivesse em febre. Leva os delicados dedos aos lábios e a sua mão chama a atenção. Estava com um curativo. Então a noite passada veio em sua memória, trazendo uma incrível enxaqueca. Lembrou-se que se embriagou, desvairada quebrou a taça com a mão e sorveu até a última gota no gargalo da garrafa. E desmaiou.&lt;br /&gt;Com os miolos cozinhando e a mão doendo, nota que Firenze também acabara de acordar e a olhava gentilmente perto da cabeceira. Com certa lerdeza, levanta-se e se admira com o sangue no lençol, concluindo a imprudência que fizera e se perguntando quem poderia ter feito o curativo e por que. Olha inquiridora para o felino, que simplesmente ignora o olhar e se espreguiça faceiramente.&lt;br /&gt;A passos lentos, com as pernas pesadas, Edrea vai até a janela e abre as cortinas. Sua cabeça latejou mais forte e seus olhos arderam. Estava um belo dia ensolarado. Fechou a cortina como um vampiro que foge do sol. Olhou o relógio atordoada e se apressa ao ver que estava atrasada para o café no salão comunal.&lt;br /&gt;"Você está com uma aparência deplorável querida", ironiza o reflexo no espelho do banheiro. Edrea o ignora. Toma uma ducha rápida e vai ao armário. Hoje decidiu se vestir bem como o seu humor: toda de preto. Subitamente arregala os olhos e desfaz a idéia ao se lembrar de certo alguém que só se veste de preto.&lt;br /&gt;Então viu umas peças de um azul marinho profundo como a mais escura noite sem estrelas e sem luar. Vestiu a calça, a bata que deixava seus ombros a mostra e o colete, o típico uniforme de Edrea, conclui a própria ao calçar as botas. Com um leve movimento da varinha, arruma os cabelos e se maquila. Mas seu aspecto ainda era decepcionante. Olheiras profundas e um ar abatido. Conjura óculos escuros. E resolveu usar as luvas, para escamotear a mão ferida. Não queria questionamentos. Deu o café da manhã de Firenze e saiu voando dali, estava mais do que atrasada.&lt;br /&gt;O salão comunal estava cheio; um falatório e tanto. Não olhou para ninguém, mas todos os professores a olharam. Sentou-se entre Sirius e Flitwick e se concentrou no café da manhã. As vozes acabavam com os poucos miolos que lhe sobraram.&lt;br /&gt;"Não lhe parece um bom dia não é mesmo Edrea?" perguntou Sirius preocupado.&lt;br /&gt;A bruxa limitou-se a um sorriso amarelo.&lt;br /&gt;"Perdoe-me a intromissão, mas, por que estes óculos?"&lt;br /&gt;"Já ouviu falar numa doença trouxa, Sirius? Conjuntivite?"&lt;br /&gt;"Sim", mas Sirius não engoliu a resposta. Notou que ela também vestia luvas. No entanto não quis perturbar a jovem com mais perguntas.&lt;br /&gt;Snape estava um tanto perturbado. Viu o estado da garota e notou que ela não olhava para ninguém ou para coisa alguma, só para o que estava na sua frente, à mesa.&lt;br /&gt;Durante o café, Edrea fez um retrocesso do seu primeiro mês em Hogwarts. "Porre no serviço Edrea? Você nunca foi de beber... Tsk tsk... Não perca a cabeça por idiotices", sua consciência a aconselhava.&lt;br /&gt;Pela primeira vez na manhã, sua atenção foi chamada ao centro da mesa. Era Alvo que pedia silêncio.&lt;br /&gt;"Bom dia a todos! Como sabem no fim deste mês teremos o dia das bruxas e, como acontece anualmente, teremos um baile para comemorarmos a ocasião. Dentro de algumas semanas Hogwarts verá a melhor festa das bruxas em anos!!"&lt;br /&gt;O salão veio a baixo. Os alunos comemoravam como nunca. Alvo pediu silêncio e prosseguiu.&lt;br /&gt;"Alunos e professores estarão dispensados de seus deveres nesta data para concluirmos os preparativos do baile, que será de máscaras. Obrigado e tenham um excelente dia!!"&lt;br /&gt;O falatório retornou em dobro. Edrea gemeu baixinho com a dor de cabeça. "Tudo bem querida?" era a vez de Flitwick. Edrea acenou positivamente com a cabeça. Última a chegar e a primeira a sair. Todos notaram.&lt;br /&gt;"Com licença srta. Gray", solicitou Alvo.&lt;br /&gt;"Bom dia senhor", Edrea estava em sua sala lendo atentamente umas papeladas...&lt;br /&gt;"Desculpe a intromissão, mas a srta. não está nada bem hoje. Notei que mal se alimentou. E isso não é da conjuntivite". Edrea jurou ver um sorrisinho por entre a barba prateada do velho bruxo.&lt;br /&gt;"É Dumbledore, nada lhe escapa, não é mesmo?"&lt;br /&gt;"Vamos, você precisa tomar alguma coisa para melhorar. Me acompanhe."&lt;br /&gt;A jovem seguiu o bruxo. Num dado momento da caminhada, o sangue em suas veias parecia ter congelado, notando que se encaminhavam às masmorras.&lt;br /&gt;"Senhor, não deveríamos ir para a enfermaria?"&lt;br /&gt;"Minha filha, nada que uma poção do professor Snape não resolva."&lt;br /&gt;A bruxa seguiu como se tivesse indo para o matadouro. O velho bruxo parecia estar se divertindo com a situação.&lt;br /&gt;Snape estava na mesa lendo textos de alunos quando a duplo chegou. "Bom dia Severus!"&lt;br /&gt;"Bom dia Alvo", então Snape levanta os olhos e vê que o amigo estava acompanhado. "Em que posso ser útil?", fala vagarosamente.&lt;br /&gt;"Severus, aquela poção que solicitei por favor."&lt;br /&gt;Edrea não levantara a cabeça, olhava fixamente o chão. Snape se dirigiu ao armário e trouxe um pequeno frasco com conteúdo azul céu.&lt;br /&gt;"Aqui está senhor."&lt;br /&gt;"Ótimo!! Cuide da srta. Gray. Preciso ir resolver uns assuntos." E, novamente, sem dar tempo para respostas ou perguntas, o sábio bruxo se foi, deixando-os a sós.&lt;br /&gt;Um silêncio perturbador se fez presente. Snape a observava olhar fixamente o chão.&lt;br /&gt;"Srta. Gray, esta é uma poção que elimina a enxaqueca e outras conseqüências decorrentes da ingestão excessiva de álcool. Esta dose é suficiente", disse ao mesmo tempo em que estendia o vidrinho a jovem.&lt;br /&gt;Notou que Edrea corou violentamente. Acompanhou a mão trêmula e enluvada da bruxa pegar o frasco.&lt;br /&gt;De um gole só, a poção se foi. Snape ouviu um baixíssimo 'obrigada'. E lá estava ela, dando-lhes as costas, quando ele a interrompe. "Srta., precisamos trocar o curativo de sua mão."&lt;br /&gt;Edrea não sabe como se manteve em pé, pois teve a sensação que ia desmaiar a qualquer momento. "Então foi você?", questionou ainda de costas. Não houve respostas.&lt;br /&gt;"Por gentileza, siga-me." Edrea obedeceu e se dirigiu ao escritório do bruxo. Lá sentou-se. Snape trouxe alguns ungüentos e curativos. Notou com espanto que a mão da moça estava gelada e tremeu ao primeiro toque dele. Sem perder o tom sarcástico diz "Eu não mordo srta.", se arrependendo logo em seguida. Durante todo o processo, ele não soube dizer se ela o olhava, pois os óculos escuros eram intransponíveis.&lt;br /&gt;Agilmente o mestre das poções trocou os curativos. Ele ficou satisfeito ao ver que os cortes não sangraram mais e que a cicatrização estava muito rápida. "Não use as luvas, para não comprimir os ferimentos", aconselhou o bruxo. Edrea consentiu.&lt;br /&gt;Ao se virar para guardar o material, Snape escutou mais um baixo 'obrigada' e a cadeira se arrastando. Edrea se dirigia a saída. Mas antes de transpor a porta, ainda de costas, Edrea questiona: "Por que o senhor foi até os meus aposentos?", a voz dela soava fraca.&lt;br /&gt;"Perdoe-me srta., mas Firenze veio me buscar", foi tudo que ele conseguiu dizer, num tom baixo.&lt;br /&gt;Rapidamente a bruxa não estava mais lá. Snape se joga pesadamente em sua cadeira com o olhar perdido.&lt;br /&gt;A aula do dia era com as turmas do 5º ano de Grifinória e Sonserina. Instantaneamente lembrou-se do primeiro dia de aula e buscou com os olhos o grupo de sonserinos. Não precisou ler a mente para perceber o quanto estavam acuados e com receio. "O que será que Snape fez com eles?" À primeira lembrança do Mestre das Poções, Edrea se puniu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114407359536383589?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114407359536383589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114407359536383589&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114407359536383589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114407359536383589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/04/to-difcil-assim-captulo-5-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 5 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114374886389185296</id><published>2006-03-30T16:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T17:01:03.906-03:00</updated><title type='text'>Posso ir agora ? - texto de Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Sobriamente, abotoou o casaco e protegeu-se do vento frio daquela manhã de 5feira. A passos largos, caminhava sem olhar para os lados, os pensamentos confusos e dispersos. O vento gelado deixava a ponta do nariz vermelha. Lágrimas geladas juntavam-se no canto dos olhos. O cabelo, despenteado. Não sabia onde ir, sabia que queria mais. O sol nascia devagar e alguns raios luminosos refletiam na calçada. Crianças de mãos dadas com os pais iam para o colégio, e homens de gravata e mulheres de sandálias esperavam o ônibus para ir trabalhar. Reparou num vira-lata velho, esperto nas ruas, que olhava para os dois lados antes de atravessar. Continuava a sua caminhada, e sorria ao ver um passarinho pousado no fio de alta tensão. Ao se aproximar de uma banca de jornais, parou. Desempregados liam as notícias do dia nos jornais pendurados na parte lateral da banca. Uma velhota comprava uma revista de fofocas, com fotos de gente rica e sorridente na capa. Parou, enfiou a mão no bolso de trás da calça e tirou um maço de cigarros amassados. Acendeu um, e continuou a caminhar. Passa por uma turma de punks sujos, que deviam ter passado a noite sentados ali mesmo, discutindo política e anarquismo, e bebendo uísque de procedência duvidosa. Um desses lhe pede um cigarro, ele nega. Lembra-se do caminho e vira à direita. Passa pela igreja onde as beatas disputam lugar com os mendigos na porta. Do lado, uma garotinha vendia flores. Revirou os bolsos, juntou umas moedas e comprou algumas. Sentiu-se ridículo carregando aquelas lindas e cheirosas rosas vermelhas, mas continuou seu caminho. Alguns nem o notavam, outros o estranhavam. O trânsito parado. Sirenes. Uma moto caída, e um carro importado com o pára-choque amassado. Um corpo no chão. Não parou pra ver quem era. Continuou a andar, jogando a bituca do cigarro no chão. Chegou na porta do cemitério. Respirou fundo e entrou. Passarinhos cantavam e o sol já esquentava as lápides. Abriu o casaco e do bolso tirou uma anotação que não conseguia ler. Andou algumas quadras, passou por um coveiro que ajeitava flores em uma tumba recém fechada. Deteve-se um minuto ali, e quando o funcionário se retirou, aproximou-se. Agachou, e depositou suas flores ali também. Reconheceu sua foto no mármore, que refletia o sol. Levantou-se assustado e correu. Voltou para o local do acidente que havia ignorado. Lá, a polícia havia coberto com um plástico preto o motoqueiro de má-sorte. Só conseguia ver os pés do cadáver. Parado ao lado do corpo, um jovem. Alto, jaqueta de motoqueiro. Calça jeans surrada. Calçava botas idênticas à do defunto. Estava pálido, parecia não entender onde estava ou o que se passava, alheio aos acontecimentos. Notou que o jovem observava tudo com medo. Caminhou até ele e então lhe ofereceu um cigarro. Do lado deles, uma menininha vendia flores, o cheiro de morte invadiu suas narinas. Seria o perfume daquela mulher, que apareceu de repente, toda de negro, que maldosamente sorria e lhe estendia um isqueiro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114374886389185296?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114374886389185296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114374886389185296&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114374886389185296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114374886389185296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/posso-ir-agora-texto-de-rodrigo-pinto.html' title='Posso ir agora ? - texto de Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114366542716285215</id><published>2006-03-29T17:49:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T17:50:27.180-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 4 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)</title><content type='html'>Capítulo 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não se viram até o jantar. Nessa hora, constatou uma Edrea distante e que não o olhou sequer por um segundo. "Menos mal" concluiu Snape.&lt;br /&gt;"Severus, venha até meus aposentos após o jantar", Alvo o interrompera em seus pensamentos.&lt;br /&gt;"Sim senhor."&lt;br /&gt;Snape viu quando Edrea se retirou, antes de terminar o seu jantar. Depois acompanhou Alvo até os aposentos do velho amigo.&lt;br /&gt;"Sente-se", indicou Alvo. "Sabe Severus, fiquei realmente muito preocupado com a sua atitude de hoje a tarde."&lt;br /&gt;Severus fez uma cara de surpresa e indignação. "Aquela atrevida falou exatamente o QUE ao senhor?"&lt;br /&gt;"A Srta. Gray" – frisou – "não me disse nada. Lupin veio até mim um tanto preocupado. Disse que nunca o virá tão transtornado, ainda por cima por causa de um cavalo!!"&lt;br /&gt;"Aquele Lupin, além de intrometido é um fofoqueiro", disparou Severus.&lt;br /&gt;"É tão difícil assim?"&lt;br /&gt;"O que Alvo?"&lt;br /&gt;"Boa noite Severus."&lt;br /&gt;"Mas Alvo..."&lt;br /&gt;"Boa noite" repetiu o sábio bruxo.&lt;br /&gt;Snape se retirou mudo e foi direto para as masmorras.&lt;br /&gt;Em seus aposentos, Edrea sentia-se um lixo... "É Edrea, a vida tem seus problemas meu bem... para quem nunca ligou para que os outros dizem, você está valorizando muito o que aquele amargurado faz contigo..." zombou o seu reflexo no espelho. "Ah vai pro inferno", vociferou para a imagem. Jogou-se na cama, sem trocar de roupa, acompanhada de uma garrafa de vinho. Firenze a olhava sem compreender. Aquela noite Edrea teve seu primeiro porre.&lt;br /&gt;Firenze saiu após ver que a dona adormecera e se encaminhou às masmorras. Lá, arranhou a porta e rugiu para chamar a atenção.&lt;br /&gt;Qual não foi o espanto de Snape ao se deparar com o bichão a sua porta, entrando sem cerimônia. "Olá Firenze! O que o traz aqui uma hora dessas?" O felino o surpreende novamente: senta-se a sua frente, fixa o olhar e o analisa como da primeira vez que se viram. Dando um muxoxo, Firenze finalmente se deita, cruza as patas e apóia a cabeçorra nelas, sem desviar o olhar inquiridor de Snape.&lt;br /&gt;"O que eu fiz?" sussurra Snape. Mas ele já sabia a resposta. "Firenze, eu..." disse ao mesmo tempo em que ia ao bichão. Este desvia desdenhosamente o olhar e solta um som indefinível, algo como um 'humph'. Subitamente, a pantera se levanta e puxa Snape pela calça. "Ok Firenze, me mostre o que você quer." E seguiu o bicho.&lt;br /&gt;Suas desconfianças estavam certas. Firenze o levava aos aposentos de Edrea. Ao chegar, nota que está tudo muito quieto, uma preocupação toma por fim todo o seu ser. Snape entra num local desconhecido, e avalia com uma ponta de satisfação se tratar do quarto da colega. O lugar estava quase que na penumbra, não fossem algumas velas que iluminam parcamente o recinto. Os olhos de Snape são atraídos magneticamente para a cama e vê que um corpo lá está. Se aproxima ao mesmo tempo em que Firenze sobe e se senta na cama. Era Edrea dormindo profundamente.&lt;br /&gt;Seu pé bate em algo. Olhando para o chão, o bruxo se abaixa e pega uma garrafa vazia. Lê o rótulo, cheira a essência. "Até a última gota", comenta e volta suas atenções a Edrea. Foi então que uma mancha o atraiu mais ainda. A mão da bruxa jazia numa exagerada concentração de sangue no lençol.&lt;br /&gt;Snape dá a volta na cama e consegue ver o motivo: cacos de cristal compunham a cena, alguns cravados profundamente na bela mão da moça, outros largados a sua volta. Snape olha rapidamente para o felino, que acompanhava tudo atentamente. O bruxo remove os cacos com um feitiço e começa os cuidados com a bruxa adormecida. Primeiro retira caco por caco e vê que a mancha não é à-toa: há cortes profundos. Depois conjura alguns ungüentos e toalhas. Limpa delicadamente a mão e aplica carinhosamente os remédios. Por fim envolve os ferimentos com curativos e sorri ao notar que o sangue estancara.&lt;br /&gt;Volta-se para o outro lado da cama e olha atentamente cada detalhe daquele rosto adormecido, memorizando cada traço, como se fosse uma pintura renascentista incrível ou como se nunca mais pudesse vê-los novamente. Sem pensar, dirigi-se aos lábios da bruxa, mas a sua razão o freia novamente. "Por Merlin, qual é o seu problema Severus?" Contenta-se em depositar um beijo carinhoso na testa. Acena com a cabeça ao bichano e sai sem dizer nada.&lt;br /&gt;De volta as masmorras, Severus estava totalmente imerso em um turbilhão de acontecimentos. Sua razão tentava, cada vez mais dificilmente, o trazer ao seu equilíbrio, mas o seu lado sempre oprimido das emoções teimava em se posicionar, dando um ultimato ao bruxo em estado de confusão. Aquela noite, Snape custou a dormir e quando o fez, o fez muito mal, acordando um traste na manhã seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114366542716285215?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114366542716285215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114366542716285215&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114366542716285215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114366542716285215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/to-difcil-assim-captulo-4-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 4 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114357957862439333</id><published>2006-03-28T17:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T17:59:38.643-03:00</updated><title type='text'>Tempos modernos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Texto do Minduin&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È, realmente os tempos mudaram. A cerveja não custa mais R$1,50, a maconha ainda custa R$5,00 mas vem um terço do que vinha nos áureos tempos, os melhores jogadores do brasileirão não são brasileiros, as putas agora se dizem dançarinas.&lt;br /&gt;Com todas estas constatações eu chego a conclusão de que a roda do tempo realmente é implacável.&lt;br /&gt;Há  dez anos eu achava que os caras da esquerda eram sempre os mais honestos, que as bandas boas surgiam por acaso do destino e que todas as mulheres  eram sedentas por sexo. Quanta ingenuidade! Mas também, há dez anos atrás, eu tinha quase nenhuma experiência sexual, não conhecia neosindicalistas e achava jazz e blues coisa de velho.&lt;br /&gt;Agora, nesta tarde modorrenta em que o dia se arrasta feito um saci de patinete, olho o português (que eu tenho certeza que é de campinas) me servindo uma cerveja “meio-gelada” e me pergunto e os próximos dez anos?? Minha pança de breja continua aumentando, minha grana diminuindo e o futuro se mantém sombrio.&lt;br /&gt;Tento desviar minha mente  destes pensamentos lúgubres, encho o copo de cerveja e me lembro de Clotilde uma  morena que eu comia há alguns anos, tento me lembrar o porque ela deixou de me ligar... Ah ta lembrei, acho que não devia ter dado uma cotovelada na coluna dela, mas também... quem mandou ela pedir pra eu  bater... logo quando ela estava de quatro....&lt;br /&gt;Olho para o lado, tomo mais um gole de cerveja e começo a prestar atenção  num casal muito estranho que desce de um carro  e se encaminha para a relojoaria em frente.&lt;br /&gt;Estranho porque estão os dois com cara de poucos amigos, ela carrega algo pesado dentro da bolsa e ele esconde algo dentro da jaqueta, apesar de estar fazendo uns 40ºc. Segundos depois do casal entrar na loja escuto gritos, vidros se quebrando e um estampido.&lt;br /&gt;Quase ao mesmo tempo o vidro da frente da relojoaria estoura e eu vejo algo vindo em minha direção, acho que é um besouro ou uma varejeira tento me desviar, mas não sou ágil o bastante e sinto a inseto bater em minha testa. Só então percebo que não era um inseto, era um projétil de chumbo, sim uma bala, que entra com tanta força em meu crânio que chega a jogar minha cabeça pra trás.Não consigo me mexer perdi todas as faculdades motoras, só sinto uma dor lancinante na cabeça e caio da cadeira........&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114357957862439333?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114357957862439333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114357957862439333&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114357957862439333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114357957862439333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/tempos-modernos.html' title='Tempos modernos'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114357463451564354</id><published>2006-03-28T16:33:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T16:37:14.536-03:00</updated><title type='text'>Homem de fibra - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Enquanto ouvia as ondas, lembrava-se de uma infância que não fora sua. Devaneios à parte, voltava a realidade, com um saco de cimento nos ombros e gritos no ouvido, maldito chefe que não o deixava em paz. Sob o sol escaldante, via jovens milionários beberem e sorrirem, cercados de loiras estúpidas e turbinadas. Garrafa de whisky, latas e mais latas de cerveja importada. Champanhe no balde de gelo, e música eletrônica. Divertiam-se. Enquanto isso, Leocádio trabalhava na reforma da mansão à beira-mar de um bem sucedido empresário do ramo frigorífico. Suava, as mãos calejadas pelo serviço duro. A casa ficava numa praia particular no litoral baiano, a alguns kilômetros do vilarejo onde Leocádio havia nascido. Com apenas 22 anos, o jovem Leocádio tinha que trabalhar para sustentar seus 16 irmãos. Seu pai vivia alcoolizado e sua mãe há alguns anos não batia bem dos pinos, e passava a maior parte do dia alimentado galinhas invisíveis com pedaços de jornal picado. Sem estudo, carregava todo tipo de peso, e trabalhava braçalmente para os ricaços da região. Um paraíso selvagem, onde ele havia nascido e sido criado, agora todo comprado pelo capitalismo brasileiro. Olhava os jovens ricos e bêbados, despreocupados da vida, aproveitando e se esbaldando. Enquanto voltava para o caminhão para retirar mais um pesado saco de cimento, viu os jovens atirarem as moças ao mar, e rir sem parar. Riam muito, estavam alegres de verdade. Uma das moças já fazia topless, entornando várias doses de whisky caríssimo. Leocádio nunca havia visto seios tão bem feitos e grandiosos. Não conseguia tirar os olhos. Um dos playboys percebeu, e rapidamente convocou os amigos para tirar um sarro. Leocádio não percebeu e foi atingido por uma lata de cerveja na cabeça. O boné das Casas Bahia foi ao chão e os jovens se divertiram. Riam alto e mandavam o "cearense" continuar a trabalhar. Leocádio, zonzo, sentiu o sangue escorrer na testa. Enxugou com a manga da camisa e continuou a carregar sacos de cimento. Na volta, foi cercado pelo bando de playboys. Tremeu na base, todos eram enormes. "-ô cearense!" – um deles gritou. "-gostou de ver as garotas seminuas? Sabe o que é seminua?" , e os outros riram.&lt;br /&gt;Antes que Leocádio pudesse esboçar qualquer reação, foi agarrado pelos playboys que diziam :" agora elas é que querem te ver seminu, paraíba, você vai tomar uma lição" . E imobilizado, viu os playboys arrancando sua calça e camisa. Debateu-se, mas não conseguia se livrar daqueles moleques crescidos. As loiras riam de se matar da situação do pobre nordestino peão de obras. Só de cuecas, percebeu estar sendo carregado em direção as pedras. Os jovens, alcoolizados, começaram a bater a cabeça de Leocádio nas pedras e as loiras divertiam-se, querendo mais violência. Quando soltaram Leocádio, já não havia mais dentes em sua boca, o nariz sangrava e um dos olhos já estava completamente fechado. Atordoado, levantou-se da areia e viu os jovens bebendo e divertindo-se, como se nada tivesse acontecido. Com raiva, foi até sua mochila e sacou a peixeira, velha amiga de lâmina afiada. Voltou até os jovens, que não perceberam sua aproximação. Foi até a loira de topless, e em dois golpes certeiros, decepou o silicone de ambos os seios. Horrorizados, os outros recuaram, com medo daquele monstro desfigurado e armado, com ódio no coração. Calmamente, ele pegou os peitos caídos com sangue na areia, enfiou no bolso, guardou a peixeira e foi embora. Leocádio era um homem de fibra e não levava desaforo pra casa. Mas peito de loira burra, sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114357463451564354?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114357463451564354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114357463451564354&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114357463451564354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114357463451564354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/homem-de-fibra-por-rodrigo-pinto.html' title='Homem de fibra - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114356658991311180</id><published>2006-03-28T14:21:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T14:23:09.940-03:00</updated><title type='text'>brisa literária - por Janaina Gomes, colaboradora do Arauto</title><content type='html'>Essa é mais uma dessas histórias onde o nome dos personagens não interessa.&lt;br /&gt;Ela pode ter acontecido hoje, ano passado ou há 15 anos.&lt;br /&gt;Não interessa.&lt;br /&gt;Aconteceu assim:&lt;br /&gt;Ela estava na 3ª volta da piscina olímpica do clube, que se encontrava vazio.&lt;br /&gt;Parou no meio da piscina e olhou em torno, percebeu que errara ao supor que estivesse só. Havia, agora, um homem sentado numa cadeira próxima à borda. O estranho lia uma revista e enquanto ela o olhava seus olhares se cruzaram.&lt;br /&gt;A moça voltou a nadar e deu mais duas voltas e resolveu ficar ali boiando um pouco ...&lt;br /&gt;Quando olhou novamente ELE havia parado de ler a revista e olhava fixamente para ELA.&lt;br /&gt;Neste momento ela é acometida por uma súbita câimbra, o seu rosto torna-se uma máscara horrenda de dor... suas pernas doíam terrivelmente – ela não percebera que havia ido para a parte funda da piscina enquanto boiava. Enquanto ela olhava o estranho começou a sacudir os braços para chamar sua atenção. Ela se agitava e as agulhadas invadiam sua carne e a puxavam para o fundo, começou a engolir água enquanto tentava se levantar. Entre um erguer-se e um aforgar-se os olhos deles se cruzaram novamente, a dor subia pela espinha e já faltava-lhe ar, percebeu que lágrimas escorriam.&lt;br /&gt;Ela precisava da ajuda dele.&lt;br /&gt;Sentiu,enquanto miravam-se, que ele percebia que ela estava se afogando; mas, não parecia disposto a levantar-se, saltar na água, molhar suas roupas e salvá-la. Ele não parecia querer gritar para alguém por socorro e ir em seu auxílio. Ele só olhava-a.&lt;br /&gt;Nisto ela pensa que deveria chamar por ele.&lt;br /&gt;Sim!&lt;br /&gt;Talvez fosse esse o desejo dele. Que ela implorasse por sua vida.&lt;br /&gt;Ela percebe então, no fundo da retina daquele estranho, que não importaria, ela poderia gritar, implorar, clamar por misericórdia. Ele não ajudaria.&lt;br /&gt;Por um momento ele sorriu como que convidando-a a gritar.&lt;br /&gt;As pernas dela já estavam insensíveis tamanha era a dor. Ela deixa que as águas a levem para o fundo.&lt;br /&gt;Seu pensamento naquele derradeiro instante foi: Ele jamais terá de mim esta última humilhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janaina março/06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114356658991311180?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114356658991311180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114356658991311180&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114356658991311180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114356658991311180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/brisa-literria-por-janaina-gomes.html' title='brisa literária - por Janaina Gomes, colaboradora do Arauto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114355752139880546</id><published>2006-03-28T11:49:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T11:52:01.416-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 3 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)</title><content type='html'>Capítulo 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele realmente não é o que dizem...", pensava enquanto caminhava pelo jardim. Naquele dia só teve a aula da manhã, então aproveitou o tempo livre para circular por Hogwarts. Lembrou-se dos profundos olhos negros, da pose de superior, da voz de veludo, do sorrisinho irônico e cruel e suspirou. "O que você tem Edrea? Tá com problema é? Precisa de remédios. O cara é intragável, frio e calculista... Mas ele me trata diferente... Diferente nada, é só impressão sua..."&lt;br /&gt;Continuou em seu monólogo e nem notou que o objeto de seus pensamentos a acompanhava a distância. "Ela está tão pensativa... Por Merlin, por que você está preocupado com essa zinha!! Mantenha-se longe Severus, largue a mão de agir como tolo..."&lt;br /&gt;Então os olhos deles se cruzam. Edrea sorri e se encaminha para Snape. "Vamos homem, deixa ela aí e suma." Mas as pernas estancaram no chão. Edrea se aproximou sorrindo. "Bom dia Snape! Como foram as aulas?"&lt;br /&gt;"O de sempre srta. Gray... tentando colocar conteúdo naqueles cabeças ocas." Edrea riu. "Que sorriso encantador...", pensou o bruxo. Então, lembrando-se de quem era, adota a máscara irônica mas não consegue dizer nada para irritá-la. "O almoço será servido em 15 minutos."&lt;br /&gt;"Obrigada."&lt;br /&gt;Partiu rapidamente, com a capa aos ventos.&lt;br /&gt;Mas no decorrer dos dias, Edrea nota que algo mudara. Severus Snape era agora mais condizente com o que costumavam dizer dele. Frio, calculista, irônico e cruel. Ele a olhava com indiferença, ou melhor, evitava olhá-la, como se ela fosse uma grande intrusa em Hogwarts. Minerva notou que a colega afundou-se em pensamentos e que não tirou seu olhar do prato durante todo o restante do almoço. "Algum problema querida?"&lt;br /&gt;"Não srta. McGonagall, nada não" e se levantou da mesa, rumo aos seus aposentos. Apesar de parecer distante, Snape acompanhou-a com o rabo dos olhos e suspirou quando Edrea se foi. Alvo se limitou a observá-lo por cima de seus óculos de meia lua.&lt;br /&gt;Edrea chega em seus aposentos e se joga na cama. Firenze acabara de almoçar e estava jogado ao pé da cama, dormindo. "Que diabos está acontecendo?" Ela se viu profundamente entristecida. Fechou os olhos e a imagem dele surge. Era como se ele estivesse em carne e osso lá. Ele sorria sarcasticamente e lia a mente dela. Ouviu sua voz num sussurro: "Então é isso garotinha? Eu, o temível mestre das poções, despertou sentimentos em seu tolo coraçãozinho?" Seguiu-se de uma risada diabólica e ela saltou da cama, sentando. Olhou o relógio. Já passara de uma hora desde que havia ido ao quarto. "Droga dormi. Isso não é bom sinal. Cansada no primeiro dia Edrea?" perguntou-se sem respostas.&lt;br /&gt;A jovem resolveu tomar um banho, para livra-se da súbita canseira e tirar o peso que tomara conta de seu corpo. Durante a ducha, lembrou-se da promessa que fizera a si mesma quando conheceu Snape. "É, o jeito é evitá-lo, para não criar mais animosidades..." Ao sair do chuveiro já se sentia revitalizada. Dirigiu-se ao armário. Pegou uma calça caramelo de camurça, uma camisa com mangas bufantes branca, botou um colete em conjunto com a calça e gostou do resultado ao se olhar no espelho. "Isso, ótimo." Por fim, vestiu as botas, deu uma ajeitada no cabelo e se maquilou de leve.&lt;br /&gt;"Não é o fim se um colega não a suporta Edrea. O ignore" aconselhou sua imagem no espelho. Esta assentiu. Lançou um olhar a Firenze, que a olhava sonolento. "Que você viu nele, hein? Ah, se quiser pode sair, mas não faça nada de incorreto com ninguém me ouviu? Com ninguém, por mais feio que seja o que viste, estamos entendidos?" Firenze encostou a cabeçorra na mão de Edrea, pedindo cafuné.&lt;br /&gt;Nesse ínterim, Snape estava em sua masmorra, lendo interessado umas papeladas. Alvo entra e dirige um olhar paternal ao bruxo. "E então?" Sem levantar os olhos dos papéis, Snape diz, um tanto azedo, "E então o que Alvo?"&lt;br /&gt;"Vamos meu filho, eu te conheço bem. Seu humor oscilou incrivelmente. Será a presença da nova prof..." Alvo não concluiu a frase, Severo o olha estreitamente. "Não diga coisas sem sentido meu prezado amigo... Por um acaso eu não tenho direito a mudanças no humor?" inquiriu sarcasticamente o mestre das poções.&lt;br /&gt;"Certo, certo, não está mais aqui quem sugeriu essa loucura" – frisando essa última palavra. "Severus, saia um pouco e tome ar fresco, a tarde está magnífica e fará bem a você". Alvo se retira, sem dar tempo para que Severus rebata, novamente. "Por que ele sempre me deixa falando sozinho? Ou melhor, nem me deixa concluir?" Snape se alonga na cadeira, olha o teto, respira fundo e ruma para fora das masmorras.&lt;br /&gt;"Ah, esse lugar é incrível", respirando a plenos pulmões o ar puro de Hogwarts, Edrea desce a escadaria do castelo. "Boa tarde srta. Gray."&lt;br /&gt;"Ah, olá Hagrid, boa tarde!"&lt;br /&gt;"O que está achando daqui?"&lt;br /&gt;"É lindo Hagrid, magnífico! Um lugar muito acolhedor e cheio de coisas para se ver!"&lt;br /&gt;"Que bom que gostou srta. Gray"&lt;br /&gt;"Me chame de Edrea, Hagrid!"&lt;br /&gt;"Ok, Edrea" e riu-se.&lt;br /&gt;"Sabe Hagrid, estive pensando, vocês não têm cavalos?"&lt;br /&gt;"Ó sim, temos um estaleiro. Vamos, deixe te mostrar."&lt;br /&gt;Hagrid ficou muito feliz ao notar que Edrea parecia uma criança que ganhara um presente.&lt;br /&gt;"Que maravilha!!"&lt;br /&gt;"Pode escolher um e percorrer Hogwarts a vontade!! Só não vá à Floresta Escura, Dumbledore deve ter lhe avisado."&lt;br /&gt;"Sim, rapidamente. Muito obrigada Hagrid!!"&lt;br /&gt;"Disponha, estou na estufa cuidando de umas lesmas carnívoras, sabe como é..."&lt;br /&gt;"Boa sorte com essas pestinhas."&lt;br /&gt;"Obrigado!"&lt;br /&gt;Hagrid se retirou e Edrea falou com seus botões "Bom homem, é bem a cara dele cuidar de criaturas perigosas... deve ser interessante acompanhar uma aula dele."&lt;br /&gt;Nisso passeava pelo estaleiro e um cavalo em especial chamou a sua atenção. Um lindo garanhão castanho, com a crina brilhante e olhos doces. "Olá meu rapaz. Aceitaria dar um passeio comigo?", disse Edrea abrindo o portão. O cavalo a cumprimentou, dando confiança para que ela montasse. Colocando as luvas, a bruxa o montou e saiu em disparada do seleiro.&lt;br /&gt;Snape passeava sem pensar em muita coisa e foi interrompido em seu silêncio por um grito. "Mas que diabos está acontecendo..." Viu Edrea sair freneticamente do estaleiro montada em seu cavalo!!! "Por Merlin, agora quer surrupiar o meu cavalo!!!" Rápido, como que por magia negra, ele se postou metros a frente da dupla e lançou um feitiço no cavalo.&lt;br /&gt;"Petrificus!"&lt;br /&gt;Com a parada repentina, Edrea perdeu o equilíbrio e foi arremessada para frente. Snape voou e a alcançou, antes que ela se espatifasse no chão. A tomando em seus braços, Snape sentiu a raiva se esvair. Ao identificar o seu "salvador" Edrea ficou uma fera, não a ponto de seus olhos perderem o aspecto humano, mas quase isso.&lt;br /&gt;"O que deu no senhor?" tentando se desvencilhar dos braços perdeu o equilíbrio e quase caiu, não fosse Snape novamente.&lt;br /&gt;"Eu ia fazer a mesma pergunta à senhorita...", olhando-a profundamente.&lt;br /&gt;Recompondo-se e se afastando de Snape, Edrea segue "Eu estava apenas cavalgando. Pelo que sei isso não é proibido ou é Mestre das Poções?", sibilou sarcasticamente.&lt;br /&gt;Com ar de desdém, o bruxo a olhou indolentemente "Não srta. Gray, não me referia ao fato de a srta. cavalgar, mas de surrupiar um cavalo que não lhe pertence", e, lembrando que Focus ainda estava petrificado, desfez o feitiço e se encaminhou ao garanhão.&lt;br /&gt;"Está tudo bem meu amigo?" perguntou ao ouvido do cavalo e este retribuiu com um relinchar.&lt;br /&gt;Edrea olhava aquela cena com um rosto de gozação e ao mesmo tempo provocação. Foi então que ela se assustou. Snape a olhou com todo o ódio possível e sacou sua varinha. "Não ensinaram a srta. que não se deve tomar o que é dos outros?" Por essa Edrea não esperava.&lt;br /&gt;"Professor Snape, peço-lhe mil perdões, mas não tinha nenhuma plaquinha indicando que o cavalo era propriedade privada. Pensei que era da escola e.."&lt;br /&gt;"CA-LA-DA!!"&lt;br /&gt;Aquilo a fez saltar e tremer. Snape se aproximou a passos rápidos e firmes. A cabeça de Edrea estava a mil. "Sai daí, vai. Ah, qual é, você é um animago, ataca ele..." Não concluiu os pensamentos, Snape estava a menos de um palmo dela.&lt;br /&gt;Ela sentia a respiração ofegante dele ricochetear a sua própria pele. Os olhos faiscando de ódio e de... hein?? Não terminou o raciocínio. Ouviu Lupin chamando-a. Snape guardou a varinha e dirigiu ao professor o olhar mais mortal que este já vira.&lt;br /&gt;Lupin chegou correndo e, ofegante, perguntou o que estava acontecendo. Edrea se concentrou. "Relaxe Remo. Vou sugerir ao Dumbledore que ponha placas indicando de quem é cada cavalo..." e olhou Snape com indiferença. "Se me derem licença, vou ajudar o Hagrid com as lesmas carnívoras." E saiu de lá não se sabe como. Suas pernas pesavam, a cabeça girava e o perfume daquele bruxo insolente tomou suas narinas. "Maldição. Quanto mais eu fujo, mais assombração me aparece..."&lt;br /&gt;"Severus, você estava prestes a lançar um feitiço na Edrea?"&lt;br /&gt;"Lupin, cuide de suas coisas. E eu não ia lançar feitiço na srta. Gray, para o seu conhecimento... Agora me dê licença, vou cuidar do Focus."&lt;br /&gt;Lupin jura que algo muito grande talvez tivesse ocorrido se ele não chegasse a tempo...&lt;br /&gt;"O que houve Edrea? Parece que viu um bicho papão", era Hagrid preocupado com a fisionomia da amiga.&lt;br /&gt;"Pior Hagrid, peguei o cavalo do Snape e ele viu... ficou possesso, parecia que enlouquecera... como eu ia saber?"&lt;br /&gt;"Hum, não sei o que dizer Edrea. Snape é um cara fechadão, alguns diriam até cruel, o que discordo, mas realmente não conheço esse lado possessivo dele... realmente é estranho..."&lt;br /&gt;"E as lesmas carnívoras? Como vai indo?" mudou rapidamente de assunto e constatou um Hagrid animado com os progressos do combate a praga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114355752139880546?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114355752139880546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114355752139880546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114355752139880546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114355752139880546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/to-difcil-assim-captulo-3-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 3 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114322691736393635</id><published>2006-03-24T15:56:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T16:01:57.386-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 2 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)</title><content type='html'>Capítulo 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, Edrea não comparece ao café no salão comunal. Snape percorre todo o local com os olhos, sem sucesso. Notando o interesse do amigo, Dumbledore se posta ao seu lado. "A srta. Gray está muito ansiosa pela primeira aula que dará em Hogwarts. Está se preparando em seus aposentos. Pedi a Dobby que levasse o café da manhã para ela." Conseguiu tirar de Snape apenas um abafado hum-hum.&lt;br /&gt;Após o café da manhã, os bruxos se reúnem na sala dos professores antes de seguirem para suas tarefas diárias. Dumbledore entra na sala e faz um breve anúncio. "Bom dia a todos! Convido-os para acompanhar a primeira aula que a Srta. Gray fará em Hogwarts, para as turmas do 5º ano de Grifinória e Sonserina. Aguardo-os às 8h na sala de aula, no 2ª andar, ala leste."&lt;br /&gt;Os professores começam a cochichar. Absorto em seus pensamentos, Snape conclui cruelmente "Então a srta. Gray quer holofote ??"&lt;br /&gt;No horário combinado, os professores se acomodam nos fundos da sala, lugar já visto por Snape no dia anterior. Sonserina e Grifinória não reparam na presença dos mestres e bagunçam como nunca. Era como se eles não estivessem lá. Dumbledore nota a expressão dos amigos e explica "coloquei um feitiço para que os alunos não notem a nossa presença. Assim será inútil qualquer bronca. Ah, mais algumas coisas" – dirige o olhar à Snape – "a idéia de acompanharmos a primeira aula da srta. Gray foi minha" – desvia o olhar de Snape e passa os olhos por todos – "ela também não sabe que estamos aqui!" Dumbledore não conteve uma risada travessa e se pôs em seu assento.&lt;br /&gt;A sala parecia a masmorra, de tão escura. Repentinamente, a porta se abre e por ela passa Edrea acompanhada do fiel Firenze. Com passos decididos e a capa esvoaçante, Edrea abre as janelas com sua varinha a medida que adentra o recinto. A luz do dia domina o ambiente. Edrea se encosta à mesa, encarando os alunos abismados, enquanto Firenze senta ao seu lado.&lt;br /&gt;"A luz é a base para a Defesa contra as Artes das Trevas", diz uma Edrea animada observando que causou um efeito interessante nos alunos mudos. No entanto nota que Firenze olha fixamente um aluno da Sonserina e que este está em pânico.&lt;br /&gt;"Firenze... seja gentil, não assuste meus alunos." Firenze solta um rugido. "Firenze!" Disse enérgica e um tanto zangada para o bichano. "Limite-se ao seu lugar!!" Nisso a grande pantera torna-se um gato preto, sobe na mesa da professora e solta um miado, como que pedindo desculpas. "Assim é melhor". Os professores não contiveram os sorrisos. Snape acompanhava tudo atentamente, com olhos de lince.&lt;br /&gt;"Como já sabem, sou Edrea Gray e estou aqui para ensinar-lhes a Defesa contra as Artes das Trevas." Edrea tira a capa, joga na mesa. Sirius solta um assovio, Lupin dá um beliscão nele. Snape parecia hipnotizado. Escuta Lupin sussurrar à Sirius "Então ela esconde o jogo... Aquela capa guarda belas visões não é mesmo Sirius?" Este concorda com a cabeça. Sobe o sangue de Snape, que se concentra no que Edrea está dizendo.&lt;br /&gt;A bruxa se dirige como uma gata para a mesa, senta-se na cadeira e joga as pernas sobre a papelada da mesa, mostrando as botas de amazonas. Subitamente surge um cristal em sua mão e ela começa a brincar com o objeto. "Qual é a base para a Defesa contra as Artes das Trevas?", pergunta, sem ouvir respostas, nem um pio. Só o tic-tac do relógio de parede.&lt;br /&gt;Rapidamente, o cristal some, Edrea se levanta e se dirige a frente do tablado, com as mãos na cintura. "Por Merlin! Será possível que vocês são bruxos do 5º ano? Ah, acho que não, com medo de um gatinho desses..." disse, apontando Firenze que já estava a sono alto na capa da dona.&lt;br /&gt;"Pelo jeito vocês não prestaram um pingo de atenção no que eu disse, não é mesmo?? Qual é o problema de vocês?" Então Edrea nota que Firenze não estava mais a sono alto, dirigia um olhar à um grupo de sonserinos no canto da sala, entre eles aquele do início da aula. A jovem conhecia bem aquele olhar fixo e viu as coles aquele do stas do felino ficarem arrepiadas. Snape fica apreensivo.&lt;br /&gt;Caminhando-se aos rapazes no canto da sala, Edrea sussurra inaudívelmente "Legimens". Não foi difícil ler o que passava pela mente dos alunos e a professora corou instantaneamente. "20 pontos a menos para Sonserina", fala alto Edrea. Snape fica possesso: "Quem ela pensa que é, eles não fizeram NADA!!" Dumbledore o segura no braço fazendo sinal para aguardar.&lt;br /&gt;Os sonserinos fazem protesto. Edrea os olha com um olhar de tigre, sim, os olhos castanhos humanos se foram, cedendo o lugar para olhos de tigres, amarelos com a típica fenda. Sirius se delicia e Lupin cutuca o amigo para ele parar de rir. Com uma feição muito séria, Edrea se aproxima, ainda com os olhos felinos, olha para o grupo de sua atenção e diz num tom abaixo do normal e letal: "Tais pensamentos não condizem com o lugar em que se encontram senhores." Aumentando a voz, continua "se querem pensar indecências, o façam longe daqui!!" A sala silencia. Os grifinórios e boa parte dos sonserinos pareciam descrer do que ouviram.&lt;br /&gt;Os professores ficam pasmos e olham para Snape, diretor da Sonserina. "Eu... eu vou tomar uma atitude, não se preocupem", avisa Snape, num misto de indignação e ódio pelas atitudes de seus alunos.&lt;br /&gt;Todos os professores voltam as atenções para o tablado. Edrea continuava com os olhos de tigre. Minerva finalmente fala: "Alvo, não é melhor você interferir? Ela está realmente zangada."&lt;br /&gt;"Não Minerva, a srta. Gray tem muito auto-controle, não fará nada de incorreto com os alunos."&lt;br /&gt;Nesse ínterim, Edrea se dirigiu a lousa e escrevia algumas coisas. Snape ainda não se conformava com a atitude dos sonserinos. Nisso escuta Sirius cochichando ao Lupin "Até eu, com uma professora dessas, não ia prestar muita atenção na aula." Snape os fuzila com o olhar. Flitwick pede calma ao mestre das poções e Dumbledore pigarreia pedindo ordem.&lt;br /&gt;Edrea se volta aos alunos, com seus olhos castanhos. Minerva suspira aliviada. "Então, qual é a base para a Defesa contra as Artes das Trevas?", direciona aos alunos, desviando o olhar do grupo de sonserinos que não tiravam os olhos dos cadernos.&lt;br /&gt;Sem muitas esperanças de resposta, Edrea fitou uma mão da Grifinória se erguer.&lt;br /&gt;"Ah, finalmente, uma alma caridosa" disse irônica. "Prossiga."&lt;br /&gt;O grifinório, timidamente, diz "A luz."&lt;br /&gt;"Querido, para que servem os seus pulmões?? Acho que muitos não ouviram. Vamos, diga em alto e bom som."&lt;br /&gt;"A luz professora."&lt;br /&gt;Os professores notaram o rosto da colega se iluminar e um largo sorriso ornamentou sua face. "Isso mesmo Sr. Bottom, a luz!! Lição número 1: nós temos dois ouvidos e uma boca. Assim sendo escutem mais e falem menos, têm muito o que ganharem com essa atitude!"&lt;br /&gt;Risos gostosos foram emitidos pelos alunos e os professores assentaram com a cabeça.&lt;br /&gt;Snape estava como em hipnose, no restante da aula não tirou os olhos da colega, acompanhando cada passo da bruxa.&lt;br /&gt;A aula transcorreu muito bem, obrigada. "Na próxima aula, tragam por gentileza uma dissertação sobre a base da defesa contra as artes das trevas, no mínimo dois pergaminhos, e leiam o capítulo 1. Estão dispensados e tenham um bom dia. Com exceção do fatídico grupo da sonserina." disse, dirigindo um sorriso sarcástico aos alunos que tremiam na base. Os bruxinhos se foram, permanecendo apenas o incógnito grupo ao fundo da sala e os sonserinos abusados.&lt;br /&gt;"Então senhores, o que me propõem?" Disse a frente da mesa, com braços cruzados e um olhar fuzilante.&lt;br /&gt;Silêncio. "O professor Severus Snape é o diretor da Sonserina, não é mesmo?" O grupo confirmou com a cabeça. Edrea reparou que Firenze estava bem desperto, ainda em forma de gato doméstico, mas com os olhos fixos nos garotos. Rosnou.&lt;br /&gt;"Firenze, se acalme. Falarei com o Sr. Snape, ele que cuide desse assunto. Não quero mais ver os seus focinhos. Vamos, SAIAM!!"&lt;br /&gt;Os sonserinos correram em carreira, derrubando cadeiras. Com um gesto da varinha, Edrea as arrumou. Firenze voltou a ser uma pantera e andava nervosamente de um lado ao outro. A bruxa suspira e comenta com o bichano "Calma lá Firenze, eles não iam agir de fato", os olhos da bruxa tornam-se de tigre novamente, relembrando o que viu na mente dos garotos. "Mas, diga-me Firenze, o que achou da minha primeira aula? Nada mal né? Quer dizer, eu acho que foi legal..." Nisso o bicho estava se entrelaçando nas pernas da bruxa, ronronando.&lt;br /&gt;O grupo de professores ainda estava encantado no fundo da sala. Com um movimento da mão, Dumbledore retira o feitiço. Subitamente Edrea olha em direção ao fundo do lugar e nota, contrariada, os colegas caminhando em sua direção.&lt;br /&gt;"O que temos aqui?", cruzando os braços sobre o peito, estreitando o olhar. "É minha impressão ou assistiram a aula sem serem convidados? Não acham que estão um pouco crescidos para acompanhar lições de 5ª série?"&lt;br /&gt;"Sabia que não ia se zangar", dirige-se Dumbledore, abraçando Edrea.&lt;br /&gt;"É impossível zangar-se com o senhor" retribuiu Edrea.&lt;br /&gt;Ela nota que Snape se encontra ao se lado, com Firenze aos seus pés,de barriga para cima, mordiscando a barra de sua calça. Aquela cena foi um espanto aos presentes, com exceção de Alvo. "Olha só, o morcegão enfeitiçou o Firenze", declarou um Sirius abismado. Edrea se pôs a frente da cena. "Qual é a sua Sirius? Se Firenze gosta do Sr. Snape, ele tem uma boa razão para tal."&lt;br /&gt;"E a dona, gosta de cachorros?", disse Sirius com um olhar malicioso, nem ligando para a cara de espanto de seus colegas. Edrea se aproxima dele, como uma gata, sorriso nos lábios, e ronrona no ouvido de Black, para todos ouvirem: "Nunca ouviu falar que gatos não gostam de cachorros?" e se afastou com um olhar penetrante. Alvo não conteve o sorriso maroto, Minerva fez cara de desaprovação para Black, Lupin ficou mudo olhando para o chão, Flitwick e o restante fizeram que não viram.&lt;br /&gt;Snape... bem, Snape deu um meio sorriso, não daqueles gélidos, mas um meio sorriso descontraído e satisfeito com a resposta da colega.&lt;br /&gt;Com os seus pigarrinhos, Alvo chamou a todos para a realidade. "Bem, em nome de todos, parabenizo a senhorita pela significante e encantadora aula que deste. Sinto-me orgulhoso de tê-la em nosso quadro de professores. Se nos der licença, já nos retiramos e, por que não, me desculpo pela maneira travessa que acompanhamos a sua aula!"&lt;br /&gt;"Tudo bem senhor" e sorriu.&lt;br /&gt;Os professores se retiraram. Menos Snape, que tinha o assunto pendente dos sonserinos para resolver. Pelo menos era o que ele respondeu a si próprio, quando interrogado pela consciência do por que ainda estar lá. "Já viu a aula da zinha. Agora vá! - Mas preciso antes resolver a patifaria dos meus pupilos. - Tá... sei..."&lt;br /&gt;Sabendo do que se tratava, Edrea puxou uma cadeira para Snape e convidou-o a sentar-se. Snape sentou-se. Os dois prenderam a respiração quando viram o bichão pulando no Snape, mas graças a Merlin, Firenze tornou-se um gatinho a tempo e se aninhou no colo do mestre das poções.&lt;br /&gt;"É, realmente Firenze te adora! Confesso que nunca o vi agir assim com ninguém... além de mim mesma!"&lt;br /&gt;"É um animal magnífico srta. Gray. E um grande companheiro." Olhou-a no fundo dos seus olhos, tomou uma feição profundamente séria. "Srta. Gray, nem sei como poderei remediar o que meus pupilos lhe fizeram... são jovens inconseqüentes... é impossível proibi-los de ter pensamentos hum... incorretos... eu lhe dou carta branca par a escolher a punição."&lt;br /&gt;"Snape, como você ouviu, não quero mais ver o focinho deles... por gentileza, tome qualquer atitude cabível, o senhor é o diretor deles, sabe dos pontos fracos. Faça o que achar necessário."&lt;br /&gt;Acariciando Firenze, que dormia profundamente em seu colo, Snape assentiu e desviou o olhar daqueles intensos olhos castanhos, direcionando-os para a janela, que mostrava um lindo dia.&lt;br /&gt;Voltou suas atenções a Firenze. "Sinto muito amiguinho, mas o Snape aqui tem aulas a dar." Edrea deu um riso gostoso que encheu o ambiente de calor. Snape olhou-a, um olhar indecifrável, mas a bruxa sentiu que não continha nada de frio ou sarcástico naquele olhar, mas ainda assim não conseguiu compreendê-lo.&lt;br /&gt;Snape entregou o felino dorminhoco a sua dona e com um aperto de mãos disse-lhe, em uma voz aveludada e profunda, "Até o almoço srta. Gray".&lt;br /&gt;"Até."&lt;br /&gt;Já na porta, Snape se volta para ela. "Ah, e parabéns pela aula", com o famoso ar de mestre das poções, com um pouco de sarcasmo na voz e ironia no olhar. Com um farfalhar de capa, o temível mestre das poções se retirou da sala, deixando apenas um Firenze dormindo profundamente, uma Edrea pensativa e um perfume amadeirado que a bruxa sorvia a plenos pulmões.&lt;br /&gt;Edrea vai até a janela, imersa em pensamentos sobre o misterioso Severus Snape.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114322691736393635?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114322691736393635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114322691736393635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114322691736393635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114322691736393635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/to-difcil-assim-captulo-2-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 2 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no Arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114313741354279245</id><published>2006-03-23T15:09:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T15:10:13.556-03:00</updated><title type='text'>Uma novela sem pé nem cabeça – Capítulo 2 – por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Enquanto isso num casebre na zona leste de São Paulo, Clotilde....dorme profundamente.&lt;br /&gt;Clóvis levanta-se meio tonto, de ressaca, se apóia no guarda-roupa e esfrega os olhos. Com raiva, desliga o irritante despertador comprado de um ambulante peruano que trabalha no Arouche. Vai cambaleando em direção ao banheiro, e no meio do caminho, esmaga uma barata com a sola do pé descalço. Resmunga alguma coisa, gira o registro e enfia a cabeça debaixo da água gelada. Enquanto refresca as idéias e cura a bebedeira, Clóvis lembra-se do estranho sonho que o assaltou naquela noite. Pensa em Clotilde. Sente alguma coisa. Não sabe explicar, mas aqueles devaneios do subconsciente queriam lhe dizer algo. Sabia que havia qualquer mensagem por trás daquelas cenas. Sem entender, pega uma toalha, enxuga-se, escolhe qualquer peça no armário e sai pra mais um dia de trabalho. Logo que abre a porta, dá de cara com uma testemunha de Jeová, um rapazote com cara de homossexual, engomadinho num terno velho, cheirando a naftalina. Sorrindo, estende um papelzinho com fotos coloridas de pessoas felizes, crianças brincando com leões e elefantes, céu azul e sol brilhando. Clóvis aceita o papel, enfia de qualquer jeito no bolso de trás da calça jeans e dizendo-se atrasado, dribla o fiel e corre em direção do ponto de ônibus mais próximo. Ainda ouve o rapazinho dizer ao longe: "Cuidado, quem não tem tempo para Deus, é porque está ocupado pelo Satanás!"&lt;br /&gt;Nesse exato instante, Clotilde desperta assustada, o coração disparado e o suor escorrendo pelo rosto. Benze-se, e ajoelha para fazer a primeira oração do dia. Ela também havia sonhado. Sonhou com um rapaz, que lhe dizia coisas que não podia entender. Alertava sobre o futuro. Fazia gestos e gritava alucinado, naquela língua estranha. Rezou fervorosamente. Levantou-se e foi para a cozinha tomar café. Ao chegar lá, encontra sua mãe caída de rosto no chão, com pernas e braços numa posição impossível, contorcidos. Grita e leva as mãos à cabeça. Sente a presença do mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114313741354279245?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114313741354279245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114313741354279245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114313741354279245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114313741354279245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/uma-novela-sem-p-nem-cabea-captulo-2.html' title='Uma novela sem pé nem cabeça – Capítulo 2 – por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114312594067339380</id><published>2006-03-23T11:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T11:59:00.686-03:00</updated><title type='text'>Uma novela sem pé nem cabeça</title><content type='html'>Capítulo 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clóvis andava por um corredor branco, extremamente limpo, mas que recendia luxuria e perversão, não era claro, porém Clóvis sentia isto. Mesmo não gostando da situação ele continuou andando pelo corredor até que finalmente encontrou uma porta e ao abri-la teve a visão mais bizarra de toda a sua vida: Era Clotilde a garota crente, freqüentadora dos cultos diários da Igreja Pentecostal do Reino Quadrangular Batista Apostólica, a mulher que há tempos ele vinha xavecando no trampo, mas que nunca dava bola porque ele era “do mundo” como diziam na igreja.  A mulher estava nua, ou melhor vestindo apenas cinta-liga, e estava sendo currada por uma travesti nojenta com a barba por fazer, levando chicotadas em suas nádegas e implorando por mais força, tanto nas estocadas quanto nas chicotadas.&lt;br /&gt;Primeiro Clóvis sentiu raiva – Aquela puta não quis namorar comigo e agora dá pra um traveco! – depois sentiu uma vontade incontrolável de participar da cena, estava quase  entrando na sala quando escutou um rosnado, era Rex o pitt-bul da vizinhança, que ele odiava por latir a noite inteira. O cachorro começou a avançar pra cima dele com tanta fúria no olhar que  seu único pensamento foi: - Tô fudido vou correr. &lt;br /&gt;No instante seguinte, Clóvis corria tanto que sentia os calcanhares batendo em sua bunda. De repente um barulho insurdecedor começa –PI PI PI PI, PI PI PI PI, PI PI PI PI ! &lt;br /&gt;Ele se mexe e acorda todo suado, olha no relógio 7:10 &lt;br /&gt;-Tenho que  trampar porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso num casebre na zona leste de São Paulo Clotilde....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114312594067339380?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114312594067339380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114312594067339380&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114312594067339380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114312594067339380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/uma-novela-sem-p-nem-cabea.html' title='Uma novela sem pé nem cabeça'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114312241802376502</id><published>2006-03-23T10:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T11:00:18.040-03:00</updated><title type='text'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 1 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no arauto)</title><content type='html'>É TÃO DIFÍCIL ASSIM?&lt;br /&gt;Por Rosa Pellegrino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disclaimer: grande parte dos personagens pertence a J. K. Rowling, os outros são de minha criação. Não pretendo lucrar nada com a história e/ou os personagens, apenas me divertir e entreter os leitores. Obrigada.&lt;br /&gt;Par: Severus Snape/ personagem original.&lt;br /&gt;Censura: livre.&lt;br /&gt;Gênero: romance.&lt;br /&gt;Spoilers: acho que nenhum.&lt;br /&gt;Resumo: a nova professora de Defesa contra as Artes das Trevas gera um conflito no Mestre das Poções.&lt;br /&gt;Agradecimentos: ao talentoso e encantador Alan Rickman...&lt;br /&gt;Nota: não foi betada. Desculpem as falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um ano se inicia em Hogwarts. Já fazia dois anos que a famosa turma do Harry Potter se formou. Mas algumas coisas nunca mudam: o zelador Filch e sua gata Madame Nor-r-ra perturbando os alunos; o Pirraça fazendo suas travessuras, a Murta que Geme assombrando o banheiro desativado das meninas, a disciplina de Defesa contra as Artes das Trevas ainda parecia amaldiçoada...&lt;br /&gt;Sim, os professores não duravam mais que um ano lecionando a matéria. Não que eles morressem, longe disso, mas sempre acontecia algo que acabava afastando os bruxos incumbidos de ensinar a Defesa. Neste ano, mais uma professora se candidatou e conseguiu a vaga. Tratava-se de Edrea Gray, uma bruxa notável. Sim, notável por ser tão jovem e já capaz de lecionar em Hogwarts.&lt;br /&gt;Dumbledore a trata como filha. Fez questão de comunicar antes a todos os professores sobre a nova aquisição da escola de magia. E, como sempre, quem parece que não gostou nada da história foi Severus Snape, professor de Poções. Era notório o seu desejo em lecionar a disciplina que, mais uma vez, outro bruxo "a tomou", conforme seus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;Dumbie disse maravilhas de Gray, e os colegas ficaram muito curiosos, entre eles Remo Lupin e Sirius Black, também professores. "Deve ser outra bruxa doida", Snape lembrando da profª Sibila, que leciona Adivinhação, "ou talvez com segredos escusos", referindo-se a Lupin.&lt;br /&gt;No 1º dia letivo de mais um ano em Hogwarts, após todas as cerimônias de praxe, Alvo Dumbledore finalmente apresentou a nova professora. Todos ficaram encantados. Todos? "Mal saiu das fraldas e leciona Defesa contra as Artes das Trevas?", vociferou em pensamento Snape, erguendo uma sobrancelha e percorrendo a bruxa da cabeça aos pés. Edrea Gray era muito branca, com cabelos curtos e escuros em um penteado jovial e moderno, não chegava aos 23 anos. Vestia calças pretas justas, camisa azul e botas de amazonas. Mas grande parte da composição era omitida pela capa verde que vestia.&lt;br /&gt;Alvo fez questão de apresentar a Srta. Gray ao Snape. Este, por sua vez, deu o seu famoso meio sorriso gélido e depositou um leve selinho na mão da jovem bruxa. Gray já sabia da fama do Mestre das Poções e falou o mínimo possível com o homem alto e frio a sua frente.&lt;br /&gt;Alvo parece ter percebido todas as sensações que percorreram o seu mestre das poções: "Tão jovem, tão inteligente é? Parece que vai ser interessante..." Snape começou a pôr a moça a prova: questionamentos sobre Defesa contra as Artes das Trevas. Um duelo de inteligência e... de egos.&lt;br /&gt;"Por um acaso o senhor está me testando?? Não que eu realmente ligue para tal tipo de provocação, apenas sinto pelo Dumbledore, que depositou sua confiança em mim... assim como o fez à você!!" Após a derrota de Lord Valdermort, no último ano de Potter em Hogwarts, muita coisa veio a tona, inclusive o papel primordial de Snape na luta contra as trevas e da relação de confiança entre Dumbledore e ele.&lt;br /&gt;Não deu tempo de Snape responder. Edrea já tinha dado as costas e se dirigido à porta de saída do Salão. Por sua vez, Snape ficou muuuito estarrecido e indignado. A passos largos seguiu a "atrevida" que o provocou. Dumbie apenas se limitou a um sorriso maroto, enquanto os outros professores acompanhavam curiosos a cena.&lt;br /&gt;Edrea realmente pode comprovar o gênio dos mestres de poções após esse breve embate e prometeu a si mesma que o evitaria ao máximo. "Que deu naquele bruxo? Não fiz nada à ele, nem ao menos me conh..." Um braço forte a puxou para fitar um par de olhos negros e profundos. Edrea, por um momento, ficou hipnotizada. Foi um breve momento, pois a voz rouca e carregada de veneno sibilou: "Não brinque com fogo srta." Snape a puxou para mais próximo de si, Edrea viu um brilho intenso nos olhos dele e temeu pelo que poderia acontecer.&lt;br /&gt;"Severus, deixe a moça em paz. Já vai amaldiçoá-la por ela lecionar Defesa??", dirigiu-se em um tom zombeteiro Sirius, que seguiu o casal e ficou um tanto arrependido por ter interrompido a cena. "O que será que o morcegão ia fazer com a gatinha??", pensou ironicamente Black.&lt;br /&gt;"Sirius, vá caçar um osso no jardim", disse Snape um tanto contrariado.&lt;br /&gt;"Ora, ora, Severus... conheço o seu rancor quanto a não ser escolhido para lecionar Defesa, mas atacar uma bruxinha tão encantadora..." Era a vez de Lupin atazanar Snape.&lt;br /&gt;Ninguém viu, mas subitamente Edrea mostrou um pouco a que veio: transformou-se em um tigre e fugiu daquela situação o mais rápido que pode. "Um animago... Fantástico!!", disse Sirius seguindo com os olhos o belo animal que repentinamente sumiu ao cruzar a esquina do corredor.&lt;br /&gt;"Tsk tsk... Não sabia que os ânimos aqui estavam tão... estimulados."&lt;br /&gt;"Perdão Alvo, mas ela se mostrou muito... atrevida. Isso eu não admito", tentou se explicar Snape.&lt;br /&gt;"Claro Severus... entendo." Era perceptível um sorrisinho. "E vocês dois? O que fazem aqui?", dirigiu-se Alvo à Sirius e Lupin.&lt;br /&gt;"Notei que a bruxinha tirou o morcegão aí do sério", riu-se Sirius.&lt;br /&gt;"É, se não tivéssemos chegado, talvez ele a amaldiçoasse", Lupin tentou parecer o mais sério possível, mas não conseguiu esconder o tom zombeteiro em sua voz.&lt;br /&gt;"Voltem ao salão, a festa ainda não acabou", solicitou Alvo. "Menos você Severus." Sirius e Lupin se retiraram.&lt;br /&gt;Snape fitou o velho amigo. "Sim Alvo, o que eu tenho que fazer?"&lt;br /&gt;"Será que preciso dizer?", Alvo estava com um sorriso estranho, conclui Snape. "Certo Alvo, já trago ela".&lt;br /&gt;Em um instante Alvo havia partido, antes mesmo de Snape perguntar aonde eram os aposentos da Srta. Gray. "Maldição!! Como vou achar essa zinha???"&lt;br /&gt;Então, aquele momento lhe voltou à mente: ela em seus braços, olhando-o com um misto de raiva e receio... seu perfume o invadindo... seus olhos castanhos grudados aos seus... O som de risadas o trouxe a realidade e ele seguiu no corredor, como o tigre havia feito.&lt;br /&gt;Suspirando, notou uma escada. Seguiu e chegou a uma encruzilhada. "Diacho, e agora?? Ah Alvo, sei que não me disse aonde é o aposento da bruxa só para eu me perd..." Foi então que ele ouviu uma música, calma, doce e incrivelmente melancólica. Seguiu em direção ao som e parou em frente a uma porta de mogno, com rosas e gatos talhados. Seus dedos longos percorreram as formas talhadas.&lt;br /&gt;Deu duas batidas, a porta se abriu sozinha. Snape entrou silenciosamente no recinto. A música vinha do fundo do lugar. Olhou a sua volta. Era uma sala de aula. Seguiu até o outro lado da sala e mais uma porta o interrompeu. Uma porta bem maior, ainda de mogno, mas parecia um portal, com os mesmos gatos e rosas entalhados. Mais uns toques na porta. A música finda.&lt;br /&gt;Edrea abre a porta e seus olhos lhe dizem tudo: um misto de espanto, raiva e receio... "Sr. Snape, em que posso ajudá-lo?", disse com a voz firme.&lt;br /&gt;"Srta. Gray, peço-lhe desculpas pelos meus modos instantes atrás e, em nome de Dumbledore, convido-a a se juntar conosco na festa", disse Snape de modo frio e calculado.&lt;br /&gt;"Alvo? Perdoe-me, mas só aceito o convite quando este é feito pessoalmente pela pessoa interessada", e fez um rápido movimento para fechar a porta na cara do Snape. Mas Snape foi mais rápido, bloqueou a porta com a mão esquerda e segurou o pulso de Edrea com a direita. Empurrou-a para dentro e trancou a porta.&lt;br /&gt;Edrea ficou horrorizada, quis berrar, mas parece que Snape leu sua mente. "Não adianta gritar Srta. Gray, ninguém a ouvirá com aquela festa toda". Por alguns instantes que pareceram eternos, Snape ficou fitando-a, como se estivesse invadindo a sua alma e sua mente. Os olhos negros invadiam os de Edrea, que por sua vez tentava não demonstrar o quanto tremia.&lt;br /&gt;Finalmente, Edrea acabou com o silêncio. "O que eu lhe fiz Sr. Snape? Faz minutos que fomos apresentados e o senhor me odeia!!"&lt;br /&gt;Com aquele sorrisinho sarcástico mas incrivelmente sedutor, Snape se limitou a ceder seu braço para que pudessem ir ao salão comunal. Edrea apenas o fitou com olhos indecifráveis, ignorou a oferta e deixou-o sozinho.&lt;br /&gt;Snape não freiou a curiosidade e percorreu o local. O lugar era acolhedor, com muitas samambaias pelas paredes, paredes verdes, uma mesa perto da janela, com tudo muito organizado. Foi então que ouviu um ruído. Um rosnar de felino. "E agora, voltou como um grande bichano??" disse ao nada, já que constatou que não era Edrea.&lt;br /&gt;Qual não foi o seu espanto ao ver uma pantera negra vindo em sua direção, não se sabe de onde, com um par de olhos fixos nele. "Por Merlin!!" Foi apenas o que lhe passou na mente. Mas a pantera o surpreendeu. Sentou-se na sua frente, analisou o homem e, estranhamente, começou a ronronar e se entrelaçar nas pernas de Snape, fazendo-o quase cair com a força do bichano. Um tanto espantado, Snape começou acariciar a fera, que deitou-se ao seus pés, pedindo mais carinho. "Desculpe amiguinho, mas não posso ficar" disse e saiu sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Ao retornar ao salão, viu que Edrea deveria estar se divertindo muito, conversando com Sirius e Lupin. "Aqueles dois, não perdoam uma." A jovem se afastou dos dois falantes bruxos e se dirigiu a porta, rumo aos jardins. Mas não saiu. Admirou-o de lá mesmo. Não notou Snape se aproximar por trás.&lt;br /&gt;"Que animal encantador a srta. tem", disse Snape ao pé do ouvido dela, com um tom baixo que a fez repentinamente tremer. "Como disse", virou-se Edrea, mas essa agora tinha o pânico estampado no rosto. "Disse-lhe que tens um animal encantador". Como se não acreditasse no que via em sua frente, Edrea observou Snape por inteiro e até o tocou no rosto, como se ele fosse um fantasma.&lt;br /&gt;"Que houve?", sussurrou Snape.&lt;br /&gt;"Fi... Firenze!! O que o senhor fez com ele?" Disse ao mesmo tempo em que partia para cima de Snape com os punhos cerrados batendo no peito do mestre das poções.&lt;br /&gt;"Mulher, contenha-se!!", segurou os seus pulsos e a trouxe para perto dele. "Eu não fiz nada, qual é o seu problema?"&lt;br /&gt;"Er..." tentou se desvencilhar mais uma vez de Snape.&lt;br /&gt;"Perdão" e a soltou. "Vamos ao jardim", solicitou o bruxo.&lt;br /&gt;Edrea o acompanhou murmurando "não entendo, eu não entendo..."&lt;br /&gt;Chegando ao jardim, Snape se posta a sua frente e pergunta, com toda aquela pose de mestre das poções, "O que a srta. não entende?"&lt;br /&gt;"Firenze... O que ele fez ao senhor?"&lt;br /&gt;"Nada, ou melhor, se enroscou em minhas pernas e ronronou como um gatinho doméstico, pedindo carinho."&lt;br /&gt;"O QUE??"&lt;br /&gt;"Isso é tão terrível Srta. Gray?"&lt;br /&gt;"Firenze não admite estranhos... ele tem a capacidade de ver o íntimo das pessoas e se não gostar do que vê as ataca, caso eu não esteja por perto é lógico... eu não o deixo sozinho por aí... só nos meus aposentos..." desatou a falar nervosamente.&lt;br /&gt;Snape abriu um largo sorriso sarcástico. "É, pelo jeito o Firenze gostou do que viu." Divertiu-se ao vê-la com cara de confusa, tentando descobrir o que estava de errado. "Algum problema?"&lt;br /&gt;"Ele também não aceita quem não gosta de mim", comentou Edrea enquanto se aproximava de Snape. "Qual é a sua?", perguntou ao mestre das poções, para total espanto dele.&lt;br /&gt;"Qual é a minha? Não me faça rir srta. Gray. Apesar dos falatórios eu não sou um monstro e muito menos amaldiçoou quem é incumbido de lecionar Defesa."&lt;br /&gt;Edrea corou e pediu desculpas. Virou-se para entrar, mas novamente o braço de Snape a pegou e, puxando-a, olhou-a nos olhos e disse num ronronar "Eu já havia lhe pedido desculpas pelos meus modos anteriormente. Espero que agora a srta. as aceite de bom grado." Edrea se limitou a concordar com a cabeça. Os sons e risadas fizeram Snape voltar a si próprio e a tomar controle de seu instinto. Soltou-a. "Vamos entrar." E seguiram para o salão. No restante da festa, evitaram o contato. Mas Edrea sentia os olhos negros a observarem freqüentemente. Mas não se atreveu a verificar se era verdade ou apenas efeito do vinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114312241802376502?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114312241802376502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114312241802376502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114312241802376502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114312241802376502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/to-difcil-assim-captulo-1-texto-de.html' title='É TÃO DIFÍCIL ASSIM? capítulo 1 - texto de Rosa Pellegrino (um toque feminino no arauto)'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114304940295602499</id><published>2006-03-22T14:42:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T14:43:22.970-03:00</updated><title type='text'>Diga a verdade, ao menos uma vez na vida - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Sem ressentimentos, o.k., você venceu. Posso abrir os olhos agora. O vento batia morno no cabelo, que balançava suavemente pela testa. Enquanto esperava a verdade, cansou e dormiu. E sonhou. Viu vilas e becos, praias e montanhas. Mas não viu o que procurava. Debaixo da árvore, ouvia as folhas balançando e sentia o cheiro de mato. Nada de carros, nada de barulho. Só devaneios. Acredita ainda, mesmo que sujo lhe pareça. Lembra-se de momentos, e reflete sobre o que é certo. O certo e o errado. Correto ou não, não passa vontade. Aguarda o momento belo. Nunca se entrega, porém sente o gosto da derrota, sabe que chegou sua hora, sabe que chegou sua vez. Não perdeu por esperar. Apenas foi sincero consigo mesmo. Fiel a seus sentimento e valores, aprendidos quando era um pivete descabelado de chinelo de dedo pedalando uma Monark aro 20, freio a disco. Ria dos tombos, mas agora eles eram maiores. Quanto mais crescia, de mais alto caía. Mas antes havia subido. Sim, tudo o que sobe tem que descer. Mas não despencar, como um elevador sem cabos. Descer devagar, galgando aos poucos, procurando seu espaço. Era tarde demais. A primavera se foi, e agora não tem mais flores, nem relógios para apressar-lhe os pensamentos e embaralhar as decisões. Prazos e vencimentos. Obrigações e postura a manter. Falta de respeito. Mas que raios, ponha-se no seu lugar. Não deve nada pra ninguém, porque tem de passar por isso? Atitudes que trouxeram marcas. Feridas fechadas, que se abrem ao mais leve toque. Sutil, indireto, e tão certeiro quanto uma flecha numa maçã equilibrada na cabeça do bobo da corte. Malabares e fogo. Lenços e luzes. Pode sair agora? Acabou o show? Quem se escondeu, se escondeu. Quem não se escondeu, não se esconde mais. Prontos ou não, aí vou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114304940295602499?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114304940295602499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114304940295602499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114304940295602499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114304940295602499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/diga-verdade-ao-menos-uma-vez-na-vida.html' title='Diga a verdade, ao menos uma vez na vida - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114297434845025898</id><published>2006-03-21T17:51:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T17:52:28.463-03:00</updated><title type='text'>Fumo, fuga - por Rodrigo Pinto</title><content type='html'>Naquele final de tarde, Manuela apoiava a cabeça num dos braços, e com a outra mão tamborilava os dedos na mesa de alvenaria que servia de apoio pro computador. Já fazia 3 dias que havia parado de fumar, mas a vontade crescia a cada minuto lento que passava dentro do escritório. Tédio. Nada pra fazer. O chefe já havia ido embora, mas ela tinha que esperar dar o horário. Merda de vida. Queria um cigarrinho. Só um cigarrrinho...&lt;br /&gt;Fagner era o faxineiro. Estava varrendo os cantos da sala e assobiava algum tema do comercial de Hollywood. Manuela agora roía a unha do mindinho e coçava a virilha usando o grampeador. Fagner percebe a movimentação e inventa de passar pano. Passa na mesa, passa no chão. Com sutileza, se esgueira por baixo da mesa de Manuela e logo tem uma visão privilegiada das pernas da moça. Manuela percebe, e levanta-se de um pulo. Vai até o rádio-relógio e liga numa estação de AM que chia notícias e ouve uma propaganda de fixador de dentadura. Depois do reclame, um locutor rouco anuncia uma fuga em massa de um presídio ali perto. Manuela se apavora. Fagner não se abala, mas sugere que não será seguro sair do prédio aquela hora, já estava escuro, era melhor ficarem ali até a polícia tomar conta da situação. Manuela concorda, mas quer um cigarro. Mostrando-se corajosos e viril para impressionar a fêmea, Fagner vai até o boteco da esquina comprar um maço. No meio do caminho, é feito refém pelo fugitivo Petrônio. A polícia cerca. Negociação. O pobre Fagner sente o fedor que Petrônio emana, depois de rastejar alguns metros pelo esgoto. Tensão. Nervos a flor da pele. A imprensa em peso. Jornalistas. Câmeras. Flashes. Petrônio se irrita. A polícia percebe e resolve agir. Tiros, gritos. Petrônio e Fagner caídos. Este, num último esforço balbucia algo como : "ela só queria um cigarro, e seria minha".&lt;br /&gt;Enquanto isso, Manuela espera. Coçando a virilha e roendo a unha do mindinho.&lt;br /&gt;E morrendo de vontade de fumar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114297434845025898?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114297434845025898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114297434845025898&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114297434845025898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114297434845025898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/fumo-fuga-por-rodrigo-pinto.html' title='Fumo, fuga - por Rodrigo Pinto'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114288673165259216</id><published>2006-03-20T17:28:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T17:32:11.680-03:00</updated><title type='text'>Dia (IN)comum</title><content type='html'>Como ele poderia levar a sério a notícia do jornal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ia à banca, procurava aquelas revistas pornográficas em preto-e-branco, com fotos malfeitas e balõezinhos estilo histórias em quadrinhos, reproduzindo os diálogos. Subia todo dia a mesma rua de manhã, maldita ladeira, e quando chegava no ponto de ônibus, não importa o banho que havia tomado, nem a roupa limpa que pegou na gaveta, já se formaram duas pizzas, uma embaixo de cada braço, e o colarinho já estava umedecido, a testa brilhava sob o sol, escorrendo gotas pelas costeletas.&lt;br /&gt;Parava no boteco e pedia uma cerveja. Porra, 7 horas da manhã. Sede. Calor. Ônibus sempre lotado. As mesmas pessoas, o mesmo caminho. Odiava rotina. Sorvia generosos goles, e ouvia o noticiário no radinho de pilhas antigo do dono do bar. Moscas sobrevoavam o bolo de fubá embolorado, e o cheiro da cozinha dava náuseas. Pagou o casco, e foi para o ponto de ônibus. Lá, a loira com uniforme de recepcionista. Todo dia. Lencinho no pescoço, cabelo engomado pra trás, preso em coque. Colete azul-marinho, e saia da mesma cor até os joelhos. Camisa branca abotoada até o pescoço. "Bom dia, moça". Ela olhava com repugnância aquele cabeludo suado e com bafo de álcool logo cedo. Ele sorria para o nada e abria um livro de simbologia religiosa, anarquismo e criptografia. Lia com atenção, mas o barulho dos motores não deixava assimilar nada.&lt;br /&gt;O ônibus chega, e junto com ele aproximadamente 87 pessoas espremidas umas nas outras. Subia com dificuldade e odiava o velho que encoxava a menina segurando os cadernos. Sentia o cheiro de perfume vagabundo, das secretárias atrasadas. O suor do mestre-de-obras e o cheiro de loção pós-barba dos yuppies de cara lisa e gel no cabelo. Viajava de pé, equilibrando o livro e os pensamentos. Lhe pesava nos ombros o dia-a-dia corriqueiro.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, que pareceram uma eternidade, salta do coletivo no centro da cidade, onde apressados vão pra lá e pra cá, desviando dos ambulantes e cuidando das carteiras e bolsas. Pára na porta de um prédio antigo, respira fundo e entra. Mais alguns passos e espera um elevador barulhento e mofado, movido a manivela por um ascensorista de 132 anos.&lt;br /&gt;Pede o décimo-terceiro andar e tem certeza que é seu dia de sorte, quando no quinto andar, entra no elevador o motoboy, com uma mochila maior que ele e um calhamaço de papéis endereçados a chefes de porra nenhuma.&lt;br /&gt;Chega em seu ambiente de trabalho e não encontra ninguém. Não entende merda nenhuma e telefona pra um colega. Este lhe diz que estão todos dispensados, morreu o dono da empresa e o velório está ocorrendo neste momento. "Saiu no jornal , cacete! Você não viu?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ele tinha visto. Mas não tinha levado a sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114288673165259216?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114288673165259216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114288673165259216&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114288673165259216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114288673165259216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/dia-incomum.html' title='Dia (IN)comum'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114287706190827412</id><published>2006-03-20T14:44:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T14:51:01.923-03:00</updated><title type='text'>Eu só tento olhar...</title><content type='html'>Para a metade cheia ao invés da metade vazia, não sou um otimista de carteirinha, blasfemo oitenta por cento do meu tempo, fico puto quando as coisas dão errado, mas sempre entendo que tô no lucro quando abro os olhos de manhã. Isso me faz pensar como é ser uma pessoa que todos os dias só vê o túnel ao invés de mirar a luz (que no fim das contas pode estar dois passos pra trás).&lt;br /&gt;Este parágrafo aí de cima serve pra que eu me lembre de ser diferente de algumas pessoas que andam me cercando ultimamente. Fera! Problemas todo mundo tem, grandes e pequenos o que muda é a forma que lidamos com eles, o que no meu caso funciona numa filosofia de vida meio que senhor Miagy: se o problema é pequeno, não merece preocupação. Se ele não tem solução, você vai se preocupar por quê? E dessa forma levo minha vida sendo um cara bem humorado, e pelo menos eu acho, ninguém fala: Lá vem o chato. – quando eu chego. Nessa minha visão maniqueísta e comodista do mundo tudo tem solução simples:&lt;br /&gt;O chefe te enche o saco? Peça as contas&lt;br /&gt;A comida é ruim? Não come&lt;br /&gt;Não gosta do curso da facu? Mude&lt;br /&gt;Seu vizinho é um puto de merda que liga o cd da bunda calypso às 3 da manhã do domingo? Ligue o metallica no talo às 03h30min da manhã de segunda.&lt;br /&gt;Não gosta mais da namorada? Termine.&lt;br /&gt;O carro ta dando problema? Venda.&lt;br /&gt;Cara sua vida é muito curta pra que você perca seu tempo remoendo o que queria ter feito, mas não fez porque tinha um puto te enchendo. E pior que isso é você se tornar um puto que enche o saco dos outros utilizando filhos, facu, namorada, mãe como muleta para ficar em uma posição incômoda, porque não tem coragem de mandar o mundo à merda.&lt;br /&gt;Eu penso todo dia. E, por enquanto, ta valendo a pena e minha posição. E a sua ta legal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto estava no arauto antigo, mas como as pessoas continuam as mesmas eu resolvi republicar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114287706190827412?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114287706190827412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114287706190827412&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114287706190827412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114287706190827412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/eu-s-tento-olhar.html' title='Eu só tento olhar...'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114254677204630196</id><published>2006-03-16T19:05:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T19:06:12.056-03:00</updated><title type='text'>VIDA (SUR)REAL</title><content type='html'>Sim, chove horrores. Ventos frios e relâmpagos que clareiam as poças no chão, dando a impressão de que são pequenas lâmpadas escondidas sob o asfalto. Olho pra elas, e me vejo refletido a cada raio cuspido do céu. Me lembrava da minha infância, quando a cada relâmpago, era um pulo. Assustava mesmo, que nem cachorro vagabundo quando você bate o pé no chão. Sendo assim, naquela tarde de quinta-feira, eu esperava o aguaceiro dar um tempo para eu correr até a estação do metrô. Precisava ir embora, queria ir pra casa. Ao meu lado, um mendigo fedendo a mijo tentava acender uma bituca de cigarro úmida. Sem sucesso, praguejava. E peidava. Estava ficando insuportável, mas tava realmente chovendo muito. Cada rajada de vento fazia com que eu me protegesse mais naquele toldo de loja de 1,99, fechada aquele horário. Segurava uma pasta como se contivesse documentos importantíssimos, valiosas ações do Banco Internacional da Cochinchina. Mera ilusão, era apenas um livro de contos de terror. Na falta do que fazer, abri no conto número sete, que não me lembro o nome e comecei a lê-lo. Contava a história de uma menininha mimada que gostava de grudar chiclete no cabelo das outras meninas. Ela ria maléficamente, e no outro dia ria mais ainda ao encontrar a amiguinha de corte de cabelo novo, tipo joãozinho. Mas toda noite ela sonhava. Sonhava com uma estrada escura e molhada por uma tempestade. Olhei ao redor e me achei em situação parecida. Durante a noite, ela sempre visitava a tal estrada e corria, corria mas não achava nada. Seus pais tinham grana, o pai era matador de aluguel e a mãe, diretora de uma empresa de cosméticos transgênicos. Numa noite dessas, a menininha foi acordada pela mãe, que dizia que elas precisavam fugir. Assustada, enrolou-se numa toalha e saíram pela porta da frente. "Onde está o papai?" – ela perguntava, e a mãe nada respondia. Chovia forte aquela noite e as duas entraram correndo no carro. A mãe deu a partida e acelerou forte, fazendo com que a garota se assustasse. Fez uma curva arriscada e pisou fundo em direção a estrada próxima. Passaram por viaturas de polícia com sirenes ligadas. Estavam saindo da cidade, quando a menininha reconheceu a estrada dos sus estranhos sonhos. A chuva. O asfalto molhado. As poças brilhando com os raios. Ela não acreditava. A mãe estava descontrolada e não falava palavra alguma.&lt;br /&gt;De repente, escutei o mendigo vomitando, e com raiva fechei o livro e chutei seu estômago. O desgraçado vomitou até as tripas e desmaiou. A chuva havia parado. Guardei o livro e segui meu caminho, pela rua escura e molhada. Pára um carro do meu lado. Olho e vejo uma mulher no volante. Havia uma garotinha do lado. Me chamaram , como para pedir uma informação. Ao me aproximar do automóvel, fui surpreendido com um chiclete no cabelo. O carro acelerou e foi embora.&lt;br /&gt;Estranhei, mas parei num sebo e troquei o maldito livro por uma revista de surf. Quando abri a primeira página, uma viatura passa a toda pela rua, bem em cima de uma poça, levantando uma onda que me encharcou dos pés à cabeça. Continuei meu caminho e tive a impressão de escutar um mendigo rindo alto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114254677204630196?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114254677204630196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114254677204630196&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114254677204630196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114254677204630196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/vida-surreal.html' title='VIDA (SUR)REAL'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114254353723537702</id><published>2006-03-16T18:11:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T18:12:17.243-03:00</updated><title type='text'>DEVER DO CIDADÃO</title><content type='html'>Enquanto esperava o ônibus, Varlei lia o jornal e mastigava um chiclete como um asno comendo capim seco. Chovia, e as pessoas espremiam-se sob a cobertura do ponto de concreto. No bar da esquina, Jackson e Bira disputavam uma partida e sinuca e vibravam a cada bola encaçapada. Varlei não conseguia se concentrar. Estava lendo as instruções para declarar o Imposto de Renda, porra. Coisa séria. E esses pinguços gritando e fazendo barulho. Varlei não havia concluído a sexta série. Tinha dificuldade com letras e números. "Mais uma!!" – gritava o Bira, e não sabia se comemorava a bola derrubada ou se estava pedindo mais uma dose de cachaça. Uma lufada de vento arranca o jornal das mãos de Varlei que corre atrás da folha na chuva. No mesmo momento, Jackson dá uma cusparada pra fora do bar, com raiva de estar perdendo a partida pro Bira. O catarro esparrama na cara do pobre Varlei que havia agachado pra recuperar seu periódico. Jackson ri. Bira ri mais ainda. O coitado do Varlei ali, todo molhado, com catarro escorrendo pela testa e pendurado nos cílios, agachado segurando a porra do jornal encharcado. Ele encara os dois:&lt;br /&gt;Seus bêbados de merda, já declararam o imposto de renda? O governo fode vocês, seus idiotas. Penduram-se num copo de cachaça e esquecem dos seus deveres de cidadão.&lt;br /&gt;E dizendo isso, vira-se e num passo em falso, tropeça na calçada e cai na sarjeta alagada e imunda. O ônibus vinha passando no mesmo momento. Passa por cima de Varlei. As pessoas no ponto se aglomeram na porta do coletivo para entrar e pegar um lugar pra sentar. E o Bira mata mais uma bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114254353723537702?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114254353723537702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114254353723537702&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114254353723537702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114254353723537702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/dever-do-cidado.html' title='DEVER DO CIDADÃO'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114251109717624273</id><published>2006-03-16T09:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T09:11:38.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Valentia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava chuvoso, eu encostado no balcão sebento daquele buteco sujo esperava ela e viajava no som da água caindo no toldo de lona desbotada, um som que me lembrava muito o baixo de uma musica do  Muddy  Watters, pensei em perguntar ao paraíba que me serviu a cerveja meio sem gelo se ele também não achava isto, mas desisti primeiro porque ele com certeza não saberia quem era Muddy  Watters, segundo porque poderia ser só uma viagem minha devido ao delicioso baseado que eu havia fumado minutos antes.&lt;br /&gt;Olhei para o relógio no anúncio de Malboro  colocado sobre o caixa. Será que ela viria mesmo? Há muito tempo ela deixara de atender meus telefonemas e agora do dia pra noite  me liga desesperada dizendo que é muito importante me ver e toda aquela balela apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo estes devaneios de lado e peço outra gelada:&lt;br /&gt;- Ô  Ceará desce mais uma skol, e gelada desta vez hein !&lt;br /&gt;O garçom muito relapso me traz outra cerveja “meio-gelada” penso em xingá-lo, mas  ao olhar para o lado tenho a visão mais bela dos últimos meses é ela envergando  um vestidinho preto quatro dedos acima do joelho, deixando  toda aquela morenice ianomâmi dominar minha visão com seu 1,58 mt de altura, seu corpo bem-feito parece a sensualidade em forma de gente.&lt;br /&gt;Toda essa visão dionisíaca se esvai no momento em que um brutamonte vestido com uma camisa do palmeiras passa por ela diz alguma gracinha e passa a mão em sua bunda, aquela bunda que eu estive sonhando em apertar o dia inteiro.&lt;br /&gt;Ato continuo dou um salto e antes de tocar o chão da calçada em frente ao bar já quebrei a garrafa ainda cheia na cabeça do brucutu com tanta gana que ele desaba no chão. Somente após vê-lo desmontar sobre os músculos anabolizados é que me dou conta que o filho da puta está  acompanhado de mais dois tapados,  igualmente anabolizados. Passo a mão para trás  do jeans que estou vestindo e saco o canivete estilo butterfly  que sempre carrego, só o fato  de desembainhá-lo com um pequeno malabarismo faz com que os mocorongos  hesitem partir pra cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo quase entre dentes: - E aí? Quem quer me dar a honra de ser o primeiro, a sentir o aço desta gracinha aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe escuto umas sirenes os otários me olham  com ódio e eu prontamente retribuo o olhar. Eles ajudam o cara que levou a garrafada, agora com um talho na testa, a se levantar e saem andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra ela , e vejo seu sorriso maroto como que rindo da minha cara, olho para o garçon e ele me olha com um espanto de quem diz: - Este cara é maluco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou até ela e digo: - você não perde a mania de andar com roupas curtas não é ? – e sorrio&lt;br /&gt;Ao que ela responde: - E você nunca vai deixar de ser esquentado né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beijo com lascívia e peço outra cerveja...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114251109717624273?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114251109717624273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114251109717624273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114251109717624273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114251109717624273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/valentia-o-dia-estava-chuvoso-eu.html' title=''/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114245113028847630</id><published>2006-03-15T16:31:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T16:32:10.300-03:00</updated><title type='text'>Passeio Noturno</title><content type='html'>Insônia era o problema de Micail. Não dormia com lua, estrelas, essas coisas que vêm junto com o descanso. Não gostava dessas balelas de vampiro, seres da noite, mas bastava o sol se esconder, e Micail não conseguia pregar os olhos. Revirava na cama, se enrolava nas cobertas, mas de nada adiantava. Certa noite, cansado de ficar deitado se revirando como lingüiça na frigideira, Micail levantou-se, vestiu uma calça jeans velha, uma camiseta preta e saiu pela porta da frente. Acendeu um cigarro, e sem saber pra onde ir, foi caminhando no sentido de um posto de gasolina que ficava alguns quarteirões de sua casa. O referido posto era ponto de encontro de jovens com carros turbinados, e havia uma dessas lojas de conveniência que abastecia os ânimos da galera com muita cerveja e vinho. Era uma terça-feira quente de fevereiro e as ruas ficavam cheias até tarde da noite. Chegando ao posto, Micail ficou impressionado com a algazarra. Tragando profundamente seu cigarro, vislumbrou carros com motores roncando, outros com porta-malas abertos exibindo caixas de som do tamanho de bicicletas e que faziam um escândalo ensurdecedor com as músicas mais tocadas das rádios FMs. Garotas dançando e bebendo, rebolando e sorrindo para os rapazes que exibiam suas máquinas, e adrenalizados aceleravam pela avenida. Micail odiava aquilo. Queria dormir e não podia. Raiva. Rebeldia. Não tinha amigos ali, e nem queria. Tragou mais uma vez, jogou a bituca no chão e continuou caminhando. A pequena bituca foi rolando, até encontrar um rastro de gasolina. Micail só ouviu a explosão, e gritos. O posto foi pelos ares. Todos os jovens mortos e o silêncio da noite agora só era quebrado pelo crepitar das chamas. Micail voltou pra casa, e pela primeira vez nos últimos meses, conseguiu dormir tranquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114245113028847630?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114245113028847630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114245113028847630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114245113028847630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114245113028847630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/passeio-noturno.html' title='Passeio Noturno'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114243089874569800</id><published>2006-03-15T10:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T10:54:58.753-03:00</updated><title type='text'>Mais uma de bêbado</title><content type='html'>Mas como é que pode ser verdade uma porra dessas?&lt;br /&gt;Denerval estava babando em frente o computador, sem nada pra fazer no emprego e pensando na vida.&lt;br /&gt;Depois do porre homérico do domingo, faltou no trabalho na segunda-feira e deu a desculpa da caganeira.&lt;br /&gt;"Nunca mais vou beber tanto", pensava enquanto ia navegando por páginas de futilidades virtuais. Já fazia dois dias que Denerval não punha uma gota de álcool na boca. Não conseguia acreditar que estava dominando o vício. ao final do expediente, caminhou devagar até o metrô, quando ouviu uma voz feminina lhe chamar. Era Matilde, uma antiga amiga de faculdade. Para sua surpresa, ela estava linda, num vestido preto que demarcava suas formas ainda joviais. Envergonhado, barrigudo e barbado, cumprimentou meio sem jeito, enquanto enfiava a camisa pra dentro da calça. Ela estava realmente muito surpresa e revê-lo e não demoraram a entrar em um boteco do Centro para relembrar os velhos tempos. "Fudeu, já tô no copo de novo" - Denerval pensava e tomava mais um gole. Matilde, animada pela cerveja e pelo bom papo do amigo, ria e jogava os cabelos pra trás, meio zonza. Dois fedelhos entram no boteco vendendo rosas. Denerval compra uma e oferece a Matilde, que lhe retribui com um beijo. Mais umas cervejas e ambos já saíam abraçados, um se apoiando no outro, sem saber pra onde ir. Denerval vê um táxi e faz sinal. Eles entram no banco de trás e começam a se beijar enlouquecidos. Janjão, o taxista, não perde tempo e acelera pra zona leste. Pelo espelho retrovisor, jap enxerga os seios de Matilde, que Denerval não consegue parar de apertar. Excitado, Janjão ajeita o espelhinho para mirar por debaixo da saia. Ao encontrá-la sem calcinha, fica impressionado e esquece-se do volante. Não demorou a chocar-se contra um poste. Matilde foi arremessada e morreu com o crânio no pára-brisas e os seios na cara do Janjão, a essa altura sem pernas. Denerval abre a porta e sai, trôpego. Acende um cigarro e procura outro bar. Aquele susto deu sede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114243089874569800?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114243089874569800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114243089874569800&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114243089874569800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114243089874569800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/mais-uma-de-bbado.html' title='Mais uma de bêbado'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114242466482252669</id><published>2006-03-15T09:08:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T09:11:04.833-03:00</updated><title type='text'>Aventuras na Madalena</title><content type='html'>- Puta que pariu ! porque a gente desceu nessa porra? Se qualquer um do centro servia caralho?&lt;br /&gt;- Sei lá, você que quis descer daquela merda, seu puto bêbado do caralho!&lt;br /&gt;Na verdade o inicio deste dialogo começou sete horas antes através do msn um amigo chama o outro e diz:&lt;br /&gt;- Aí ta a fim de colar num coquetel hj? (Aqui cabe um parêntese para dizer que na verdade os bêbados em  são dois dos maiores invasores de coquetéis da gigantesca paulicéia desvairada, mas continuando...)&lt;br /&gt;- Hum, sei lá... O coquetel é do quê?&lt;br /&gt;- Lançamento do livro da mãe de um camarada meu aqui do trampo&lt;br /&gt;- Beleza tô dentro. Mesmo esquema de sempre? Plataforma do metrô?&lt;br /&gt;- Sim. Tô indo pra lá daqui a pouco.&lt;br /&gt;- Certo.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois nossos heróis começam os preparativos para a aventura do dia: Coquetel com boca livre na Vila Madalena.&lt;br /&gt;Porém como convém a toda boa aventura as coisas saem do esperado assim que os dois amigos chegam ao evento. Primeiro, ironicamente, eles são os primeiros a chegar literalmente, e as bebidas servidas são refrigerantes (argh!), a autora é na verdade uma mãe (muito legal, por sinal) quebrando todos os esteriótipos de autor, o livro é de poesia, que apesar do esforço da autora está muito aquém do que podemos chamar de literatura. Mas nem tudo estava perdido logo na entrada uma das garotas que trabalhavam no evento se encanta com um dos aventureiros e começa a puxar assunto, enquanto isso o outro estava tentando de enturmar com a família da autora (que na verdade, além de nossos heróis foi que compareceu ao lançamento)  e pensava – Caralho, porque fui esquecer a porra da maconha? Sem álcool nessa festa e com este puto tentando xavecar essa mina vou ficar careta e sozinho. Mas seus pensamentos estavam em parte errados, pois ao contrário das estatísticas,  a garota desconversa e corre de nosso amigo... Segundos depois – E aí vamos tomar uma gelada no bar da esquina no desbaratino??&lt;br /&gt;– Claro! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua... talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114242466482252669?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114242466482252669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114242466482252669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114242466482252669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114242466482252669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/aventuras-na-madalena.html' title='Aventuras na Madalena'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114236847045649513</id><published>2006-03-14T17:29:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T17:34:30.470-03:00</updated><title type='text'>Um dia normal</title><content type='html'>Texto de&lt;br /&gt;Luiz Bernardo Junior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem abriu os olhos e deu uma espiada pela janela, o dia amanheceu cinza chumbo, parecendo premeditar a melancolia que corroeria seu coração durante o dia. Inspirou profundamente, passou a mão pela barba e sentiu uma dor lancinante na cabeça resultado da excessiva quantidade de álcool da noite anterior. Quando na conversa com amigos e com  a mesa abarrotada de garrafas de cerveja e vinho barato tentava esconder de si mesmo a insatisfação com o mundo porém sem um motivo aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se coçou a barba mais uma vez e pegou a maconha que estava no bolso da calça, bolou um baseado deixou sobre a mesa da cozinha e foi para o banho. Com a velha calça jeans e a camiseta desbotada preparava-se para sair quando se lembrou do baseado sobre a mesa voltou pegou o beck e foi para seu trabalho rotineiro na secretaria de administração municipal onde era apenas o cara do 25º que ninguém conhecia realmente, ao fechar a porta acendeu  o baseado como se fosse um cigarro, há tempos já havia decidido deixar de esconder seu vício dos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo portão parou na caixa de correios pegou as contas que, este mês pelo menos, estavam todas em dia, reclamou como fazia sempre que abria uma correspondência da companhia de luz, colocou  as contas dobradas no bolso de trás da calça e seguiu em direção ao ponto de ônibus, podia ter ido de carro, mas achava que deixando o carro em casa durante a semana contribuía para  a redução do buraco na camada de ozônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beck estava na ponta quando ele entrou distraidamente na avenida principal do bairro, pensava em como resolver um problema de trabalho que havia deixado pendente no dia anterior e em como convencer aquela gata da recepção a ir tomar uma gelada com ele no bar do joão depois do expediente. Levou um susto quando escutou a freada brusca da blazer “são paulina”  de onde desceram quatro orangotangos  fardados despejando ofensas :&lt;br /&gt;- Aê maconhêro filho da puta não se mexe!!! Encosta na parede! Vai logo, seu pau no cú do caralho!! Cadê o resto?  Onde você pegou essa porra??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele como sempre se manteve impassível  e respondendo somente o indispensavél aos brucutus fardados  até o momento em que o menor e mais idiota dos policiais lhe deu um soco no peito por achar que ele estava calmo demais diante  de tamanha ignorância. Ao sentir  a dor no osso esterno e a falta de ar ,sentiu tanto ódio dos filhos da puta que era como se seus olhos pudessem perfurar as almas e de quebra  os olhos de diversas gerações daqueles  desgraçados, porém manteve-se impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso os policiais foram embora sem importuná-lo mais, e ele seguiu seu caminho em direção ao ponto de ônibus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114236847045649513?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114236847045649513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114236847045649513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114236847045649513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114236847045649513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/um-dia-normal.html' title='Um dia normal'/><author><name>Minduin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14617425691255332229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://bp2.blogger.com/_3y_aKsHORPk/R-eyQ6iOrEI/AAAAAAAAABs/Bfu2BFRUAOA/S220/eupb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114236661757127293</id><published>2006-03-14T17:03:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T17:03:37.580-03:00</updated><title type='text'>MEU CANDIDATO</title><content type='html'>Às vezes a gente volta no tempo, sem sair do lugar. Vai, vai, sente cheiros e sabores, vê cenas e revê horrores, busca sossego e encontra alívio, mas quando volta tudo está no mesmo lugar. Quando olha pra dentro, sai da órbita, revê valores e busca peças para encaixar a situação e onde deveria estar.&lt;br /&gt;Lembra-se de quando só havia pó e pedra, e hoje o que está construído? A verdade em si leva desaforo, sonhos de infância que se vertem em vida real. Desilusão e apático cotidiano, mas não deixa de lutar.&lt;br /&gt;Crê no que é belo, e senta-se, clicando um ridículo mouse e correndo dedos pelo teclado despeja idéias e reflete sobre tecnologia.&lt;br /&gt;Não perde tempo, e um chamado político obedece. Como quem chama um cachorrinho pra beber água, ou uma puta para que o satisfaça. Não teme a morte, e busca abrigo num copo. Quebra-se e arrependimento, volta e disfarça, olha pra si mesmo, a barba por fazer, quilos a perder, e um futuro todo pela frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114236661757127293?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114236661757127293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114236661757127293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114236661757127293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114236661757127293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/meu-candidato.html' title='MEU CANDIDATO'/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114234921913813595</id><published>2006-03-14T12:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T12:13:39.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto de RODRIGO PINTO – parte II&lt;br /&gt;Por mais estranho que parecesse, o tempo parecia não passar ali. As mesmas pessoas, os mesmo carros , o mesmo cheiro de pipoca que o carrinho parado ali do lado deixava escapar. Roniel continuava ali, indiferente à tudo que acontecia a sua volta. Sem perceber, já tinha ficado a maior parte do dia ali, encostado, pensando em devaneios e incertezas que afogavam o âmago do seu ser. Sempre alheio ao mundo real, Roniel resolveu mexer-se. Caminhou alguns passos, e avistou um local familiar. Não se lembrava de onde, mas reconhecia o local como se estivesse estado lá um dia antes. Entrou e logo o aroma de bebida alcoólica invadiu suas narinas , fazendo-o desejar mais um pouco. Estava num bar, escuro e malcheiroso. Sim, ele estivera ali na noite anterior, porém seus atos e palavras eram-lhe desconhecidos. Sentiu o estômago arder e percebeu que não se alimentava à algum tempo. Lembrou-se de quando morava com sua família, da mesa cheia das coisas que mais gostava. Lombo assado, molho caipira e muitas azeitonas. Farofa fresquinha e cheirosa, salada de tomates e azeite de oliva. Arroz branco, fumaçando com cheiro de tempero de alho. Uma garrafa de cerveja estalando de gelada. Gostava de Skol, era sua preferida. Maldita cerveja, maldita bebida. Porque se apoderara dele? Porque fez com que abandonasse tudo, e preferisse se apoiar num copo cheio? Quando voltou a realidade, estava sentado numa cadeira ao fundo do boteco e o dono lhe indagava:&lt;br /&gt;Como tem coragem de voltar aqui Roni?&lt;br /&gt;Me traz uma cerveja - respondeu sem emoção.&lt;br /&gt;O homem resmungou algo, mas voltou para o balcão, abriu a geladeira com estrépito e jogou a cerveja na mesa de Roniel, com um copo visivelmente mal lavado. Não estava a fim de conversa, mas achava estranho como o sujeito tinha a manha de voltar ali, depois de tudo que ocorrera poucas horas antes. Mal sabia que Roniel sequer lembrava. Este, porém, havia prestado atenção na pergunta do dono do bar, que se chamava Péricles. Encheu o pequeno copo americano, sem ligar para as marcas de dedos e gordura que envolviam as extremidades do objeto. Tomou um grande gole, que lhe molhou a garganta e chegou ao estômago como uma ducha fria num dia de verão. Perdeu completamente a fome, e já se entregava novamente ao seu vício. Mais uma vez reviu a figura de Péricles lhe perguntando como tinha coragem de voltar lá. Ele era freguês naquela merda, porra. Ia sempre encher a cara naquela espelunca. Devia um pouco de dinheiro ali, mas sempre que sobrava algum, deixava na mão do Péricles. O que havia de errado na presença dele ali, naquele dia estranho? Não se lembrava de praticamente nada, apenas do choro estranho que ouviu quando despertou. Foda-se, pensou e tornou a encher o copo. O corpo queria mais álcool e a mente, respostas. Acalmou-se e tentou reviver os fatos. Nada, a cabeça doía. Olhou em volta e reconheceu um sujeito que dormia apoiado nos braços na mesa ao lado do banheiro. Viu a máquina de caça-níqueis, e num flash, viu a si mesmo colocando umas moedas ali. " Agora vai" , via-se dizendo e rindo á toa, com um copo cheio numa das mãos, e a outra envolta numa cintura de mulher. Quem era ela? Parou, e tentou visualizar o rosto. Não conseguia. Acendeu um cigarro e tragou profundamente. Soltava a fumaça e a observava subir, vagarosamente, iluminada pela fresta de luz que passava por uma das janelas encortinadas. Lembrava uma neblina densa e sombria, um reflexo do que faz mal. Sorriu e tragou novamente. Gostava de se fazer mal, curtia se acabar, achava que merecia. "Me dá um cigarro?" – viu o rosto de um moleque, 18 ou 19 anos, o que fazia no bar aquela noite? Voltou a observar a fumaça e as lembranças apareciam aos poucos, quem seria o moleque? Quem era aquela mulher que ele abraçava? Provavelmente dois bêbados que estavam por ali, curtindo se matar também. Curtindo a noite. Perigosa e cheia de armadilhas, porém muito atraente. Assim como aquela moça. Que cintura bela. Parecia vê-la ali mesmo, na sua frente, mas faltava-lhe o rosto. Fechou os olhos, mas não conseguiu. Só viu o salão cheio, risadas, fumaça e o barulho de copos brindando. Abriu os olhos e sentiu-se tonto. Virou a garrafa vazia no copo também vazio, e chamou por Péricles. Quantas vezes havia repetido esse gesto na noite anterior? Não se lembrava, mas o homem já vinha com outra garrafa cheia, e bateu-a na mesa com força. Roniel reparou que ele gostava de intimidar os clientes, sentia-se mais dono do bar. Riu do próprio pensamento e acordou o homem que estava na outra mesa, que levantou a cabeça e espiou. Roniel o reconheceu, "ele estava ali ontem", pensou. De fato, a aparência do sujeito era de quem havia dormido por ali mesmo, com uma maleta na cadeira do lado e um prato sujo de farelos à sua frente. O homem deu um longo bocejo e voltou a se apoiar nos braços sobre a mesa, ao mesmo tempo que a porta do bar se abria, enchendo o ambiente de claridade e de sons da rua. Entraram duas pessoas, uma velhota carregada de maquiagem, e uma linda moça, com vestido discreto e sandálias de dedo. Sentaram-se perto da janela e Péricles foi solícito e simpático, trazendo uma enorme garrafa de vinho e duas taças. Roniel nunca as havia visto por ali, apesar de lhe parecer que eram freguesas de longa data, pelo jeito com que foram tratadas, sendo servidas sem pedir nada. As duas encheram as taças e começaram a beber, papeando. De sua mesa escondida, Roniel não conseguia ouvir a conversa e nem queria. Começara a sentir novamente aquela dor incomoda no estômago, de quem não se alimentava há dias. Dessa vez não lamentou-se lembrando de sua casa, mas esforçava-se para saber quando e o que havia sido sua última refeição. Não podia forçar a mente, que sentia forte enxaqueca, " as lembranças tem que vir naturalmente" - pensou.&lt;br /&gt;Mais de duas horas depois, Roniel já havia tomado mais de 6 garrafas de sua Skol gelada, a preferida, e as idéias já estavam desordenadas, porém, como o bar não parava de encher, deciciu não se levantar. Havia algo estranho, todos agiam como se ele não estivesse lá. Parecia invisível, ou desprezível. Mas no fundo sabia que algo iria acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114234921913813595?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114234921913813595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114234921913813595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114234921913813595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114234921913813595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/texto-de-rodrigo-pinto-parte-ii-por.html' title=''/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24062751.post-114234917468819567</id><published>2006-03-14T12:08:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T12:12:54.696-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Roniel acordou meio zonzo, sentindo um cheiro pútrido no ar, não se lembrando muito bem do que havia acontecido. Olhou em volta, e surpreso, percebeu que havia adormecido num banheiro público. Enormes poças de urina e montes de fezes espalhados pelo chão, portas rabiscadas e torneiras secas nas pias manchadas. Espelhos quebrados, moscas e trapos de roupas num canto do aposento. Pequeno, deveria ter uns 10m², uns 3 boxes, 3 mijadores presos à parede e 2 pias. Levantou-se, respirou fundo e se arrependeu. Cheio de náuseas, levou a mão a boca e quase instintivamente correu para um dos boxes para vomitar. Quando abriu a porta suja e quebrada, as dobradiças rangendo, seus ouvidos captaram outro som que desviou sua atenção e reteve o mal estar. Um choro. Baixinho e sofrido, mas com certeza havia alguém chorando ali por perto. Então Roniel parou. Apurou os sentidos e tentou decifrar de onde vinha aquele som triste. Ouvia o zumbido das enormes moscas varejeiras, e também o pinga-pinga de uma goteira. Sentindo a cabeça doer, voltou a ouvir o gemido, algo como uma criança sozinha no escuro que sentia falta de seus pais. Tentou localizar mais uma vez, mas cada vez que achava que estava se aproximando, o choro parava. Intrigado, começou a abrir os boxes um por um, e a espiar em busca de quem chorava daquela maneira, pausada e ritmada, que o levava a querer cada vez mais encontrar o dono daquela agonia e aflição. Uma lâmpada piscava, falhando. No primeiro boxe, nada além de sujeira, muita sujeira. No segundo boxe, a mesma coisa, e também no terceiro. Foi quando ele ouviu mais uma vez, claro como se estivesse ao seu lado. Girou o corpo em silêncio, e procurava atento. Nada além dele mesmo. O choro persistia, e parecia vir de dentro dele. Parou. Refletiu e percebeu que era de lá mesmo. O choro vinha do seu coração. Estava delirando, ou sentia seu coração chorar? Ouvia cada batida, cada soluço, do seu próprio ser, causando aquele desconforto involuntário. Tapou os ouvidos e correu, fugindo da sua própria dor. Esqueceu-se completamente de onde estava, e ao sair do banheiro, a luz do sol cegou-lhe momentaneamente. Ouvia buzinas e motores roncando, poucos pássaros gorjeavam, e aos poucos, recuperando sua visão, viu a praça. Estava no centro da cidade e os mendigos olhavam com curiosidade. Os trabalhadores, apressados, não notaram a presença daquele jovem ali, esfregando os olhos, com as calças sujas e amarrotado. Ouviu ao longe o sino da igreja bater 7 vezes. Sete horas. A noite devia ter sido horrível, não sabia dizer, não queria se lembrar. Ajeitou a blusa, revirou os bolsos e encontrou pouco dinheiro, o suficiente para um maço de cigarros. Foi o que fez. Comprou cigarros, acendeu um deles numa bituca que ainda fumegava no chão próximo ao ponto de ônibus, e ali encostou, esperando respostas para mudas perguntas que não queria fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24062751-114234917468819567?l=arautodocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arautodocaos.blogspot.com/feeds/114234917468819567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24062751&amp;postID=114234917468819567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114234917468819567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24062751/posts/default/114234917468819567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arautodocaos.blogspot.com/2006/03/roniel-acordou-meio-zonzo-sentindo-um.html' title=''/><author><name>Arauto do caos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01791773248674593932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
